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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

ANEXO VI. ICONOGRAFIA TEMÁTICA

 

ANEXO VI.

ICONOGRAFIA TEMÁTICA

 

(F32 - Iconografia) Esquema ilustrativo do pronefro, mesonefro e metanefro durante a 5ª semana

http://www.famema.br/ensino/embriologia/img/sistema-urogenital/sistema-urinario/uro5.gif

Fonte: Moore & Persaud (2003)

(F33 Iconografia) Esquema ilustrativo do broto ureteral e do blastema metanéfrico 

http://www.famema.br/ensino/embriologia/img/sistema-urogenital/sistema-urinario/uro6.gif

Fonte: Sadler (2005)

F34 - Iconografia) Esquema ilustrativo do desenvolvimento do rim permanente

http://www.famema.br/ensino/embriologia/img/sistema-urogenital/sistema-urinario/uro8.gif

Fonte: Moore & Persaud (2003)

(F35 - Iconografia) Esquema ilustrativo do desenvolvimento dos néfrons

http://www.famema.br/ensino/embriologia/img/sistema-urogenital/sistema-urinario/uro10.gif

Fonte: Moore & Persaud (2003)

(F36 - Iconografia) Esquema ilustrativo do túbulo e ducto mesonéfrico, glomérulo e cápsula de Bowman

http://www.famema.br/ensino/embriologia/img/sistema-urogenital/sistema-urinario/uro7.gif

Fonte: Schoenwolf (2009)

(F37 - Iconografia) Esquema ilustrativo da ascensão dos rins e modificação das artérias renais

http://www.famema.br/ensino/embriologia/img/sistema-urogenital/sistema-urinario/uro9.gif

Fonte: Moore & Persaud (2003)

(F38 - Iconografia) Esquema ilustrativo dos lobos renais

http://www.famema.br/ensino/embriologia/img/sistema-urogenital/sistema-urinario/uro11.gif

Fonte: Moore & Persaud (2003)

 

 

 

 

O Tumor de Wilms(nome) é um epônimo(Um epônimo é uma palavra derivada do nome de uma pessoa, real ou fictícia.A epônimo médico é, portanto, qualquer palavra relacionada à medicina, cujo nome é derivado de uma pessoa)em homenagem ao Dr. Max Wilms, um cirurgião alemão (1867-1918), que foi a primeira pessoa a descrever este tipo de tumor. Aproximadamente 500 casos são diagnosticados por ano nos Estados Unidos. A maior parte (75%) ocorre em crianças normais, a menor parte (25%) ocorre associado a outras anomalias no desenvolvimento. O tumor responde bastante ao tratamento, com acima de 90% dos pacientes sobrevivendo no mínimo cinco anos.

 

O tumor de Wilms (nefroblastoma) é um cancro nos rins que pode aparecer no feto e ser assintomático durante anos após o nascimento.

 

O tumor de Wilms, normalmente, manifesta-se em menores de 5 anos, embora de vez em quando apareça em crianças mais velhas e raramente em adultos.

 

A causa do tumor de Wilms é desconhecida, embora em alguns casos possa ter a sua origem numa anomalia genética.

 

As crianças com determinadas deficiências de nascimento, como ausência de íris ou crescimento excessivo de um lado do corpo, cuja causa pode ser uma anomalia genética, correm mais riscos de desenvolver um tumor de Wilms.

 

Sintomas e diagnóstico.

 

Os sintomas incluem dilatação abdominal (por exemplo, a rápida necessidade de alterar o tamanho da fralda), dor abdominal, febre, falta de apetite, náuseas e vómitos. Há sangue na urina entre 15 % e 20 % dos casos. O tumor de Wilms pode elevar a tensão arterial. Este cancro pode estender-se a outras partes do corpo, sobretudo aos pulmões, provocando tosse e sufoco.

 

Normalmente, pode-se palpar um volume (massa) no abdómen da criança. Se se suspeitar de um tumor de Wilms, pode fazer-se uma ecografia, uma tomografia axialcomputadorizada (TAC) ou uma imagem de ressonância magnética (RM) para determinar a natureza e o tamanho da protuberância.

 

Prognóstico e tratamento.

 

O prognóstico depende da aparência microscópica do tumor, da sua extensão no momento do diagnóstico e da idade da criança.

 

As crianças mais pequenas, com tumores mais reduzidos, e as crianças cujo tumor não se tenha propagado apresentam melhor prognóstico.

 

O tumor de Wilms pode curar-se. Tem um prognóstico muito bom até em crianças mais velhas e em crianças com tumores propagados.

Se as avaliações médicas concluirem pela extração do tumor,  intervém-se cirurgicamente pouco depois do diagnóstico.

 

Durante a operação, examina-se o outro rim, como medida de precaução, para confirmar se também nele existe um tumor.

 

Em aproximadamente 4 % dos casos, o nefroblastoma manifesta-se simultaneamente em ambos os rins.

 

Farmacologia Clínica.

 

Podem ser utilizados os fármacos anticancerosos actinomicina D, vincristina e doxorubicina, bem como terapia de radiação, dependendo da extensão do cancro.

 

Descrevendo a Radioterapia.

 

A radiação destrói sobretudo as células que se dividem rapidamente. Em geral, isto significa que se trata de um cancro, mas a radiação também pode lesar os tecidos normais, especialmente aqueles em que as células se reproduzem normalmente de forma rápida, como a pele, os folículos capilares, a parede interna dos intestinos, os ovários, os testículos e a medula óssea. Definir com a máxima precisão o foco de irradiação é o que mais protege as células normais.

 

As células que têm uma oxigenação adequada são mais susceptíveis aos efeitos da radiação. Às células próximas do centro de um tumor muito grande, por vezes, chega pouco sangue e, portanto, pouca quantidade de oxigénio.

 

À medida que o tumor se torna menor, as células sobreviventes parecem obter maior fornecimento de sangue, o que as torna mais vulneráveis à dose seguinte de radiação.

 

Assim, distribuindo a radiação em doses repetidas durante um período prolongado, aumenta o efeito letal sobre as células do tumor e diminui o efeito tóxico sobre as células normais.

O plano de tratamento aponta para a máxima reparação das células e tecidos normais, já que as células têm a capacidade de recuperar por si mesmas depois de terem sido expostas à radiação.

 

A radioterapia é levada a cabo habitualmente com um equipamento chamado acelerador linear.

 

Os raios aplicam-se muito próximo do tumor e o grau em que os raios afectarão adversamente os tecidos normais depende do tamanho da área irradiada e da sua proximidade desses tecidos. Por exemplo, a irradiação nos tumores da cabeça ou do pescoço origina muitas vezes inflamação das membranas mucosas no nariz e na boca, causando dor e ulcerações, enquanto no estômago ou no abdómen costuma produzir inflamação do estômago (gastrite) e do intestino grosso (enterite), provocando diarreia.

 

A radioterapia desempenha um papel central na cura de muitos cancros, como a doença de Hodgkin, o linfoma não hodgkiniano em estádios iniciais, o cancro de células escamosas da cabeça e do pescoço, o seminoma (um cancro testicular), o cancro da próstata, o cancro da mama num estádio inicial, o cancro do pulmão de células não pequenas no estádio inicial e o meduloblastoma (um tumor do cérebro ou da espinal medula).

 

Para os cancros primitivos da laringe e próstata, a percentagem de cura é praticamente a mesma com radioterapia e com cirurgia.

 

A radioterapia pode reduzir os sintomas quando um cancro não tem possibilidade de cura, como no mieloma múltiplo e nos cancros avançados da cabeça e do pescoço, do pulmão, do esófago e do estômago. Também pode aliviar os sintomas causados pelas metástases nos ossos ou no cérebro.

 

Cancros em cujo estádio inicial é suficiente a radioterapia

Cancro

Percentagem de pessoas livres da doença ao fim de 5 anos

Mama (em mulheres)

29

Colo uterino

60

Doença de Hodgkin

71 a 88

Pulmão

9

Seios nasais

35

Nasofaringe

35

Linfoma não hodgkiniano

60 a 90

Próstata

67 a 80

Testículo (seminoma)

84

Garganta

10

 

Iatrogenia (x) Iatrogênica: Lesões causadas pela radiação.

 

As lesões causadas pela radiação são o dano provocado nos tecidos em virtude de uma exposição às radiações.

 

Geralmente, a radiação refere-se a ondas ou partículas de alta energia emitidas por fontes naturais ou artificiais (geradas pelo homem).

 

As lesões dos tecidos podem ser provocadas por uma breve exposição a altos valores de radiação ou então por uma exposição prolongada a baixos níveis.

 

Alguns efeitos adversos da radiação duram pouco tempo. Outros provocam doenças crônicas. Os primeiros efeitos de doses elevadas tornam-se óbvios em questão de minutos ou nos dias posteriores à exposição.

 

Outros efeitos só são evidentes semanas, meses e até anos depois. As mutações do material genético celular dos órgãos sexuais só se podem tornar evidentes se a pessoa exposta à radiação tiver filhos. Essas crianças podem nascer com defeitos genéticos.

 

Causas.

 

No passado, as fontes prejudiciais de radiação incluíam só os raios X e os materiais radioativos naturais, como o urânio e o rádio.

 

Os raios X, que atualmente se utilizam para os testes de diagnóstico, provocam muito menos efeitos radioativos do que os utilizados no passado. As fontes mais comuns de exposição a altos valores de radiação são os materiais radioativos elaborados pelo homem, que se utilizam em diversos tratamentos médicos, laboratórios científicos, indústrias e reatores de energia nuclear.

 

Escaparam, acidentalmente, grandes quantidades de radiação das centrais de energia nuclear, como a de Three Mile Island, na Pensilvânia (EUA), em 1979, e a de Chernobyl (Ucrânia), em 1986. O acidente de Three Mile Island não provocou uma grande exposição radioativa.

 

De fato, as pessoas que viviam a uma distância aproximadamente de 1,5 km da central receberam menos radiação do que a quantidade de raios X que qualquer pessoa, em média, recebe num ano. No entanto, as pessoas que viviam perto da central de Chernobyl foram expostas a muito mais radioatividade.

 

Mais de 30 afetados morreram e muitos outros sofreram ferimentos. A radiação desse acidente chegou à Europa, à Ásia e aos Estados Unidos.

 

No total, a exposição à radiação gerada por reatores nos primeiros 40 anos de uso de energia nuclear, excluindo Chernobyl, provocou 35 exposições graves com 10 mortos, embora nenhum caso tenha sido associado às centrais nucleares.

 

Nos países industrializados, os reatores de energia nuclear devem cumprir estritas medidas governamentais que limitam a quantidade de material radioativo libertado a valores extremamente baixos.

 

A radiação mede-se em unidades diferentes. O roentgen (R) mede a quantidade desta no ar. O gray (Gy) é a quantidade de energia realmente absorvida por qualquer tecido ou substância após uma exposição à radiação.

 

Como alguns tipos de radiação podem afetar uns organismos biológicos mais do que outros, para descrever a intensidade dos efeitos que a radiação produz sobre o corpo, em quantidades equivalentes de energia absorvida, utiliza-se o sievert (SV).

 

Os efeitos prejudiciais da radiação dependem da quantidade (dose), da duração e do grau de exposição. Uma única dose rápida de radiação pode ser mortal, mas a mesma dose total aplicada num lapso de semanas ou meses pode provocar efeitos mínimos. A dose total e o grau de exposição determinam os efeitos imediatos sobre o material genético das células.

 

Chama-se dose à quantidade de radiação a que uma pessoa está exposta durante um determinado período de tempo.

 

A dose de radiação ambiental que se torna inevitável é baixa, cerca de 1 a 2 miligrays (1 miligray equivale a gray) por ano, e não provoca efeitos detectáveis sobre o organismo.

 

Por outro lado, os efeitos da radiação são cumulativos, ou seja, cada exposição é somada às anteriores até determinar a dose total e o seu provável efeito sobre o organismo. Da mesma forma, à medida que aumenta a proporção da dose ou a dose total, aumenta também a probabilidade de se produzirem efeitos detectáveis.

 

Os efeitos da radiação também dependem da percentagem do organismo que é exposto. Por exemplo, mais de 6 grays costumam provocar a morte quando a radiação se distribui sobre toda a superfície corporal. No entanto, quando se limita a uma área pequena, como acontece na terapia contra o cancro, é possível aplicar 3 ou 4 vezes esta quantidade sem que se produzam danos graves no organismo.

 

A distribuição da radiação no corpo também é importante. As partes do mesmo em que as células se multiplicam rapidamente, como o intestino e a medula óssea, são mais danificadas pela radiação do que os tecidos cujas células se multiplicam mais lentamente, como os músculos e os tendões. Durante a radioterapia contra o cancro, faz-se todo o possível para proteger as partes mais vulneráveis do organismo, com o fim de poder utilizar doses mais elevadas.

 

Sintomas.

 

A exposição à radiação provoca dois tipos de lesões: agudas (imediatas) e crônicas (retardadas).  As síndromas agudas de radiação podem afetar diversos órgãos.

 

A síndroma cerebral é provocada quando a dose total de radiação é extremamente alta (mais de 30 grays). Revela-se sempre mortal. Os primeiros sintomas, náuseas e vómitos, são seguidos de apatia, sonolência e, em alguns casos, coma. Estes sintomas são provocados, muito provavelmente, pela inflamação do tecido cerebral. Em poucas horas dão-se estremecimentos (tremores), convulsões, incapacidade para andar e, finalmente, a morte.

A síndroma gastrointestinal produz-se a partir de doses menores de radiação, mas também igualmente altas (4 grays ou mais). Os sintomas consistem em náuseas, vómitos e diarreias graves, que provocam grande desidratação. Inicialmente, a síndroma é provocada pela morte das células que revestem o trato gastrointestinal (mucosa). Os sintomas persistem devido ao desprendimento progressivo do revestimento mucoso e ao desenvolvimento de infecções bacterianas.

 

Finalmente, as células que absorvem nutrientes ficam completamente destruídas e produz-se perda de sangue na zona lesionada, para o interior do intestino, normalmente em grandes quantidades. Entre 4 e 6 dias depois da exposição à radiação podem crescer novas células. Mas, mesmo que assim seja, as vítimas que sofrem desta síndroma provavelmente morrerão em virtude de uma insuficiência da medula óssea, entre 2 e 3 semanas mais tarde.

 

A síndroma hematopoiética afeta a medula óssea, o baço e os gânglios linfáticos, que são os principais centros de produção de células sanguíneas (hematopoiese). Manifesta-se depois de uma exposição de 2 a 10 grays de radiação e começa com perda de apetite (anorexia), apatia, náuseas e vómitos. Estes sintomas são mais graves ao fim de 6 a 12 horas depois da exposição e podem regredir completamente entre 24 e 36 horas mais tarde.

 

Durante este período em que não há sintomas, as células produtoras de sangue localizadas nos gânglios linfáticos, no baço e na medula óssea começam a desgastar-se, a diminuir e não se formam de novo, o que implica uma grave carência de glóbulos brancos e vermelhos. A falta de glóbulos brancos (que combatem as infecções) costuma provocar infecções graves.

 

Se a dose total de radiação for de mais de 6 grays, as insuficiências hematopoiéticas e gastrointestinais costumam ser mortais.

 

A síndroma radioativa de tipo agudo verifica-se numa pequena proporção de doentes depois de um tratamento com radiação (radioterapia), especialmente se tiver sido aplicada sobre o abdômen. Os sintomas compreendem náuseas, vómitos, diarreia, perda de apetite, dor de cabeça, sensação de mal-estar geral e um ritmo cardíaco acelerado (taquicardia). Costumam regredir num lapso de horas ou de poucos dias. Não se conhece com rigor a causa desta síndroma.

 

Uma exposição prolongada ou repetida a baixas doses de radiação proveniente de implantes radioativos ou de fontes externas pode provocar a interrupção dos períodos menstruais (amenorreia), bem como uma menor fertilidade tanto nos homens como nas mulheres.

 

Também pode aparecer um menor impulso sexual (líbido), cataratas e uma diminuição na quantidade de glóbulos vermelhos (anemia), glóbulos brancos (leucopenia) e plaquetas (trombocitopenia).

 

As doses muito elevadas aplicadas sobre zonas limitadas do corpo provocam a queda do cabelo, enfraquecimento da pele e formação de feridas abertas (úlceras), calos e veias aracniformes (pequenas áreas avermelhadas que contêm vasos sanguíneos dilatados que se encontram sob a pele, ou aranhas vasculares).

Com o tempo, este tipo de exposições pode provocar cancro de células escamosas (uma variedade de cancro). Anos depois da ingestão de certos compostos radioativos, como os sais de rádio, podem formar-se tumores ósseos.

 

Em alguns casos, certo tempo depois de concluída a radioterapia contra o cancro, produzem-se graves lesões nos órgãos que estiveram expostos à mesma.

 

A função renal pode ser alterada após um período (período latente) de 6 meses a 1 ano depois de uma exposição a doses de radiação extremamente altas. Também pode surgir anemia e um aumento da tensão arterial.

 

Nos músculos, a acumulação de grandes doses pode provocar uma doença dolorosa que inclui debilitamento muscular (atrofia) e a formação de depósitos de cálcio. Poucas vezes estas alterações provocam tumores musculares malignos.

 

A radiação aplicada sobre os tumores pulmonares pode provocar inflamação dos mesmos (pneumonite radioativa) e uma grande dose provocará graves cicatrizações (fibrose) no tecido pulmonar, o que pode ser mortal.

 

O coração e o seu revestimento (pericárdio) podem inflamar-se depois de uma radiação extensa sobre o esterno e o tórax.

 

Grandes doses acumuladas sobre a coluna dorsal podem provocar uma lesão gravíssima, que pode acabar em paralisia.

 

A radiação sobre o abdômen (contra o cancro dos gânglios linfáticos, dos testículos ou dos ovários) pode provocar úlceras crônicas, cicatrização e perfuração intestinal.

 

A radiação altera o material genético das células que se multiplicam. Nas células que não pertencem ao sistema reprodutor, estas alterações podem provocar anomalias no crescimento celular, como cancro ou cataratas.

Quando os ovários e os testículos são expostos à radiação, a possibilidade de a descendência ter anomalias genéticas (mutações) aumenta, pesquisas em  animais de laboratório comprovam, mas este efeito ainda não foi devidamente comprovado nos seres humanos.

 

Alguns investigadores afirmam que a radiação é inofensiva abaixo de determinada dose (limiar), enquanto outros opinam o contrário e pensam que qualquer índice de radiação sobre os ovários ou os testículos pode ser prejudicial.

 

Como, todavia não há dados definitivos a este respeito, a maioria das autoridades sanitárias recomenda que a exposição à radiação médica e laboral não ultrapasse um determinado nível. Em qualquer caso, a possibilidade de contrair doenças ou mutações genéticas relacionadas com a radiação é estimada em 1 entre 100 por cada gray de exposição e cada pessoa recebe só uma média de 0,001 grays de radiação por ano(Referências básicas: Gunderman, R. (2006). Essential Radiology: clinical presentation, pathophysioly, imaging. 2ªEdição Nova Iorque: Thieme; Comissão Europeia. (2010). Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu ao Conselho relativa às aplicações médicas das radiações ionizantes e à segurança do aprovisionamento de radioisótopos para a medicina nuclear. Bruxelas; Dalley, A.R., Moore, K.L. (2001). Anatomia orientada para a clínica. 4ªEdição, Rio de Janeiro:  Guanabara Koogan;  Merçon F. (2005). Radiação: Riscos e Benefícios. Rio de Janeiro; Amaral, M., Lodeiro, C., Vasconcelos, F. (2006) Protocolos em TC – Estudo Comparativo. Tese de Licenciatura em Radiologia. Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Coimbra, Coimbra; Chen, M., Ott, D., Pope, T. (2006). Basic Radiology (Lange Clinical Science). 2ªEdição. McGraw Hill Companies; Mettler, F. (2005). Essentials of Radiology. 2ªEdição. Filadélfia: Elsevier; Bontrager, K.L. (2001). Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatómica. 5ªEdição. Rio de Janeiro: Guanabara.;  American Society of Radiologic Technologists. (n.d.). A History of Radiologic Technology. Acedido  em 20 de setembro de 2014, em: www.asrt.org ; Alonso, A., Franco, A., Tomás, M. (2010). La urografia intravenosa há muerto, iviva la tomografia  computarizada. Actas Urologicas Espanolas. 34(9).; International Commission on Radiological Protection. (2000). Pregnancy and Medical Radiation. Annals of the ICRP Publication 84; Acedido em 10 de setembro de 2014, em: www.imagiologia.com.br ; Direcção Geral do Ambiente. (2000). Directrizes para a prescrição de exames imagiológicos.; Protecção Contra as Radiações 118. Comissão Europeia.; United Nations Scientific Committee on the Effects of Atomic Radiation. (2010). Sources and effects of ionizing radiation. UNSCEAR 2008 Report. Nova Iorque.; International Commission on Radiological Protection. (2000). Pregnancy and Medical Radiation. Annals of the ICRP Publication 84.; Gomes, L.R. (2005). Biofísica para Ciências da Saúde. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa. 335-376; Biossegurança Hospitalar. (2005). Efeitos Biológicos das Radiações Ionizantes. Acedido em 15 de Setembro de 2014 em: www.biossegurançahospitalar.com.br ; United Nations Scientific Committee on the Effects of Atomic Radiation. (1993). Sources and  effects of ionizing radiation. UNSCEAR 1993 Report. Nova Iorque.; Holmes, E.B. (2010). Ionizing Radiation Exposure, Medical Imaging. Acedido em 6 de Maio de 2014 em  www.medline.com. ;  Blakely, W., Mackvittie, T., Waselenko, J. (2004). Medical Management of the Acute Radiation Syndrome: Recomendations of the Strategie National Stockpile Radiation Working Group. Annals of  International Medicine, 140(12):1037-1051.; International Atomic Energy Agency. (2002). Acute radiation syndrome – clinical picture, diagnosis  and treatment. Acedido em 10 de Abril de 2014 em: www.iaea.org).

 

 

Diagnóstico e prognóstico.

 

Deve temer-se uma lesão por radiação quando uma pessoa começa a sentir-se mal depois de ter sido submetida à radioterapia ou depois de ter sido exposta a uma radiação acidental.

 

Não existem provas específicas para diagnosticar esta doença, apesar de se poderem utilizar diversas análises para detectar inflamações ou o mau funcionamento de algum órgão. O prognóstico depende da dose, da quantidade de radiação e da sua distribuição no corpo. As análises ao sangue e à medula óssea podem fornecer informação adicional acerca da gravidade da lesão.

 

Quando se manifesta a síndroma cerebral ou gastrointestinal, o diagnóstico é claro e o prognóstico pouco animador.

 

A síndroma cerebral é mortal num período de tempo que varia entre horas e poucos dias e a síndroma gastrointestinal, geralmente, é mortal num lapso de 3 a 10 dias, apesar de algumas pessoas sobreviverem algumas semanas.

 

A síndroma hematopoiética costuma causar a morte em períodos de 8 a 50 dias. A morte pode ser provocada por uma infecção grave num lapso de 2 a 4 semanas ou por uma abundante perda de sangue (hemorragia) de 3 a 6 semanas após a exposição.

 

O diagnóstico de lesões crônicas por radiação é difícil ou impossível se se desconhecer ou se passar por alto a origem da exposição.

 

Se suspeitar que exista uma lesão por radiação, o médico investiga possíveis exposições laborais, consultando porventura os arquivos das instituições estatais ou governamentais que mantenham registos das exposições radioativas.

 

O médico também pode examinar periodicamente os cromossomas, que contêm o material genético celular, em busca de determinadas anomalias que costumam ocorrer depois de uma significativa exposição radioativa.

 

No entanto, os resultados destes exames não costumam ser concludentes. Se os olhos tiverem estado expostos à radiação, devem ser examinados periodicamente em busca de cataratas.

 

Tratamento.

 

A pele contaminada por materiais radioativos deverá lavar-se de imediato com água abundante e, se for possível, com uma solução especificamente fabricada para tal fim.

 

Qualquer ferida, por pequena que seja, deverá ser energicamente limpa para eliminar todas as partículas radioativas, embora o fato de esfregá-las provoque dor.

 

Se a pessoa tiver ingerido materiais radioativos momentos antes, deverá provocar-se o vómito.

 

As pessoas expostas a uma radiação excessiva podem ser controladas com análises ao ar expirado e à urina, em busca de sinais de radioatividade.

 

Como a síndroma cerebral aguda é sempre mortal, o tratamento tem a finalidade de evitar o sofrimento, aliviando a dor, a ansiedade e as dificuldades respiratórias. Também são aplicados sedativos para controlar convulsões.

 

Os sintomas de tipo agudo da doença por radiação, provocada por radioterapia abdominal, podem ser amenizados tomando fármacos contra as náuseas e os vómitos (antieméticos) antes de iniciar a radioterapia.

 

A síndroma gastrointestinal pode ser aliviada administrando antieméticos, sedativos e uma dieta mole. Devem ser substituídos todos os líquidos necessários. Durante os primeiros 4 ou 6 dias depois da exposição também se fazem transfusões de sangue e administram-se antibióticos para manter a pessoa viva, até que comecem a crescer novas células no trato gastrointestinal.

 

Nos casos de síndroma hematopoiética, as células sanguíneas são repostas por meio de transfusões. Os esforços para evitar as infecções incluem o tratamento com antibióticos e o isolamento, para que o doente se mantenha afastado de outros possíveis portadores de microrganismos que provoquem doenças.

Em certos casos faz-se um transplante da medula óssea mas o índice de êxito é baixo, a menos que o doador seja um gêmeo idêntico.

 

Para tratar os efeitos mais tardios da exposição crónica, o primeiro passo é eliminar a fonte de radiação. Certas substâncias radioativas, como o rádio, o tório e o estrôncio, podem ser eliminadas do corpo com medicamentos que aderem a estas substâncias e depois são excretadas pela urina. No entanto, estes medicamentos conseguem melhores resultados se forem administrados pouco depois da exposição.

 

As feridas e os cancros são extirpados ou tratados cirurgicamente. O tratamento da leucemia provocada por radiação é o mesmo que para qualquer caso de leucemia (quimioterapia). Dentro da contextualização Ver texto: TMO - Transplante de medula óssea.

 

As células sanguíneas são repostas por meio de transfusões, mas esta medida é só temporária, porque é muito pouco provável que a medula óssea danificada pela radiação se regenere. Nenhum tratamento pode reverter a esterilidade, mas o funcionamento ovárico e testicular anormal que produza baixas concentrações de hormonas sexuais pode ser tratado com a administração das referidas hormonas.

 

Exposição anual à radiação nos Estados Unidos

Fonte

Dose média milisievert (mSv)

Fontes naturais

0,82

Procedimentos médicos (como radiografias)

0,77

Radioactividade devida a testes de armamento

0,04 – 0,05

Indústria nuclear

menos de 0,01

Investigação

0,01 ou menos

Produtos de consumo

0,03 – 0,04

Viagens aéreas

0,005

Transporte de materiais de radioterapia

0,0001

Outras

0,15

Total

1,84

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências Bibliográficas.

 

Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN (1988): Relatório do Acidente Radiológico em Goiânia. da Cruz AD (1997): Monitoring the Genetic Health of Humans Accidentally Exposed to Ionizing Radiation of

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Transplante de medula óssea.

 

O transplante de medula óssea foi utilizado, de início, como parte do tratamento da leucemia, de certos tipos de linfoma e da anemia aplástica.

 

À medida que melhoram as técnicas e os índices de sucesso, o transplante de medula óssea é cada vez mais usado.

 

Por exemplo, algumas mulheres com cancro da mama e as crianças afetadas por certas doenças genéticas recebem agora transplantes de medula óssea.

 

Quando os doentes com cancro recebem quimioterapia ou radiações, as células da medula óssea que produzem células normais podem ser destruídas juntamente com as cancerosas.

 

Porém, em alguns casos, a medula óssea do paciente pode ser extraída e depois reinjetada sempre que o doente tenha recebido doses elevadas de quimioterapia.

Deste modo, um doente de cancro pode receber doses muito altas de radiação e quimioterapia, suficientes para destruir todas as células cancerosas.

 

Quando se transplanta medula óssea de um dador, o tipo de HLA do receptor deve ser compatível com o do dador e, por esse motivo, os melhores dadores são os familiares próximos do paciente.

 

O procedimento do transplante, em si mesmo, é simples. Em regra, enquanto o doente se encontra sob anestesia geral, um médico extrai medula óssea do osso ilíaco com uma seringa e prepara-a para ser transplantada. Em seguida injeta a medula na veia do receptor. A medula óssea do dador migra até criar raízes nos ossos do receptor e as células começam a dividir-se.

 

Finalmente, se tudo correr bem, a medula óssea do receptor é completamente substituída.

 

De qualquer modo, trata-se de um procedimento arriscado porque os glóbulos brancos do receptor foram destruídos pela radiação ou pela quimioterapia.

A medula óssea transplantada tarda duas a três semanas até fabricar glóbulos brancos suficientes para oferecer protecção contra as infecções. Como consequência, o risco de se sofrer uma infecção grave é mais elevado durante esse período. Outro problema é que a nova medula óssea pode produzir células imunologicamente ativas que ataquem as células do hospedeiro(doença do enxerto versus hospedeiro). Apesar de tudo, mesmo que se efetue um transplante de medula óssea, o cancro pode vir a recidiva.

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