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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Secção IV Retinoblastoma. O retinoblastoma é causado por uma mutação na proteína Rb. Ocorre na maior parte dos casos em crianças e representa 3% dos tumores que afetam menores de quinze anos.

 

Secção IV

Retinoblastoma.

 O retinoblastoma é causado por uma mutação na proteína Rb. Ocorre na maior parte dos casos em crianças e representa 3% dos tumores  que afetam  menores de quinze anos.

 

A incidência anual estimada é de aproximadamente quatro crianças afetadas a cada um paciente, no contexto de hum milhão de crianças.

 

O tumor pode ter início em um ou em ambos os olhos. Geralmente, o retinoblastoma limita-se aos olhos, embora possa estender-se a outras zonas do crânio.

 

Para contextualizar a cognição do presente seguimento, é importante conceituar que  mutações são mudanças na sequência dos nucleotídeos do material genético de um organismo.

 

Mutações podem ser causadas por erros de copia do material durante a divisão celular, por exposição à radiação ultravioleta ou ionizante, mutagênicos químicos, ou vírus.

 

A célula pode também causar mutações deliberadamente durante processos conhecidos como hipermutação.

 

Em organismos multicelulares, as mutações podem ser divididas entre mutação de linhagem germinativa, que pode ser passada aos descendentes, e mutações somáticas, que não são transmitidas aos descendentes em animais.

 

Proteínas são macromoléculas biológicas constituídas por uma ou mais cadeias de aminoácidos.

 

As proteínas estão presentes em todos os seres vivos e participam em praticamente todos os processos celulares, desempenhando um vasto conjunto de funções no organismo, como a replicação de ADN, a resposta a estímulos e o transporte de moléculas. Muitas proteínas são enzimas que catalisam reações bioquímicas vitais para o metabolismo

 

As interações complexas entre carcinôgenos e o genoma hospedeiro podem explicar porque somente alguns desenvolvem câncer após a exposição a um carcinôgeno conhecido(1).

 

Com a expansão acadêmica em novos aspectos da genética e da patogênese do câncer, como a metilação do DNA e os microRNAs estão cada vez mais sendo reconhecidos como importantes para o processo(2).

As anomalias genéticas encontradas no câncer afetam tipicamente duas classes gerais de genes.

 

Os genes promotores de câncer, oncogenes, estão geralmente ativados nas células cancerígenas, fornecendo a estas células novas propriedades, como o crescimento e divisão hiperativa, proteção contra morte celular programada, perda do respeito aos limites teciduais normais e a habilidade de se tornarem estáveis em diversos ambientes teciduais.

 

Os genes supressores de tumor estão geralmente inativados nas células cancerígenas, resultando na perda das funções normais destas células, como uma replicação de DNA acurada, controle sobre o ciclo celular, orientação e aderência nos tecidos e interação com as células protetoras do sistema imune(3).

 

Quase todos os cânceres são causados por anomalias no material genético de células transformadas. Estas anomalias podem ser resultado dos efeitos de carcinêgenos, como o tabagismo, radiação, substâncias químicas ou agentes infecciosos. Outros tipos de anormalidades genéticas podem ser adquiridas através de erros na replicação do DNA, ou são herdadas, e conseqüentemente presente em todas as células ao nascimento, assim ocorre com o  retinoblastoma, que se define como sendo um tumor maligno da retina desenvolvido a partir dos retinoblastos que são células precursoras dos fotorreceptores da retina.

 

Vamos recordar noções elementares de anatomia e fisiologia do olho, em particular a rentina para conexão cognitiva.

 

Retina é uma parte do olho dos vertebrados responsável pela formação de imagens, corresponde ao sentido da visão.

Podemos comparar a “RETINA” uma uma tela onde se projetam as imagens: “ fisiologicamente desenvolve o processo de retenção das imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Imagem (do latim: imago) significa a representação visual de imagens(4).

O sistema sensorial é a parte do sistema nervoso responsável pelo processamento de informações sensoriais. Consiste nos receptores sensoriais, nos neurônios aferentes, e nas partes do cérebro envolvidas no processamento da informação.

 

Os sentidos são os meios através dos quais os seres vivos percebem e reconhecem outros organismos e as características do meio ambiente em que se encontram, é na verdade as traduções do mundo físico para a mente.

 

Podemos citar cinco: a visão, audição, tato, paladar e olfato, mas é consenso na comunidade científica que os seres humanos possuem muito mais(5).

 

Não há, porém, acordo na quantidade, pois isso depende da definição não muito sólida do que constitui um sentido(Extra Sensory Perceptions, Jessica Cerretani (2010), Harvard Medicine).

 

Em cada retina há cerca de 120 milhões (Gazzaniga, 2007:153)de foto-receptores (cones e bastonetes) que libertam moléculas neurotransmissoras a uma taxa que é máxima na escuridão e diminui, de um modo proporcional (logarítmico), com o aumento da intensidade luminosa. Esse sinal é transmitido depois à cadeia de células bipolares e células ganglionares.

 

Existem cerca de 1 milhão de células ganglionares e são os seus axónios que constituem o nervo óptico. Há, portanto, cerca de 100 fotoreceptores por cada célula ganglionar; no entanto, cada célula ganglionar recebe sinais que provêm de um «campo receptivo» na retina, aproximadamente circular, que abrange milhares de fotorreceptores.

 

Síntese- Fotorreceptores ou fotoceptores são os receptores sensoriais responsáveis pela visão. São células que captam a luz que chega à retina e transmitem para o cérebro um impulso nervoso correspondente à qualidade dessa luz, permitindo assim que o cérebro reconheça imagens.  Existem dois tipos de fotorreceptores no olho humano, um deles é chamado de bastonete, que permite a visão em preto e branco, e o outro de cone, que permite a visão em cores.

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