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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

ANEXO VII. ICONOGRAFIA TEMÁTICA

 

  

ANEXO VII.

 

ICONOGRAFIA TEMÁTICA

 

Desenvolvimento Embrionário Humano (Clique na imagem para ampliar)

Iconografia G39.

No quadro esquemático(G39) pode-se acompanhar as principais alterações ocorridas antes do nascimento.

 

Vários estudos realizados sobre a cronologia pré-natal mostram que muitos dos avanços perceptíveis ocorrem entre a terceira e a oitava semana de gestação, ainda que se saiba que o embrião  inicia todo seu desenvolvimento a partir da fertilização do ovócito.

 

Para entender melhor este quadro esquemático, faz-se necessário conhecer as terminologias embriológicas, e nesse sentido o autor oferta um glossário que segue:

 

Ovócito (do latin ovum, ovo): esta célula é do tipo germinativa feminina, ou seja, se fertilizada originará novos gametas reprodutivos. O ovário é o órgão encarregado da fabricação destas células que quando estão completamente maturadas recebem a denominação de ovócito secundário ou maduro.

 

Espermatozóide (do grego sperma, semente): esta célula também é do tipo germinativa masculina, tem sua produção nos testículos e é expelida durante a ejaculação.

 

Zigoto: é o produto do processo de fertilização. É também um marco do início de uma nova vida, que começa neste instante.

 

Idade da fertilização: popularmente conhecida como “idade gestacional”, que tem cerca de duas semanas a mais que a idade da fertilização de fato. É difícil precisar com exatidão quando a concepção (fertilização) ocorreu porque o processo não pode ser observado in vivo. Porém os médicos especialistas fazem cálculos aproximados a partir do primeiro dia do último período menstrual normal (UPMN), normalmente com informações fornecidas pela gestante, da idade do embrião ou feto, haja vista que o ovócito só é fertilizado duas semanas depois da menstruação precedente.

 

Clivagem: este evento é uma sequência de divisões celulares mitóticas que o zigoto sofre, e os produtos deste processo são os blastômeros. Durante a clivagem o zigoto não sofre variação de tamanho.

 

Mórula (do latin morus, amora): é o conjunto de 12 a 32 blastômeros, formado através do processo de clivagem do zigoto. Os blastômeros vão mudando sua forma e se interconectando, formando um aglomerado firme de células, assemelhando-se a uma amora, fato esse que justifica seu nome. Este estágio ocorre de 3 a 4 dias após a fertilização concomitantemente à chegada do embrião no útero.

 

Blastocistos (do grego blastos, germe + kystis, vesícula): nesse estágio a mórula sofre mudanças que a converte em blastocisto. Isto ocorre imediatamente após a chegada da mórula no útero, quando a cavidade blastocística é preenchida por um líquido. Neste momento suas células se dispõem centralmente e formam o primórdio do embrião.

 

Gástrula (do grego gaster, estômago): neste estágio, onde o embrião já está na terceira semana, o blastocisto se transforma em gástrula, a este processo de transformação chamamos “gastrulação”. Durante toda esta fase forma-se um disco embrionário trilaminar. Esse disco é responsável pelas 3 camadas germinativas da gástrula que se diferenciarão nos tecidos e órgãos do embrião: ectoderma, mesoderma e endoderma.

 

Nêurula (do grego neuron, nervo): neste estágio o embrião se desenvolve a partir da placa neural, isto ocorre durante a terceira e a quarta semana. É o primeiro vestígio do sistema nervoso.

 

Anomalias congênitas ou defeitos do nascimento: são anormalidades que acontecem durante todo o estágio de desenvolvimento do embrião, perceptíveis ao nascimento, como por exemplo uma fenda labial. Mas existe a possibilidade de não serem detectadas até a infância, e ainda mais raramente até a fase adulta, como, por exemplo, a presença de três rins.

 

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/21/Tubal_Pregnancy_with_embryo.jpg/250px-Tubal_Pregnancy_with_embryo.jpg

Iconografia – G40. Embrião humano de 10mm na quinta semana de gestação.

 

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/19/Gray32.png/250px-Gray32.png

Iconografia G41 - Tr.: trofoblasto.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/bd/Blastocyst_-_2.png/300px-Blastocyst_-_2.png

Iconografia G42 – Blastocélio.

 

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1e/Blastula_%28PSF%29.jpg/220px-Blastula_%28PSF%29.jpg

Esquema de uma blástula. A: aspecto externo; B: corte transversal, evidenciando o blastocélio e a blastoderme. Iconografia G43 –

Referência Bibliográfica.

 

Treccani Dizionario di Medicina (2010); MOORE, K. L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 7 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004; Cf. SNUSTAD, Peter; SIMMONS, Michael J. "Fundamentos de Genética". Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2ª ed, 2001; LEJEUNE, Jérôme. ¿Qué es el embrión humano? Ediciones Rialp, 1993; MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. The developing human: clinically oriented embryology. 7ª ed. Elsevier. USA, 2003; CARLSON, B. M. 1994. Embriologia Humana e Biologia do Desenvolvimento. 1ª ed. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro. 408 p.

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