Os neutrófilos são o grupo de glóbulos brancos mais abundantes no
sangue, cumprindo a importante função de capturar os fungos e bactérias que
adentram ao corpo humano e coloca em riscos a saúde do paciente.
É importante saber ao certo quais são os níveis de neutrófilos
normais no sangue. Sempre reafirmando que esta faixa costuma sair visível
na análise, rondando entre 2000 e 7500 /ml. Tudo o que estiver acima de 7500
/ml considera-se elevado, por isso é importante descobrir a causa pela qual o
sistema imunológico estar aumentando os neutrófilos para se defender.
Uma das razões mais comuns pelas quais os neutrófilos estão altos
é porque o corpo está respondendo a uma infecção. Desta forma, a medula óssea
libera estes glóbulos brancos para lutar contra a bactéria invasora.
Neste caso, será importante proceder o exame médico para
determinar o tipo de infecção e tratá-la corretamente.
Outras condições que produzem neutrófilos altos são:
Quando o paciente apresenta inflamações
crônicas, o que pode elevar nossos níveis de neutrófilos. Altos níveis de estresse e tensão também podem produzir o aumento dos
neutrófilos. Os esforços físicos importantes também podem elevar sua presença
no sangue. As hemorragias agudas conduzem a uma elevação destes glóbulos
brancos. Outras condições mais pontuais como a insolação ou o tabagismo, especialmente entre quem fuma em excesso, produzem seu
aumento.
Dentro dos leucócitos ou glóbulos brancos encontram-se os linfócitos, células responsáveis pela produção de anticorpos para combater as
infecções e os tumores.
Os níveis
normais dos linfócitos estão entre 20 e 40% dos leucócitos totais.
Portanto, quando o nível atinge mais de 40% de linfócitos, é indicativo de linfocitose. Há dois tipos, linfocitose
monoclonal e policlonal.
Causas da linfocitose monoclonal ou primária.
A linfocitose monoclonal reflete uma doença
proliferativa onde o número de linfócitos aumenta por causa de um defeito
linfoide. Dá-se por:
Tumores linfoides; Leucemia prolinfocítica; Tricoleucemia; Linfomas com
expressão leucêmica; Leucemia de linfócitos
grandes granulares; Leucemia linfoblástica aguda (LLA) e leucemia linfocítica
crônica (CLL).
A leucemia é um tipo de câncer do sangue em
que a medula óssea é substituída pelas formas prematuras de células brancas do
sangue.
A LLA é um tipo de leucemia com muitos
glóbulos brancos imaturos, não completamente desenvolvidos, chamados blastos,
que são produzidos na medula óssea. Um tipo de blasto presente na LLA são os
linfoblastos, que são linfócitos imaturos.
O LLC é um tipo de leucemia caracterizado
pela presença de um excesso de linfócitos maduros. É o tipo mais frequente de
leucemia no adulto, uma doença própria do idoso com verdadeiro predomínio do
homem sobre a mulher. Os sinais e sintomas mais frequentes são a presença de
inflamação dos gânglios linfáticos em nível geral, cansaço e perda de peso.
Causas de linfocitose policlonal ou reativa.
A linfocitose policlonal sucede devido a um
processo inflamatório ou infeccioso. As causas podem ser:
Infecções virais: síndromes mononucleares, pelo Citomegalovirus; hepatite; rubéola; vírus herpes simples, o
chamado calor labial e varicela zoster;
adenovírus; gripe; papeiras.
Infecções bacterianas: toxoplasmose;
tuberculose; brucelose; Intoxicações com certas substâncias como chumbo,
benzol, etc., alterações metabólicas como a acidose diabética ou urêmica, e
alguns tratamentos com vitamina B12.
Causas agudas: choque séptico; falha cardíaca aguda;
cirurgia; dependência química; transfusões.
Causas crônicas: tabaquismo; cirurgia do
baço; doenças autoimunes e inflamação crônica como a doença de Crohn, colite
ulcerosa e vasculite.
Os valores normais de neutrófilos.
Os neutrófilos são o tipo mais comum de
glóbulos brancos, compreendem entre 50% e 70% dos leucócitos do sangue.
Em laboratório distinguem-se do resto por
mudarem de cor facilmente com colorantes neutros.
A função que desempenham no sistema imune
é a destruição de bactérias, partículas sólidas e restos celulares(VALLADA,
E.P. Manual de técnicas hematológicas. São Paulo: Atheneu, 1999.; Frances
T Fischbach A Manual of Laboratory and Diagnostic Tests. Lippincott
Williams & Wilkins, 2003.; VERRASTRO, Therezinha. Hematologia e
hemoterapia. São Paulo: Editora Atheneu, 2005).
Valores normais de neutrófilos.
Quando uma infecção chega ao organismo, os neutrófilos são as primeiras
células imunes que detectam o ataque. Eles têm uma vida curta mas são muito
rápidos frente aos agentes patogênicos e são o componente principal do pus e os
responsáveis pela cor esbranquiçada.
O número de neutrófilos encontra-se no compartimento do hemograma na
analítica sanguínea. Seus valores normais ficam entre: 2000 e 7500/ml.
Valores normais de neutrófilos.
Um número alto de neutrófilos no sangue é sinal de que algo no corpo
desencadeou a resposta imune. Quando os valores são altos ocorre a neutrofilia,
que normalmente é o resultado de uma infecção ou estresse físico.
Algumas vezes a neutrofilia é acompanhada de febre, resultante da
liberação de pirogênios dos leucócitos.
Outros aspectos característicos da neutrofilia reacional podem incluir:
desvio à esquerda, isto é, aumento do número de bastonetes e presença ocasional
de células mais primitivas, como metamielócitos e mielócitos; presença de
granulação tóxica e corpúsculos de Döhle no citoplasma e aumento do escore de
fosfatase alcalina nos neutrófilos.
Para fins didáticos podemos dizer que as causas que podem dar origem são
às infecções bacterianas (especialmente bactérias piogênicas, localizadas ou
generalizadas). Inflamação e necrose tecidual, doenças metabólicas, neoplasias
de todos os tipos, hemorragia ou hemólise agudas, drogas como corticosteróides,
leucemia mielóide crônica, distúrbios mieloproliferativos, tratamento com
fatores mielóides de crescimento, raros distúrbios genéticos e asplenia(Fundamentos
da Hematologia". A.V. Hoffbrand, P.A.H. Moss & J.E. Pettit).
Aulas Virtuais – Referências.
Como ler desvio à esquerda.
https://www.youtube.com/watch?v=oJFpwwbFudo
<iframe
width="420" height="315" src="//www.youtube.com/embed/oJFpwwbFudo"
frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
Classificação de Leucócitos.
https://www.youtube.com/watch?v=BklUtNrlaW4
<iframe
width="420" height="315" src="//www.youtube.com/embed/BklUtNrlaW4"
frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
Teoria de Hematologia Aula 1
Tecido conjutivo liquído.
https://www.youtube.com/watch?v=FWyIr8URZR4
<iframe width="420" height="315"
src="//www.youtube.com/embed/FWyIr8URZR4" frameborder="0"
allowfullscreen></iframe>
O Sangue Humano.
https://www.youtube.com/watch?v=AhNPhm044ww&list=PL364E66B41A5F1D2E&index=2
<iframe width="560" height="315"
src="//www.youtube.com/embed/AhNPhm044ww?list=PL364E66B41A5F1D2E"
frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
COI_Hematologia_Casos Clínicos.
https://www.youtube.com/watch?v=00X4HYpeIZg
<iframe
width="560" height="315"
src="//www.youtube.com/embed/00X4HYpeIZg" frameborder="0"
allowfullscreen></iframe>
Valores baixos de neutrófilos.
Quando a contagem de neutrófilos no sangue é inferior a 2000/ml estamos
perante a neutropenia, sua origem pode ser congênita ou adquirida (leucemia,
quimioterapia e inclusive alguns tipos de anemias).
Quando a neutropenia é grave, como os neutrófilos são uma parte
importante do sistema imune, as bactérias presentes na boca e/ou no trato
digestivo podem ocasionar infecções.
Neutropenia: conceito, causas, sintomas,
diagnóstico e tratamento.
Neutropenia(neutropênico, do Latin deficiência) é uma diminuição no
número de neutrófilos circulantes inferior a 1.500/mm³ (em adultos).
Pelo contrário, a neutrofilia caracteriza o seu aumento.
Resumindo: a neutropenia é um número anormalmente baixo de neutrófilos
no sangue.
Contagem do número absoluto de neutrófilos no sangue periférico inferior
a dois desvios padrão da média para a idade.
A contagem normal de neutrófilos também varia de acordo com o grupo
étnico, estimando-se que pelo menos 3 a 5% das crianças de ascendência africana
têm valores que se situam entre 1000 a 1500/ μL.
Os neutrófilos representam o principal sistema de defesa celular do
corpo contra as bactérias e os fungos.
Também contribuem para curar as feridas e ingerem corpos estranhos, tais
como lascas espetadas.
Observe que no presente livro se aborda a questão do Câncer
Infantil.
A documentação de neutropenia numa criança pode ser feita em contextos
muito variados, que vão desde o achado ocasional até à infecção de gravidade
extrema.
Por outro lado, os diagnósticos etiológicos são muito diversos, podendo
ser de natureza congénita ou adquirida, aguda ou crônica e primária ou
secundária.
Esta diversidade dificulta a sua abordagem, que deve ser feita de uma
forma o mais possível protocolada, mas, ao mesmo tempo versátil(Boxer LA. Leucopenia. In: Kliegman RM, Berhman RF, Jenson HB, Stanton BF,
editors. Nelson textbook of pediatrics. 18th ed. Philadelphia: Saunders; 2007.
p.909-15.; Dallman PR. Blood and blood-forming tissues. In: Rudolph AM,
editors. Rudolph’s pediatrics. 16th ed. New York: Appleton-Century-Crofts;
1977. p.1178.; Segel GB, Halterman JS. Neutropenia in pediatric pratice. Pediatr Rev 2008; 29:12-24).
Analisando a Tabela 1 observamos a Contagem normal de leucócitos:
Relativamente ao tempo de evolução a
neutropenia classifica-se como aguda (alguns dias) ou crônica (meses a anos).
Em função do número de neutrófilos (> 1 ano de idade) considera-se ligeira
(1000 1500/μL), moderada (500 1000/μL) e grave (< 500/μL) - (Segel GB,
Halterman JS, 2008).
Os neutrófilos amadurecem na medula óssea em aproximadamente duas
semanas. Depois de entrarem na corrente sanguínea, circulam pela mesma cerca de
6 horas, procurando organismos infecciosos e outros intrusos. Quando encontram
um, emigram para os tecidos, aderem a eles e produzem substâncias tóxicas que
matam e digerem esses organismos.
Esta reação pode lesar o tecido são que está à volta da área da
infecção.
O processo completo produz uma resposta inflamatória na área infectada,
que se manifesta na superfície do organismo como rubor, inchaço e calor.
Dado que os neutrófilos geralmente representam mais de 70 % dos glóbulos
brancos, uma diminuição na quantidade de glóbulos brancos significa
habitualmente que existe uma diminuição no número total de neutrófilos.
Quando a quantidade de neutrófilos cai abaixo de 1000 por microlitro,
aumenta em certa medida o risco de infecção e, quando cai abaixo dos 500 por
microlitro, o risco de infecção aumenta consideravelmente.
Sem a defesa fundamental que constituem os neutrófilos, qualquer
infecção poderá ser mortal.
Causas.
A principal morbilidade da neutropenia é a susceptibilidade a infecções
bacterianas.
O risco de infecção varia de acordo com a etiologia, gravidade e duração
da neutropenia, assim como da existência de outros défices imunitários
associados.
A presença de monocitose poderá fornecer alguma proteção contra
infecções piogénicas em doentes com neutropenia crônica grave.
Contudo parece tratar-se apenas de uma proteção marginal dado que os
monócitos, comparativamente com os neutrófilos, demoram mais tempo a ser
recrutados para os locais inflamatórios e são menos eficientes na fagocitose de
bactérias.
A flora bacteriana endógena é a principal responsável pelas infecções,
sendo os agentes mais frequentes o Staphylococcus
aureus e as bactérias gram negativas.
Referência Bibliográfica.
Larsen B, Monif GRG. Understanding the bacterial flora of the female genital tract.
Clin Infect Dis. 2001;32: e69-77.; Zhou X, Bent SJ, Schneider MG, Davis CC,
Islam MR, Forney LJ. Characterization of vaginal microbial communities in adult
healthy women using cultivation-independent methods. Microbiology. 2004;150:
2565-73.; Verhelst R, Verstraelen H, Claeys G, Verschraegen G, Delanghe J, Van
Simaey L, et al. Cloning of 16S rRNA genes amplified from normal and disturbed
vaginal microflora suggests a strong association between Atobobium vaginae,
Gardnerella vaginalis and bacterial vaginosis. BMC Microbiology. 2004;4:16-26.;
Fredricks DN, Fiedler TL, Marrazzo JM. Molecular identification of bacteria
associated with bacterial vaginosis. N Engl J Med. 2005;353:1899-911.; Pavlova
SI, Kilic SS, So JS, So JS, Nader-Macias ME, Simoes JA, et al. Genetic
diversity of vaginal lactobacilli from women in different countries based on
16S rRNA gene sequences. J Appl Microbiol. 2002;92:451-9.; Rodriguez JM,
Collins MD, Sjoden B, Falsen E. Characterization of a novel Atopobium isolate
from the human vagina: description of Atopobium vaginae sp. nov. Int J Syst
Bacteriol. 1999;49:1573-6.; Swidsinski A, Mendling W, Loening-Baucke V, Ladhoff
A, Swidsinski S, Hale LP, et al. Adherent biofilms in bacterial vaginosis. Obstet
Gynecol. 2005;106:1013-23).
As infecções fúngicas, víricas e parasitárias são uma complicação pouco
comum da neutropenia isolada, contrariamente ao que se verifica nas
pancitopenias graves associadas à aplasia medular, como por exemplo, as
observadas após quimioterapia ou transplante de medula óssea, e na anemia
aplásica(Dinauer MC. The phagocyte system and disorders of granulopoiesis and
granulocyte function. In: Nathan DG, Orkin SH, Ginsburg D, Look AT, editors.
Nathan and Oski’s hematology of infancy and childhood. 6th ed. Philadelphia:
Saunders; 2003. p.923-1010; Stevens RF.
Disorders of granulopoiese and granulocyte function. In Lilleyman JS, Hann IM,
Blanchette VS, editors. Pediatric Hematology. 2nd ed. London: Harcourt Brace and
Company; 1999. p.331-53)
A neutropenia deve-se a diversas causas.
A quantidade de neutrófilos pode diminuir devido a uma inadequada
produção da medula óssea ou então devido a uma elevada destruição de glóbulos
brancos na circulação.
A anemia aplástica, assim como as deficiências de outros tipos de
células sanguíneas, causa neutropenia.
Anemia Aplástica ou Aplásica ocorre quando a medula óssea produz em
quantidade insuficiente os três diferentes tipos de elementos figurados do
sangue existentes: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
O termo Anemia pode ser reservado apenas para a deficiência de glóbulos
vermelhos, enquanto que a diminuição de leucócitos seria chamada de leucopenia
e a diminuição de plaquetas de trombocitopenia.
A diminuição das três linhagens celulares pode ser chamada de aplasia de
medula(NEVILLE, Brad - Patologia oral e maxilofacial - Ed.
Guanabara Koogan; Hsieh MM, Everhart JE, Byrd-Holt DD, Tisdale JF, Rodgers GP
(Apr 2007). "Prevalence of neutropenia in the U.S. population: age, sex,
smoking status, and ethnic differences". Ann. Intern. Med. 146 (7):
486–92. ISSN 0003-4819. PMID 17404350; http://www.annals.org/cgi/content/abstract/146/7/486.; Levene,
Malcolm I.; Lewis, S. M.; Bain, Barbara J.; Imelda Bates (2001). Dacie &
Lewis Practical Haematology. London: W B Saunders. pp. 586. ISBN
0-443-06377-X.; Bodey GP, Buckley M, Sathe YS, Freireich EJ (Feb 1966).
"Quantitative relationships between circulating leukocytes and infection
in patients with acute leukemia". Ann. Intern. Med. 64 (2): 328–40. ISSN
0003-4819. PMID 5216294; Fundamentos da Hematologia". A.V. Hoffbrand,
P.A.H. Moss & J.E. Pettit.).
Algumas doenças hereditárias pouco comuns, como a agranulocitose
genética infantil e a neutropenia familiar, também reduzem a quantidade de
glóbulos brancos. Agranulocitose, também chamada de Granulocitopenia é um termo
que designa uma certa alteração do sangue.
Diz-se de uma condição aguda caracterizada pela falta ou acentuada
redução de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que
são subtipos específicos de um tipo de célula sanguínea, os glóbulos brancos.
A quantidade de granulócitos por volume de sangue abaixo da qual se
considera como Agranulocitose é de 500 células por milímetro cúbico de sangue(Medicamentos banidos pela ONU e
disponíveis no mercado Brasileiro. Disponível em:
<http://www.meusite.pro.br/drogasproib-de.htm>. Revisado em setembro de
2009. Acesso em 19/07/2014; Dipirona proibida. Disponível em:
<http://historyofmedicine.blogspot.com/2009/08/dipirona-proibida-em-mais-de-30-paises.html>.
Revisado em setembro de 2009. Acesso em 19/07/2014.; Revista Consumidor S.A
sobre o medicamento Dipirona. Disponível em:
<http://www.idec.org.br/consumidorsa/jul0103.htm>. Revisado em setembro
de 2009. Acesso em 19/07/2014).
Na neutropenia cíclica, perturbação pouco frequente, a quantidade de
neutrófilos flutua entre normal e baixa cada 21 a 28 dias; a quantidade de neutrófilos
pode chegar quase a zero e espontaneamente voltar à quantidade normal ao fim de
3 ou 4 dias.
As pessoas que sofrem de neutropenia cíclica tendem a sofrer de
infecções quando a quantidade de neutrófilos é baixa.
Algumas pacientes que sofrem de cancro, tuberculose, mielofibrose,
deficiência de vitamina B12 ou de ácido fólico desenvolvem neutropenia.
Alguns medicamentos, sobretudo os utilizados no tratamento do cancro
(quimioterapia), comprometem a produção dos neutrófilos na medula óssea.
Em algumas infecções bacterianas, perturbações alérgicas, doenças
autoimunes e tratamentos com certos medicamentos, os neutrófilos destroem-se
com mais rapidez do que levam a produzir-se.
As pessoas com baço grande (por exemplo, as que sofrem da síndroma de Felty,
de paludismo ou de sarcoidose) podem apresentar quantidades baixas de
neutrófilos porque o baço grande os apanha e destrói.
Sintomas e diagnóstico.
A neutropenia pode desenvolver-se de forma rápida, no decurso de poucas
horas ou dias (neutropenia aguda), ou então prolongar-se durante meses ou anos
(neutropenia crónica).
Como a neutropenia carece de um sintoma específico, é provável que passe
despercebido até que se produza uma infecção.
Na neutropenia aguda, a pessoa pode ter febre e feridas dolorosas
(úlceras) à volta da boca e do ânus.
Segue-se a pneumonia bacteriana e outras infecções graves. Na
neutropenia crónica, o curso pode ser menos grave se a quantidade de
neutrófilos não for excessivamente baixa.
Quando alguém sofre de infecções frequentes ou raras, o médico pode
sugerir uma suspeita que se trata de neutropenia e e se recomenda que prescreva
uma contagem completa das células sanguíneas para fazer o diagnóstico.
Uma contagem de neutrófilos baixa revela neutropenia. A seguir, determina-se
a causa desta neutropenia. Na suspeita mais grave habitualmente se extrai uma
amostra de medula óssea com uma agulha (aspiração e biopsia da medula óssea).
Embora este procedimento cause algum incómodo, não pressupõe qualquer
risco. A amostra de medula óssea é analisada ao microscópio para determinar se
apresenta uma aparência normal, se o número de células precursoras dos
neutrófilos é normal e se se está a produzir um número normal de glóbulos
brancos.
Consoante à diminuição da quantidade de células precursoras e se essas
células amadurecerem de forma normal pode-se estimar o tempo necessário para
que a quantidade de neutrófilos volte à normalidade.
Se a quantidade de células precursoras diminuiu, os novos neutrófilos
aparecerão na circulação sanguínea ao fim de duas semanas ou mais; se o número
é adequado e as células estão a amadurecer normalmente, os novos neutrófilos
podem aparecer no sangue dentro de poucos dias apenas.
Em certas ocasiões, o exame da medula óssea também revela a presença de
outras doenças, como a leucemia ou outros cancros de células sanguíneas, que
estão a afetar a medula óssea.
Tratamento.
O tratamento da neutropenia depende da causa e da gravidade. Sempre que
possível, interrompem- -se os medicamentos que poderiam causar neutropenia.
Por vezes a medula óssea recupera por si mesma sem qualquer tratamento.
As pessoas que sofrem de neutropenia ligeira (mais de 500 neutrófilos por
microlitro de sangue) geralmente não apresentam sintomas nem requerem
tratamento.
As que sofrem de neutropenia intensa (menos de 500 células por
microlitro) tendem a contrair rapidamente infecções graves por falta de defesas
do organismo. Quando contraem uma infecção, geralmente exigem hospitalização e
antibióticos de largo espectro, inclusive antes de se identificar a causa e a
localização exata da infecção.
A febre, o sintoma que habitualmente indica infecção numa pessoa que tem
neutropenia, é um sinal significativo da necessidade de atenção médica
imediata.
Os fatores de crescimento que estimulam a produção de glóbulos brancos,
em especial o fator estimulante das colônias de granulócitos (G-CSF) e o fator
estimulante das colônias de granulócitos-macrófagos (GM-CSF), podem ter alguma
utilidade.
Esta forma de tratamento é capaz de eliminar os episódios de neutropenia
no caso da neutropenia cíclica.
Os corticosteróides contribuem para determinar se a causa da neutropenia
é uma reação alérgica ou auto-imune.
A globulina antitimocítica ou qualquer outro tipo de terapia
imunodepressiva (terapia que impede a atividade do sistema imunitário) pode
estar indicada no caso de se temer uma doença auto-imune (como certos casos de
anemia aplástica).
A extração do baço hipertrofiado poderá aumentar a quantidade de
neutrófilos se o baço estiver a capturar glóbulos brancos.
As pessoas que sofrem de anemia aplástica podem requerer um transplante
de medula óssea(V texto mais a frente) quando a terapia
imunodepressão não for eficaz.
O transplante de medula óssea pode acarretar efeitos tóxicos importantes,
exige hospitalização prolongada e só se pode realizar em certos casos.
Em geral, não se utiliza para tratar exclusivamente a neutropenia.
Alguns fármacos para análises. Medicamentos
e neutropenia.
Parexel: Para que serve Parexel. Indicações de Parexel. Terapêutica
antineoplásica para o tratamento do câncer de ovário ou de mama metastático
após fracasso da terapêutica de primeira linha ou dos quimioterápicos
subseqüentes.
Contra-Indicações de Parexel: Hipersensibilidade ao princípio ativo ou ao Cremophor
EL e em pacientes com neutropenia ( < 1500 cel/mm3).
Norfloxan: Para que serve Norfloxan.
Indicações de Norfloxan. É um agente bactericida de amplo espectro indicado
para o Tratamento de Infecções do trato urinário altas ou baixas, complicadas
ou não, agudas ou crônicas. Estas infecções incluem: cistite, pielite,
cistopielite, pielonefrite, prostatite crônica, epididimite e aquelas
associadas com cirurgia urológica, bexiga neurogênica ou nefrolitíase, causadas
por bactérias suscetíveis ao medicamento. Gastroenterites agudas bacterianas
causadas por germes sensíveis. Uretrite, faringite, proctite ou cervicite
gonocócicas causadas por cepas de Neisseria Gonorrhoeae produtoras ou não de
penicilinase. Febre tifóide. Infecções causadas por organismos multiresistentes
tem sido tratadas com sucesso com doses usuais do medicamento.
Contra-Indicações de Norfloxan. Profilaxia:
Sepse em pacientes com neutropenia intensa. Suprime a flora anaeróbia endógena
do intestino, que pode causar sepse em pacientes com neutropenia (por exemplo,
pacientes com leucemia que recebem quimioterapia). Gastroenterite bacteriana.
Neutropenia intensa foi definida, em estudos clínicos, como contagem de
neutrófilos < 100/mm3 por uma semana ou mais.
Filgrastima: Para que serve Filgrastima.
Indicações de Filgrastima: Redução na duração da neutropenia e na incidência de
neutropenia febril nos pacientes com neoplasias não mielóides tratados com
quimioterapia citotóxica. Tratamento de neutropenia crônica grave. Tratamento
de neutropenia induzida por fármacos. Tratamento de pacientes aidéticos com
neutropenia causada pela própria doença ou infecção de organismos oportunistas
(como os citomegalovírus) ou por agentes anti-retrovirais (didanosina,
zalcitabina, zidovudina). Prolongamento da sobrevida de pacientes que sofreram
transplante(V texto
mais a frente) de medula óssea autóloga
alogênica em que o enxerto é demorado ou foi rejeitado, na presença ou ausência
de infecção. Aceleração da recuperação de enxerto mielóide em pacientes com
linfoma não-Hodgkin, leucemia linfoblástica aguda e doença de Hodgkin que
sofreram transplante autólogo da medula óssea. Tratamento de síndromes
mielodisplásicas.
Contra-Indicações de Filgrastima. Pacientes com hipersensibilidade à
filgrastima ou aos componentes da fórmula (ácido acético, acetato de sódio,
polisorbato 80, manitol). Gravidez.
Floxacin: Para que serve Floxacin. Indicações
de Floxacin. Tratamento de: infecções do trato urinário altas ou baixas,
complicadas ou não, agudas ou crônicas. Estas infecções incluem: cistite,
pielite, cistopielite, pielonefrite, prostatite crônica, epididimite e aquelas
associadas com cirurgia urológica, bexiga neurogênica ou nefrolitíase, causadas
por bactérias suscetíveis a Floxacin. Gastrenterites agudas bacterianas causadas
por germes sensíveis. Uretrite, faringite, proctite ou cervicite gonocócicas
causadas por cepas de Neisseria gonorrhoeae produtoras ou não de penicilinase.
Febre tifóide. Infecções causadas por organismos multirresistentes têm sido
tratadas com sucesso com doses usuais de Floxacin. Profilaxia de: sepse em
pacientes com neutropenia intensa. Floxacin suprime a flora aeróbia endógena do
intestino, que pode causar sepse em pacientes com neutropenia (por exemplo,
pacientes com leucemia que recebem quimioterapia). Gastrenterite bacteriana.
Neutropenia intensa foi definida, em estudos clínicos, como contagem de
neutrófilos.
Contra-Indicações de Floxacin.
Hipersensibilidade a qualquer componente
deste produto ou antibacterianos quinolônicos quimicamente relacionados.
Quinoform: Para que serve Quinoform.
Indicações de Quinoform. Tratamento de infecções do trato urinário que sejam
causados por microorganismos sensíveis à norfloxacina. Tratamento de: infecções
do trato urinário altas ou baixas, complicadas ou não, agudas ou crônicas.
Estas infecções incluem cistite, pielite, cistopielite, pielonefrite,
prostatite crônica, epididimite e aquelas associadas com cirurgia urológica,
bexiga neurogênica ou nefrolitíase, causadas por bactérias suscetíveis ao
Quinoform (norfloxacina). Gastrenterites agudas bacterianas causadas por germes
sensíveis; uretrite, faringite, proctite e cervicite gonocócicas causadas por
cepas de Neisseria gonorrhoeae produtoras ou não de penicilinase; febre
tifóide. Profilaxia de: sepse em pacientes com neutropenia intensa: Quinoform
suprime a flora aeróbia endógena do intestino, que pode causar sepse em
pacientes com neutropenia (por exemplo, em paciente com leucemia que recebem
quimioterapia). Gastrenterite bacteriana: neutropenia intensa foi definida em
estudos clínicos, com contagem de neutrófilos < 100/mm3 por uma semana ou
mais.
Contra-Indicações de Quinoform: Pacientes que
apresentam hipersensibilidade conhecida ao medicamento ou a qualquer
antibacteriano quinolínico quimicamente relacionado.
Granulokine: Para que serve Granulokine.
Indicações de Granulokine. Granulokine® está indicado para redução na duração
da neutropenia e incidência da neutropenia febril nos pacientes com neoplasias
não mielóides tratados com quimioterapia citotóxica estabelecida.
Contra-Indicações de Granulokine: O Granulokine® não deve ser
administrado em pacientes com conhecida hipersensibilidade ao produto ou aos
seus componentes.
Eosinófilo.
Granulócitos eosinófilos, geralmente chamados de eosinófilos (ou, menos
comumente, acidófilos), são células do sistema imune responsáveis pela ação
contra parasitas multicelulares e certas infecções nos vertebrados.
Junto com os mastócitos, também controlam mecanismos associados com a
alergia e asma. Desenvolvem-se na medula óssea (hematopoiese) antes de migrar
para o sangue periférico.
Os eosinófilos, relembrando, são
células sanguíneas responsáveis pela defesa ou imunidade do organismo,
juntamente com outros tipos de células que constituem a parte sólida do sangue.
Eosinófilos baixo.
Quando os valores de eosinófilos estão baixos significa que o indivíduo
está com a sua imunidade comprometida.
Algumas situações em que isso pode ocorrer são: após uma cirurgia, em
estado de choque sistêmico, eclâmpsia ou AIDS. Valores iguais ou inferiores a
50/microl indicam uma situação chamada eosinopenia.
Eosinófilos alto.
Quando os valores dos eosinófilos estão altos ou levemente aumentados
significa que o indivíduo pode ter alguma alergia; asma; ou infecção
parasitária.
Valores iguais ou superiores a 400/microl indicam uma situação chamada
eosinofilia, comum em doenças como artrite reumatoide; doença de Hodking;
dermatite ou doença de Adson. Eosinófilos entre 500 e 1000 ml geralmente
representam crise alérgica ou vermes intestinais(Lunardi, P.. Farah, J.O.,
Qhaso, R., et al.: Primary eosinophilic granuloma invading the skull base: case
report and critical review of the literature. Tumori 1996; 82: 397-400.; Favara, B.E., Jaffe, R.: The histopathology
of Langerhans cell histiocytosis. Br J Cancer 1994; 70 ( Suppl.): 17-23.;
Feldman, R.B., Moore, D.m., Hood, C.I.: Solitary eosinophilic granuloma of the
lateral wall. Am J Ophthalmn. 1985 Aug 15;100: 318-323.; Jouve, L., Bollini, G., Jacquemier, M., Bouyala,
J.M.: 15 cases of vertebral involvement of histiocytosis X in children. Review
of the literature. Ann Pediatr Paris 1991; 38: 167-174.; Nauert, C., Zornoza,
J., Ayala, A., Harle, T.S.: Eosinophilic granuloma of the jaw: diagnosis and
management. Skeletal Radiol 1983; 10: 227-235.;
Subramanian, N., Krishnakumar, S., Babu, K., Mohan, R., Lakshmi, K.S.,
Biswas, J.: Adult onset Langerhans cell histiocytosis of the orbit--a case
report. Orbit. 2004; 23: 99-103; Woo, K.I., Harris, J.G.: Eosinophilic
granuloma of the orbit: understanding the paradox of aggressive destruction
responsive to minimal intervention. Ophthal Plast Reconstr Surg. 2003; 19: 453-455)
Valores normais dos eosinófilos.
Os valores normais dos eosinófilos variam entre 0 a 5% ou 50 a
400/microl.
Basófilo.
Célula envolvida nas reações de hipersensibilidade imediata, acredita-se
que também participam de processos alérgicos; produzem histamina e heparina.
Não são considerados os precursores dos mastócitos pois eles têm origens
diferentes. Os basófilos são ativados pela presença de estímulos como as
anafilotoxinas (complementos C3a, C4a e C5a) e os complexos IgE-antigeno.
A resposta dos basófilos traduz-se em dois processos complementares:
desgranulação e libertação de histamina; e sintese e libertação dos produtos da
cascata do ácido araquidónico: leucotrienos, tromboxanos e prostaglandinas.
A sua participação no choque anafilático (sistêmico) é maior que o
mastócitos, pois os basófilos são células que realmente estão presentes no
sangue, e liberam os mediadores para a circulação.

Basofílico (basófilo) é um termo técnico usado por histologistas.
Descreve a aparência ao microscópio de células e tecidos, após uma seção
histológica ter sido colorida por corantes básicos. O mais comum deles é a
hematoxilina.
A característica de uma estrutura biológica ser basófila é chamada
basofilia. É conceito de grande
importância no diagnóstico por microscopia de câncer, como o de útero(Citopatologia do colo uterino - atlas
digital - Frappart L., Fontanière B., Lucas E., Sankaranarayanan R. -
screening.iarc.fr).
A hematoxilina, preto natural 1 (Natural Black 1), classificada pelo C.I. 75290, é um composto que se obtém da planta
leguminosa Haematoxylum campechianum, conhecida também pelo nome de Pau
Campeche. É um produto natural que ao ser oxidado resulta numa substância de
cor azul-púrpura escura denominada hemateína.
É utilizada em histologia, em procedimentos de coloração biológica, para
colorir os componentes aniônicos (ácidos) dos tecidos, aos quais dá uma
coloração violeta. Colore intensamente os núcleos das células, dado que estes
contém ácidos nuclêicos ricos em radicais ácidos. As estruturas que a
hematoxilina colore são chamadas basofílicas.
Sua carga é negativa porque o nucleo contem dna que tem carga negativa.
Nesta aplicação, usa-se igualmente os sais de Fe(III) ou Al(III) como mordentes
em diversas formulações para estudos e diagnósticos histológicos, com a
finalidade de destacar estruturas nucleares e citoplásmicas, formando lacas ou
complexos coloridos(complexos
corante-mortente-tecido).
A cor destes compostos depende do sal usado. Lacas de sais de alumínio
são normalmente coloridas de azul claro, enquanto lacas de sais férricos são
azul escuro(Levinson, Samuel A.; MacFate, Robert P. - Clinical Laboratory Diagnosis.
7th edition, Philadelphia, Lea & Febiger, 1969,
1323 pp; Lendrum AC, Mc17arlane D. A
controllable modification of Mallory's trichromic staining method. J
Pathol Bact 1940;50:381-4; Carl M.
Johnson; A Rapid Technique for Iron-Hematoxylin Staining Requiring No
Microscopic Control of Decolorization; Am J Trop Med Hyg September 1935
s1-15:551-553.; Cláudio S. Ferreira; TECHNICAL REPORT - STAINING OF INTESTINAL
PROTOZOA WITH HEIDENHAIN’S IRON HEMATOXYLIN; Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo,
45(1):43-44, January-February, 2003.)
Linfócito.

Uma imagem de um linfócito feita a partir
de um microscópio eletrônico.
O linfócito grande tem entre 12-16
micrômetros, núcleo redondo, cromatina nuclear menos condensada, citoplasma
mais abundantes e com contorno celular irregular. Os grandes e granulares
apresentam grânulos azurófilos que contém enzimas lisossômicas. É impossível
distinguir as células T e B no esfregaço de sangue periférico.
Uma imagem do sangue em um Microscópio Eletrônico de Varredura. Além dos
leucócitos, de forma irregular, são visíveis os glóbulos vermelhos e as
plaquetas, no formato de pequenos discos.
Linfócito é um tipo de leucócito (glóbulo branco) presente no sangue.
São produzidos pela medula óssea vermelha, através das células-tronco linfóides
que se diferenciam em células pre-búrsicas
e pre-timocitos.
Os pre-timocitos dão origem aos Linfócitos T que por sua vez vão
amadurecer nos tecidos linfóides; já as células pre-búrsicas dão origem aos
Linfócitos B. Há ainda uma terceira classe. Por sua aparência ao microscópio,
há duas categorias de linfócitos: os grandes e pequenos. A maioria mas não
todos os linfócitos granulares com tamanhos maiores, são os chamados linfócitos
Natural Killer (células NK ou exterminadoras naturais). Os linfócitos pequenos
podem ser linfócitos T ou linfócitos B.
Os linfócitos têm um papel importante na defesa do corpo. Os linfócitos
T são o principal responsável pela chamada imunidade celular, agindo ora de
forma a estimular ou atenuar a produção de anticorpos pelos linfócitos B, ora
diretamente sobre os antígenos ou células corporais infectados por esses,
destruindo-os.
Os linfócitos B dão origem aos plasmócitos e celulas B de memória que
geram os anticorpos. São os principais responsáveis pela chamada imunidade
humoral, que dá-se via produção e diluição de anticorpos nos fluidos teciduais
ou corporais.
Uma bursa(bursae ou bursas; latim: Bursa synovialis) ou bolsa sinovial(Iconografia A1) é uma
bolsa anatômica onde contém líquido fisiológico (sinóvia) localizada no ponto
em que um músculo ou tendão(Iconografia
A2). se interliga a um osso.
Do ponto de vista da anatomia, a unidade estar atrelada as células e aos
tecidos, linfócitos "B" a exemplo, a Bursa de Fabricius, um
divertículo(O divertículo, em medicina caracteriza
uma evaginação, semelhante a uma bolsa, produzida em órgão tubular. É MAIS
POPULAR NA CLÍNICA, sua localização, o intestino grosso. A presença de
divertículos é denominada diverticulose, uma condição que tende a se manifestar
após a meia-idade. Quando os divertículos se inflamam, a condição é denominada
diverticulite) da cavidade cloacal das aves. Esse divertículo não é
observado em mamíferos, mas os tecidos linfóides associados podem nesses ser
encontrados nas paredes intestinais, amígdalas e apêndice, fator o qual
justifica a nomenclatura dos citados leucócitos, a exemplo.
A infecção ou irritação de uma bursa dá origem à bursite (inflamação da
bursa). O termo genérico para doenças das bursas é "bursopatia". Uma das importância fisiológica das bursas é
que reduze o atrito entre as duas superfícies em movimento. Existem centenas
delas em todo o corpo. As bursas assemelham-se a bolsas, de onde vem o seu nome
em latim(Agarwall DK, Choudhuri G, Dihman RK,
Kapoor VK. Giant colonic diverticulae presenting
as a painless abdominal mass. Indian J Gastroenterol 1992;11:90; Choong CK,
Frizelle FA: Giant colonic diverticulum: Report of four cases and review of the
literature. Dis Colon Rectum 1998;41:1178-1185.; Cangemi V, Borghese M, Fiori
E, et al. Giant diverticulum of the sigmoid colon with perforation. Report of a
case. Minerva Chir. 2002;57:213-216.
Medline; Mayer P. Ueber das Färben mit Hämatoxylin. Mitt Zool Stat
Neapel 1891;10:170-86; JANEWAY, Charles; Paul Travers, Mark Walport, and Mark
Shlomchik. Immunobiology; Fifth Edition. New York and London: Garland Science,
2001. ISBN 0-8153-4101-6; Sasson, Sezar; Silva Junior, Cesar da - Biologia 1
Citologia Histologia - 5ª Edição - Atual Editora, São Paulo, 1989 - ISBN
85-7056-045-1; R. W. Sabnis; Handbook of Biological Dyes and Stains: Synthesis
and Industrial Applications; John Wiley & Sons, 2010. 544 páginas; W. C.
Barrett; Heidenhain's Hematoxylin Used with the Smear Technic; Biology
Institute, Harvard University, Cambridge, Mass 1932, Vol. 7, No. 2, Pages
63-64).
Produção elevada e redução fisiológica de
LINFÓCITOS T.
Em termos fisiológicos, o timo (Iconografia A3.1) elabora uma substância, a timosina, que
mantém e promove a maturação de linfócitos e órgãos linfóides como o baço e
linfonodos.
Existe ainda uma outra substância, a timina, que exerce função na placa
mioneural (junção de nervos com músculos) e, portanto, nos estímulos neurais e
periféricos, sendo grande responsável por uma doença muscular chamada miastenia
grave.
Externamente, o timo(Iconografia
A3.2) é envolto por uma cápsula de tecido conjuntivo, de
onde partem septos que dividem o órgão em numerosos lóbulos. Cada lóbulo
apresenta uma capa, o córtex, que é mais escura e uma polpa interior, a medula,
que é mais clara.
Tanto a zona cortical quanto a medular apresentam células de estrutura
epitelial misturadas com um grande número de linfócitos T, possuidores dos
marcadores OKT-6 de timócitos e, ocasionalmente, células B e macrófagos. Já na
medula, a densidade é menor, fato explicado que células produtoras de
anticorpos nascem na porção medular, migrando depois para a região cortical,
onde podem evoluir para macrófagos.
Na anatomia humana, o timo(Iconografia
A3.3) é um órgão linfático que está localizado na porção
antero-superior da cavidade torácica. Limita-se superiormente pela traquéia, a
veia jugular interna e a artéria carótida comum, lateralmente pelos pulmões e
inferior e posteriormente pelo coração. É vital contra a autoimunidade. Ao
longo da vida, o timo involui (diminui de tamanho) e é substituído por tecido
adiposo nos idosos, o que acarreta na diminuição da produção de linfócitos T(Shastry BS. (2006).
"Pharmacogenetics and the concept of individualized medicine".
Pharmacogenomics J. 6 (1): 16–21. DOI:10.1038/sj.tpj.6500338. PMID 16302022.
• Galas, D. J., & Hood,
L.. (2009). "Systems Biology and Emerging Technologies Will Catalyze the
Transition from Reactive Medicine to Predictive, Personalized, Preventive and
Participatory (P4) Medicine". Interdisciplinary Bio Central 1: 1–4.
DOI:10.4051/ibc.2009.2.0006; Shastry BS. (2006). "Pharmacogenetics and the
concept of individualized medicine". Pharmacogenomics J. 6 (1): 16–21.
DOI:10.1038/sj.tpj.6500338. PMID 16302022; The Lymphatic System
(MedicalEngineer.co.uk; Lymphatic System Overview (innerbody.com).
Comentado na preliminar temos as células exterminadoras naturais ou
células NK (do inglês Natural Killer Cell) são um tipo de linfócitos (glóbulos
brancos responsáveis pela defesa específica do organismo). Têm um papel
importante no combate a infecções virais e células tumorais. Identificadas pela
primeira vez em 1975, foram rotuladas de Exterminadoras Naturais (Natural
Killer), pela sua atividade citotóxica contra células tumorais de diferentes
linhagens, sem a necessidade de reconhecimento prévio de um antigénio
específico, contrariamente ao funcionamento dos linfócitos T(Vivier E, Tomasello E, Baratin M, Walzer
T, Ugolini S. Functions of natural killer cells. Nat Immunol. 2008 May 9(5):503-10. doi: 10.1038/ni1582; http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18425107; Natural killer cells in the mouse. I. Cytotoxic cells with
specificity for mouse Moloney leukemia cells. Specificity and distribution
according to genotype. Kiessling R, Klein E, Wigzell H. Eur J Immunol. 1975;
Natural cytotoxic reactivity of mouse lymphoid cells against syngeneic acid
allogeneic tumors. I. Distribution of reactivity and specificity.Herberman RB,
Nunn ME, Lavrin DH.Int J Cancer. 1975 Aug 15;16(2):216-29.PMID: 50294; Pyzik,
M. & Vidal, S.,M. (2009). "'NK cells stroll down the memory
lane'". Immunology and Cell Biology 87 (4): 261–263. doi:10.1038/icb.2009.10)
Por fim, podemos comentar em relação a Imunidade humoral, que esta se
constitui em uma subdivisão da imunidade adquirida onde a resposta imunológica
é realizada por moléculas existentes no sangue, denominadas de anticorpos,
produzidos pelos linfócitos B, diferente da imunidade mediada por células, que
são realizadas pelos linfócitos T. É
importante no combate a organismos extracelulares e pode ainda haver
participação de mastócitos/basófilos, com eliminação de grânulos contendo
substâncias com atividade microbicida.
Tipos de Imunidade humoral:
1.
Ativa
natural: adquirida através de doença clínica ou sub-clínica;
2.
Ativa
artificial: adquirida por meio de vacinas;
3.
Passiva
natural: passagem de IgG por meio da placenta (congenita);
4.
Passiva
artificial: passagem de anticorpos prontos (Ex. soro antitetanico).
A imunidade humoral possui 5 classes,
especificada nos termos:
A IgM que tem a resposta imune primária,
alto peso molecular, restrita ao espaço intra-vascular e faz a defesa no
sangue.
A IgD que
é o BCR no Linfócito B.
A IgG que
possui 4 subclasses, IgG1, IgG2, IgG3, IgG4. estão presentes no sangue, linfa,
líquido periotonial, LCR.
A IgG é a
única IgG que atravessa a placenta, opsonização, ativa sistema do complemento,
neutraliza toxinas e vírus.
A IgA que é encontrada nas secreções externas, como
muco, suor, lágrima, saliva, líquido gástrico, colostro.
Tem como função impedir a patógenos de penetrar nas superfícies
epiteliais, defesa TGI e trato respiratório.
A IgE tem alto atopicos e infecções parasitarias, baixo nível no soro,
alta afinidade para receptoras de mastócitos e basófilos, estes liberam a
heparina, leucotrienos e histamina, que tem alto fluxo e permeabilidade capilar(SILVA, Professor CÉsar Augusto VenÂncio
da. IMUNOLOGIA E BIOQUÍMICA APLICADA: EDUCAÇÃO CONTINUADA – TOMO II – CURSO
AUXILIAR DE LABORATÓRIO SUBTOMO I DISCIPLINA. Florianópolis: Bookess, 2013. 558
p. (CURSO DE TÉCNICO EM LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS). Disponível em: http://www.bookess.com/read/21452-imunologia-e-bioquimica-aplicada-/ Acesso em: 31 dez. 2013 - Citação com
autor incluído no texto: Silva (2013) - Citação com autor não incluído no
texto: (SILVA, 2013)

