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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Secção III Neuroblastoma. O neuroblastoma foi considerado a neoplasia maligna pediátrica mais frequente depois das leucemias, tumores do sistema nervoso central e linfomas

 

Secção III

Neuroblastoma.

O neuroblastoma foi considerado a neoplasia maligna pediátrica mais frequente depois das leucemias, tumores do sistema nervoso central e linfomas.

 

A grande maioria dos diagnósticos ocorre até aos 5 anos de idade, sendo neste grupo etário a neoplasia maligna mais frequente.

 

O neuroblastoma tem um comportamento sui generis, pois pode regredir espontaneamente, diferenciar-se se tornando benigno, ou, em cerca de metade dos casos, metastizar com má resposta aos tratamentos disponíveis.

 

Esta disparidade do comportamento clínico e do prognóstico relaciona-se com a idade e estadio aquando do diagnóstico, com determinadas características histológicas e com alterações genéticas do tumor, das quais a amplificação do oncogene N-myc é a mais estudada.

 

 

 

 

Oncogene N-myc.

 

Proteína do proto-oncogene N-myc, também conhecida como N-Myc ou proteína básica de hélice-laço-hélice 37 (bHLHe37), é uma proteína que, em seres humanos é codificada pelo MYCN gene. O gene MYCN é um membro da família de MYC fatores de transcrição e codifica uma proteína com uma básico helix-loop-helix (bHLH domínio). Esta proteína está localizada no núcleo da célula e deve dimerizar com outra proteína, a fim de bHLH ligar o ADN. N-Myc é altamente expressa no cérebro fetal e é crítico para o desenvolvimento normal do cérebro(Entrez Gene: MYCN v-myc mielocitomatose oncogene relacionado viral, neuroblastoma derivada (aviária); Knoepfler PS, Cheng PF, Eisenman RN (2002). "N-myc é essencial durante a neurogênese para a rápida expansão de populações de células progenitoras e a inibição da diferenciação neuronal." Genes Dev 16 (20):.. 2699-712. doi : 10.1101 / gad.1021202 . PMID 12381668).

 

A amplificação e a sobre-expressão de N-myc pode levar a tumorigênese. O excesso de N-Myc está associada com uma variedade de tumores, mais notavelmente os neuroblastomas que pacientes com a amplificação do gene N-myc tendem a ter resultados pobres(Cheng JM, Hiemstra JL, Schneider SS, Naumova A, Cheung NK, Cohn SL, Diller L, C Sapienza, Brodeur GM (Junho de 1993). "Amplificação preferencial do alelo paterno do gene N-myc em neuroblastomas humanos". Nat. Genet 4 (2):. 191-4. doi : 10.1038 / ng0693-191 . PMID 8102299 ; BS Emanuel, Balaban G, Boyd JP, Grossman A, Negishi M, Parmiter A, Glick MC (1985). "amplificação de N-myc em várias regiões coradas homogeneamente em dois neuroblastomas humanos." . Proc. Natl. Acad. Sei. EUA 82 (11):. 3736-40 doi : 10.1073 / pnas.82.11.3736 . PMC 397.862 . PMID 2582423; Brodeur GM, Seeger RC, Schwab M, Varmus HE, Bispo JM (1984). "A amplificação de N-myc em neuroblastomas humanos não tratados se correlaciona com estágio avançado da doença." Ciência 224 (4653):. 1121-4. doi : 10.1126/science.6719137 . PMID 6719137)..

 

 

 

 

 

 

 

 

Aula Virtual.

Mecanismos da tumorigênese e genética do câncer.

 

https://www.youtube.com/watch?v=lO4gf6V-wrg

 

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Replicação, Transcrição e Tradução

 

https://www.youtube.com/watch?v=NTXzOo1rYRM

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Apresentação Clínica.

 

A apresentação clínica, extremamente variável, reflete as possíveis localizações do tumor primário dentro do sistema nervoso simpático (o principal órgão afctado é a glândula supra-renal), a existência de metástases e a possibilidade de síndromes paraneoplásicos.

 

Qualquer criança com suspeita de neuroblastoma deve ser referenciada precocemente a um centro oncológico pediátrico.

 

Após o diagnóstico preconiza-se uma avaliação do risco em cada caso, para atribuição  do tratamento mais eficaz.

 

Este é baseado nos resultados da investigação de grupos cooperativos internacionais: nos doentes considerados de baixo risco, geralmente lactentes com doença local ou loco-regional, a cirurgia apenas pode ser suficiente.

 

Ao contrário, nos casos considerados de elevado risco, sobretudo crianças mais velhas com doença metastática, o tratamento agressivo com esquemas de quimioterapia e radioterapia, auto-transplante de células estaminais e imunoterapia ainda não é eficaz numa grande parte dos casos.

 

 

 

Prólogo à Revisão de Embriologia.

 

Embrião humano.

 

Iconografia – G40. Embrião humano de 10mm na quinta semana de gestação.

 

É o conceito de quando se está em sua fase de diferenciação orgânica, da segunda à sétima semana depois da fecundação, etapa conhecida como período embrionário.

 

Origina-se do embrioblasto(1), estrutura multicelular que, em conjunto com o trofoblasto(2) e a blastocele(3), constitui o blastocisto recém-implantado no endométrio.

 

É o produto das primeiras modificações do óvulo fecundado, que vai dar origem a um novo indivíduo adulto.

 

O período embrionário termina na 8ª semana depois da fecundação, quando o concepto passa a ser denominado de feto.

 

(1)Embrioblasto é a massa interna de células do blastocisto, que formará o embrião propriamente dito; enquanto o trofoblasto (camada externa de células) formará a placenta.  O embrioblasto é dividido em epiblasto e hipoblasto, esse último está em contato com a blastocele (cavidade do blastocisto). Seis dias após a fertilização, o blastocisto se prende à parede endometrial, e o trofoblasto começa a se proliferar, diferenciando-se em duas camadas: uma mais interna, o citotrofoblasto, e uma mais externa, o sinciciotrofoblasto. 

 

Ao fim da primeira semana, a partir da proliferação do sinciciotrofoblasto, o blastocisto já está implantado superficialmente no endométrio. Surge então, entre o embrioblasto e o trofoblasto, uma nova cavidade, a cavidade amniótica, e simultaneamente, surge nesta região um disco bilaminar, conhecido como disco embrionário. Este disco é formado por duas camadas: o epiblasto, camada de células voltadas para a cavidade amniótica, e o hipoblasto (endoderma primitivo), voltado para a cavidade blastocística. A partir deste momento, a cavidade blastocística passa a ser chamada de saco vitelino primitivo. Por volta do décimo dia, estágio em que o embrião já está totalmente implantado no endométrio surge uma grande cavidade que envolve o âmnio e o saco vitelino primitivo, chamada celoma extra-embrionário. O saco vitelino primitivo diminui de tamanho, e surge o saco vitelino secundário, ou simplesmente saco vitelino, que desempenha importante papel na transferência seletiva do líquido nutritivo para o disco embrionário. Por volta do 14° dia, o embrião ainda apresenta a forma de um disco bilaminar, e células hipoblásticas (células do hipoblasto) formam uma área espessa circular, denominada placa pré-cordal, que indica o futuro local da boca, a região cranial do embrião(Iconografia – G39).

 

Iconografia G41 - Tr.: trofoblasto.

(2)Trofoblasto(alimentar) é uma estrutura do embrião humano. É considerado o primeiro dos anexos embrionários. Libera um hormônio, a gonadotrofina coriônica humana que mantém os níveis de progesterona, sustentando assim a gravidez. 

 

É o conjunto de células externas da blástula que dará origem ao sinciciotrofoblasto que, por sua vez, irá fazer parte da placenta. Essa camada envolve a cavidade interna, a blastocele, dentro da qual se observa um pequeno acúmulo de células, o botão embrionário ou embrioblasto.

(3)Blastocele

 

Iconografia G42 – Blastocélio.

 

A compreensão didática do tema proposto na Secção não pode ser compreendido sem uma revisão da embriologia, assim, o blastocélio ou blastocele, é também reconhecida e denominado cavidade de segmentação, é a região central da blástula, resultado de várias divisões mitóticas denominadas segmentação ou clivagem. É o segundo estado de desenvolvimento do embrião dos animais.

A blástula segue-se à mórula e precede a gástrula na sequência do desenvolvimento.

 

Assim podemos conceituar a blástula como sendo o segundo estado de desenvolvimento do embrião dos animais, com mais de 64 células, e é uma cavidade central chamada blastocélio. É nesta fase que ocorre a nidação.

 

Os blastômeros saem da porção central e imigram para a porção mais externa,deixando o centro vazio(oco).  A blástula advém da mórula e precede a gástrula na sequência do desenvolvimento. Iconografia G43 –

Por fim, vejamos uma textualização em torno do endométrio.

 

Endométrio é um tecido ricamente vascularizado que reveste a parede interna do útero.

 

Esse tecido, rico em vasos sanguíneos e glândulas especializadas, são formados e destruídos periodicamente no período menstrual, em resposta às alterações hormonais.

 

A função do endométrio é acolher e nutrir o embrião  nos estágios iniciais da gravidez, oferecendo condições necessárias para a implantação e nutrição do óvulo fecundado, até a formação da placenta para permitir o transporte de nutrientes e oxigênio, entre mãe e feto.

 

Quando não há fecundação, toda a camada funcional do endométrio é expelida, dando inicio ao processo de menstruação, um fenômeno de grande importância para a natureza feminina.

Três estágios do endométrio: folicular, luteal e menstrual. Ilustração: vetpathologist / Shutterstock.com

Três estágios do endométrio: folicular, luteal e menstrual. Iconografia G44.

Este tecido esta sob constante influência dos hormônios ovarianos (estrogênio e progesterona) e ao longo do mês sua espessura e vascularização são alteradas. Isto acontece somente quando o útero já está bem desenvolvido, ou seja, na puberdade quando ocorre a primeira menstruação. Á partir de então, em todos os meses do ano, o endométrio fica mais espesso e rico em vasos sanguíneos, como preparação para uma possível gestação.

O endométrio é, pois a  membrana mucosa estimulada por hormônios ovarianos produzido pelos folículos, e pelo corpo lúteo ou amarelo, respectivamente estrogênio e progesterona.

O Endométrio é o que suporta o feto, que permite o alojamento do embrião na parede do útero (nidação). É ele também que, durante os primeiros meses de gravidez, permite a formação da placenta, que vai proporcionar, ao longo de toda a gestação, nutrientes, oxigênio, anticorpos, e outros elementos, bem como eliminar todos os produtos tóxicos resultantes do metabolismo, essencial à sobrevivência, saúde e desenvolvimento do novo ser. Ela é parte do organismo genital da mulher.

 

Retornando à temática primitiva.

Um neuroblastoma é uma forma de tumor maligno formado por neuroblastos.

 

Um neuroblasto é uma célula embrional precursora do neurônio.

 

Os neuroblastos se originam do epitélio estratificado do canal medular - a medula espinhal primitiva que deriva do fechamento do tubo neural.

 

A camada ventricular contém precursores com alta capacidade de proliferação que se dividem de modo assimétrico e se diferenciam em neuroblastos, caracterizados pela presença de neurofibrilas no citoplasma e de um ou dois prolongamentos.

 

Uma vez formados, os neuroblastos iniciam um processo de migração que os levará a ocupar seu lugar definitivo, onde assumirão as características dos diversos tipos de neurônios.

 

O tubo neural é a estrutura embrionária que dará origem ao cérebro e à medula espinal.

 

Durante a gestação humana, o tubo neural dá origem a três vesículas:

 

1.      Romboencéfalo

2.      Mesencéfalo

3.      Prosencéfalo.

A formação do tubo neural é o resultado da invaginação da ectoderme que se segue à gastrulação.

 

Este processo é induzido por moléculas sinalizadoras produzidas na notocorda e na placa basal.

 

Tumor Sólido.

 

O neuroblastoma é um tumor sólido que pode se desenvolver no tecido nervoso do pescoço, tórax, abdômen ou pélvis, mas usualmente origina-se nos tecidos da glândula suprarrenal.

 

Tumores dessa natureza correspondem a 7,8% de todos os tipos de câncer entre crianças com menos de 15 anos de idade.

O Tumor se  caracteriza.

 

Histologicamente, o neuroblastoma assemelha-se aos gânglios simpáticos embrionários.

 

As células malignas têm, pois, características imaturas, e possuem um crescimento muito rápido. Ao microscópio de luz, o tumor é semelhante aos ganglioneuromas e feocromocitomas, tumores equivalentes que surgem, também, em adultos.

 

O microscópio eletrônico tipicamente mostra prolongamentos dendríticos nas células malignas, que possuem grânulos eletronicamente densos, constituídos por catecolaminas (epinefrina, nor-epinefrina, dopamina), que exercem importantes funções fisiológicas na transmissão dos impulsos nervosos a nível das sinapses interneuronais do sistema simpático.

 

Tumor de crescimento explosivo, o neuroblastoma frequentemente é diagnosticado em estádios muito avançados, com metástases disseminadas. Os sítios mais comuns de metástases incluem os ossos, medula óssea, fígado, pele e gânglios linfáticos.

 

Procedimento: o diagnóstico.

 

Os sintomas mais frequentes incluem dor e distensão abdominais, dores ósseas localizadas, sintomas sistêmicos (anorexia, mal-estar geral, febre), diarreia. O exame físico pode revelar, de acordo com a localização anatômica do tumor, hipertensão (secundária à secreção pelo tumor de catecolaminas que são poderosos agentes vasoconstrictores), hepatomegalia (fígado dilatado), massas e/ou equimoses da órbita, nódulos subcutâneos, massas intra-abdominais, e um síndrome curioso de infiltração do gânglio cervical superior da cadeia cervical do simpático (gânglio estrelado), caracterizado por ptose palpebral unilateral, miose (constrição da pupila) unilateral e anidrose da hemiface (ausência de sudação) - síndrome de Horner. Os exames auxiliares de diagnóstico são imprescindíveis para definir o estádio de evolução do tumor e conseqüente terapêutica.

 

Requer uma investigação analítica mais aprofundada além das análises de rotina, como exemplos: hemograma, screening bioquímico, testes da função hepática, etc., é importante o doseamento urinário das catecolaminas e seus metabolitos, incluindo o ácido vanilmandélico (VMA) e o ácido homovanílico (HVA), que estão elevados nos neuroblastomas.

 

Os estudos de imagem são importantes para a avaliação do estádio de evolução do tumor. Os exames mais informativos são o Rx do tórax e abdômen (identificação de massas calcificadas), tomografia axial computadorizada – TAC do abdômen ou tórax, scan ósseo radioisotópico, aspiração e biópsia da medula óssea para pesquisa de células malignas e, mais recentemente, um scan radioisotópico (I 131 - MIBG) em que um produto (metaiodobenzylguanidine - MIBG) marcado com iodo radioativo se concentra preferencialmente nos tecidos adrenérgicos, incluindo os neuroblastomas.

 

Finalmente, técnicas de análise molecular das células malignas permitem pesquisar a presença de um oncogene (N-myc),cuja amplificação tem sido identificada em vários tumores malignos, e que parece exercer um papel preponderante na patogênese desses tumores, incluindo os neuroblastomas.

 

O diagnóstico definitivo, obviamente, requer o exame histopatológico de um fragmento de biópsia ou da peça cirúrgica.

 

Classificação do Tumor.

 

Staging(Estadiamento do câncer , uma descrição (geralmente números I a V) de quanto o câncer se espalhou).

 

O estádio de evolução do tumor é importante para definir a terapêutica e é um poderoso fator prognóstico. A classificação mais usada é a adotada pelo INSS (International Neuroblastoma Staging System):

 

Estádio I - Doença localizada, com completa ressecção cirúrgica.

 

Estádio II - Doença regional, unilateral, com ressecção incompleta ou gânglios linfáticos positivos.

 

Estádio III - Tumor que atravessa a linha média do corpo.

 

Estádio IV - Metástases à distância.

 

Estádio IV S - Tumor primário nos estádios I ou II, com metástases para o fígado, pele e/ou medula óssea, sem evidência radiográfica de envolvimento ósseo.

 

O IVS, é ume estádio especial apenas usado em crianças muito jovens - idade inferior a 1 ano(Estadiamento do neuroblastoma - Brodeur GM, Pritchard J, Berthold F; Kumar V, Abbas AK, Fausto N. Robbins e Cotran; Lonergan Gael J., Cornelia M. Schwab, Eric S. Suarez e Christian L. Carlson).

 

O tratamento do neuroblastoma.

 

O tratamento do neuroblastoma é, em regra, complexo. Em muitos casos, é necessário o recurso a múltiplas modalidades terapêuticas, incluindo cirurgia, radioterapia e quimioterapia, em variadas combinações. Sempre que possível, estes doentes devem ser tratados no contexto de uma investigação clínica, em que novos protocolos são testados e comparados com tratamentos "standard". Devido à idade destes doentes, todos os esforços devem ser realizados no sentido de uma cura definitiva da doença. O conceito de "intensificação de dose", que consiste no uso de doses terapêuticas intensivas de quimioterapia com ou sem transplante de medula óssea, pode ter aqui um largo campo de aplicação.

 

Cirurgia. A cirurgia tem um papel importante no tratamento do neuroblastoma em estádios iniciais.

 

De fato, a cirurgia sózinha é curativa em muitos casos de doença inicial.

 

No estádio III, uma melhoria na sobrevivência tem sido demonstrada com o uso de quimioterapia neo-adjuvante seguida de cirurgia.

 

A quimioterapia inicial diminui a vascularidade e friabilidade do tumor, facilitando uma ressecção cirúrgica completa, que é um fator crítico na taxa de sobrevivência.

 

Tumores metastáticos (estádio IV) são tratados com quimioterapia intensiva, com ou sem transplante autólogo de medula óssea(ABMT).

 

Nestes casos, a remoção cirúrgica do tumor primário diminui a taxa de recorrência local, embora não melhore a sobrevivência, já que a maior parte dos doentes sucumbe a relapso do tumor em sítios distantes.

 

Crianças com doença no estádio IV S não requerem, em regra, ressecção cirúrgica do tumor, já que a regra é a resolução espontânea do tumor.

 

Radioterapia. A radioterapia tem sido usada no tratamento destes doentes com o intuito de diminuir a frequência de recorrências locais e erradicar metástases distantes microscópicas ou macroscópicas.

 

É usada como complemento da cirurgia ou quimioterapia. Estudos sugerem que, em doentes com doença residual ou gânglios linfáticos positivos, a adição de radioterapia parece melhorar o prognóstico.

 

Quimioterapia. Crianças com doença nos estádios I ou II com uma única cópia de N - myc têm um prognóstico excelente com a ressecção cirúrgica do tumor primário.

 

Não hà indicação para o uso de radioterapia ou quimioterapia, a não ser em doença recorrente.

 

Crianças com doença no estádio III e com uma única cópia de N - myc têm um risco moderado de recorrência do tumor.

O seu tratamento pode incluir radioterapia local e quimioterapia combinada.

 

Crianças muito pequenas com neuroblastomas no estádio IV S requerem, apenas, tratamento de suporte.

 

Crianças com amplificação do oncogene N - myc, independentemente do estádio da doença, ou crianças com idade superior a 1 ano com tumores no estádio IV têm um risco substancial de progressão da doença.

 

Estas crianças devem ser tratadas usando protocolos de investigação clínica em uso em grandes centros de Oncologia Pediátrica.

Nos doentes com tumores quimiosensitivos, o uso de ABMT está em avaliação.

 

Estudos randomizados comparando doentes tratados com quimioterapia convencional versus quimioterapia intensiva com ABMT estão em curso.

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