Secção IV
Retinoblastoma.
A incidência anual estimada é de aproximadamente quatro crianças afetadas
a cada um paciente, no contexto de hum milhão de crianças.
O tumor pode ter início em um ou em ambos os olhos. Geralmente, o
retinoblastoma limita-se aos olhos, embora possa estender-se a outras zonas do
crânio.
Para contextualizar a cognição do presente seguimento, é importante
conceituar que mutações são mudanças na
sequência dos nucleotídeos do material genético de um organismo.
Mutações podem ser causadas por erros de copia do material durante a
divisão celular, por exposição à radiação ultravioleta ou ionizante,
mutagênicos químicos, ou vírus.
A célula pode também causar mutações deliberadamente durante processos
conhecidos como hipermutação.
Em organismos multicelulares, as mutações podem ser divididas entre
mutação de linhagem germinativa, que pode ser passada aos descendentes, e
mutações somáticas, que não são transmitidas aos descendentes em animais.
Proteínas são macromoléculas biológicas constituídas por uma ou mais
cadeias de aminoácidos.
As proteínas estão presentes em todos os seres vivos e participam em
praticamente todos os processos celulares, desempenhando um vasto conjunto de
funções no organismo, como a replicação de ADN, a resposta a estímulos e o
transporte de moléculas. Muitas proteínas são enzimas que catalisam reações bioquímicas
vitais para o metabolismo
As interações complexas entre carcinôgenos
e o genoma hospedeiro podem explicar porque somente alguns desenvolvem câncer
após a exposição a um carcinôgeno conhecido(1).
Com a expansão acadêmica em novos aspectos
da genética e da patogênese do câncer, como a metilação do DNA e os microRNAs
estão cada vez mais sendo reconhecidos como importantes para o processo(2).
As anomalias genéticas encontradas no
câncer afetam tipicamente duas classes gerais de genes.
Os genes promotores de câncer, oncogenes,
estão geralmente ativados nas células cancerígenas, fornecendo a estas células
novas propriedades, como o crescimento e divisão hiperativa, proteção contra
morte celular programada, perda do respeito aos limites teciduais normais e a
habilidade de se tornarem estáveis em diversos ambientes teciduais.
Os genes supressores de tumor estão
geralmente inativados nas células cancerígenas, resultando na perda das funções
normais destas células, como uma replicação de DNA acurada, controle sobre o
ciclo celular, orientação e aderência nos tecidos e interação com as células
protetoras do sistema imune(3).
Quase todos os cânceres são causados por
anomalias no material genético de células transformadas. Estas anomalias podem
ser resultado dos efeitos de carcinêgenos, como o tabagismo, radiação,
substâncias químicas ou agentes infecciosos. Outros tipos de anormalidades
genéticas podem ser adquiridas através de erros na replicação do DNA, ou são
herdadas, e conseqüentemente presente em todas as células ao nascimento, assim
ocorre com o retinoblastoma, que se
define como sendo um tumor maligno da retina desenvolvido a partir dos
retinoblastos que são células precursoras dos fotorreceptores da retina.
Vamos recordar noções elementares de anatomia
e fisiologia do olho, em particular a rentina para conexão cognitiva.
Retina é uma parte do olho dos vertebrados
responsável pela formação de imagens, corresponde ao sentido da visão.
Podemos comparar a “RETINA” uma uma tela
onde se projetam as imagens: “ fisiologicamente desenvolve o processo de
retenção das imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos
enviados pelo nervo óptico. Imagem (do latim: imago) significa a representação
visual de imagens(4).
O sistema sensorial é a parte do sistema nervoso responsável
pelo processamento de informações sensoriais. Consiste nos receptores
sensoriais, nos neurônios aferentes, e nas partes do cérebro envolvidas no
processamento da informação.
Os sentidos são os meios através dos quais
os seres vivos percebem e reconhecem outros organismos e as características do
meio ambiente em que se encontram, é na verdade as traduções do mundo físico
para a mente.
Podemos citar cinco: a visão, audição, tato, paladar e olfato, mas é consenso na comunidade
científica que os seres humanos possuem muito mais(5).
Não há, porém, acordo na quantidade, pois
isso depende da definição não muito sólida do que constitui um sentido(Extra
Sensory Perceptions, Jessica Cerretani (2010), Harvard Medicine).
Em cada retina há cerca de 120 milhões
(Gazzaniga, 2007:153)de foto-receptores (cones e bastonetes) que libertam
moléculas neurotransmissoras a uma taxa que é máxima na escuridão e diminui, de
um modo proporcional (logarítmico), com o aumento da intensidade luminosa. Esse
sinal é transmitido depois à cadeia de células bipolares e células
ganglionares.
Existem cerca de 1 milhão de células
ganglionares e são os seus axónios que constituem o nervo óptico. Há, portanto,
cerca de 100 fotoreceptores por cada célula ganglionar; no entanto, cada célula
ganglionar recebe sinais que provêm de um «campo receptivo» na retina,
aproximadamente circular, que abrange milhares de fotorreceptores.
Síntese- Fotorreceptores ou fotoceptores são os
receptores sensoriais responsáveis pela visão. São células que captam a luz que
chega à retina e transmitem para o cérebro um impulso nervoso correspondente à
qualidade dessa luz, permitindo assim que o cérebro reconheça imagens. Existem dois tipos de fotorreceptores no olho
humano, um deles é chamado de bastonete, que permite a visão em preto e branco,
e o outro de cone, que permite a visão em cores.
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