Secção II
Tumor de Wilms.
Tumor de Wilms.
O tumor de Wilms, também denominado
nefroblastoma, é uma neoplasia embrionária maligna oriunda do blastema
metanéfrico, sendo este, o tumor renal mais comum durante a infância.
O Metanefro (F32 - Iconografia) se
localiza na região sacral; surge no início da 4ª semana; torna-se funcionante
quatro semanas depois; primórdio dos rins permanentes; se desenvolve a partir:
Divertículo Metanéfrico (Broto Ureteral) (F33 e F34 - Iconografia):
evaginação do ducto mesonéfrico (de Wolff), próximo à cloaca; primórdio dos
ureteres, pelves renais, cálices e túbulos coletores (F35 - Iconografia);
Massa Metanéfrica de Mesoderma Intermediário (Blastema Metanefrogênico)
(F36 - Iconografia) (Figura 4): derivado da parte caudal do cordão nefrogênico;
origina os glomérulos, cápsula de Bowman, túbulo contorcido distal e proximal e
alça de Henle (F35 - Iconografia);
A extremidade do divertículo metanéfrico
se dilata, formando a pelve renal primitiva e se divide aproximadamente 15
vezes, formando os futuros cálices maiores e menores.
A extremidade dilatada das últimas gerações
se denominam ampola. Esta induz o mesênquima adjacente (massa metanéfrica de
mesoderma intermediário) a formar uma vesícula (futuros túbulos secretores),
que se liga à ampola (futuros túbulos coletores), por volta da 10ª semana. A
vesícula assume a forma de “S” e se diferencia em um túbulo coletor e uma
cápsula glomerular.
O alongamento do túbulo coletor forma o
túbulo contorcido proximal, alça de Henle e túbulo contorcido distal. A cápsula
e o glomérulo formam o corpúsculo renal.
O túbulo coletor e o glomérulo constituem
um néfron. Cada glomérulo recebe uma arteríola aferente, que se ramifica e
forma um emaranhado capilar dentro da cápsula glomerular. A arteríola eferente,
que deixa o glomérulo, se ramifica em torno do túbulo, dando origem as veias
coletoras que desembocam no sistema cardinal(F35- Iconografia - Esquema ilustrativo do
desenvolvimento dos néfrons).
A filtração glomerular começa em torno da
9ª semana fetal, mas a maturação funcional e o aumento da taxa de filtração
ocorrem somente após o nascimento.
No início, os rins estão na pelve, porém
com o crescimento da pelve e do abdome do embrião, os rins se localizam no
abdome, chegando à posição adulta na 9ª semana, quando se encontram com as
glândulas suprarrenais.
Assim, as artérias renais que eram partes
(ramos) das artérias ilíacas comuns, passam progressivamente a ser ramo da
extremidade distal da aorta e em seguida da extremidade proximal da aorta.
Normalmente, os ramos caudais sofrem involução e desaparecem(F37 –
Iconografia - Esquema ilustrativo da ascensão dos rins e modificação das
artérias renais)
Os rins do feto são lobulados (Figura 8),
sendo que esta lobulação tende a desaparecer na infância por causa do aumento e
crescimento dos néfrons(F38 -
Iconografia) Esquema ilustrativo dos lobos renais)
Referência Bibliográfica.
Moore KL, Persaud TVN. Embriologia
clínica. 8a ed. Rio de Janeiro (RJ): Elsevier; 2008.; Moore KL, Persaud TVN. The
developing human: clinically oriented embryology. 7th ed. Philadelphia: WB Saunders;
2003.; Schoenwolf GC, Bleyl SB, Brauer PR, Francis-West PH. Larsen embriologia humana. 4a ed. Rio de Janeiro (RJ): Elsevier; 2009.;
O’Rahilly R, Müller F. Embriologia & teratologia humanas. 3a ed. Rio de
Janeiro (RJ): Guanabara Koogan; 2005.; Sadler TW. Langman embriologia médica.
9a ed. Rio de Janeiro (RJ): Guanabara Koogan; 2005.; Schoenwolf GC, Bleyl SB,
Brauer PR, Francis-West PH. Larsen embriologia humana. 4a ed. Rio de Janeiro
(RJ): Elsevier; 2009.; Moore KL, Persaud TVN. Embriologia clínica. 8a ed. Rio
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embriologia médica. 9a ed. Rio de Janeiro (RJ): Guanabara Koogan; 2005.; Rohen
JW, Lütjen-Drecoll E. Embriologia funcional: o desenvolvimento dos sistemas
funcionais do organismo humano. 2a ed. Rio de Janeiro (RJ): Guanabara Koogan;
2005.
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