ANEXO VIII
ICONOGRAFIA
TEMÁTICA
(Iconografia H45)Esquema do olho humano,
mostrando a retina (H) e o nervo óptico (G)


(Iconografia H45A - A estrutura celular da retina (à
direita, 1 cone e 9 bastonetes; ao centro, 2 células bipolares; à esquerda, 3
axónios de células ganglionares que pertencem ao nervo óptico).

(Iconografia H45B - Sistema sensorial - Visão – Olho).

Iconografia H46 - Leucocoria do olho direito indicando
presença de tumor. Leucocoria é um reflexo pupilar anormal à luz incidente, em
geral relacionado a uma anormalidade intraocular, ocorrendo freqüentemente em
crianças. A avaliação da criança com leucocoria deve ser feita principalmente
para excluir o diagnóstico de retinoblastoma (causa da metade dos casos).

Iconografia H47 - Também leucocoria é conceito para reflexo pupilar branco, é um
reflexo branco anormal da retina do olho.

Iconografia H48 - Uma criança com
leucocoria devido ao retinoblastoma no olho esquerdo.

Iconografia H48 - Um fundo com
retinoblastoma.

Iconografia H49 - Um fundo de olho humano
normal.
Conclusão – Resumo.
Retinoblastoma.
Definição.
Retinoblastoma é o nome de um câncer
ocular originário das células da retina e pose uni ou bilateral. Trata-se de um
tumor ocular infantil que pode levar a óbito, se não for devidamente tratado a
tempo por médicos especialistas. Geralmente o retinoblastoma se manifesta com
baixa visão, estrabismo, irritação e compressão pelo crescimento tumoral.
Outros sintomas são: olhos vermelhos, processo inflamatório, protrusão de globo
ocular, dor intensa e inclusive cegueira.
Esse tumor intra-ocular pode crescer
preenchendo o globo ocular e se infiltrar através do nervo óptico. Pode ainda
se estender ao líquor e invadir o sistema nervoso central. Além disso, pode
ainda disseminar-se à distância para gânglios linfáticos, ossos, fígado e
medula óssea.
O retinoblastoma é um tumor de cor branca
e apresenta como principal sinal a "pupila branca", que provoca um
brilho diferente no olhar da criança quando exposta à luz, principalmente ao
flash da máquina fotográfica. Isso também é conhecido como “doença do brilho do
olho do gato”.
Causas.
O retinoblastoma é o tumor maligno
intra-ocular mais freqüente na infância. Tem causas genéticas, podendo ser
hereditária ou esporádica, essa decorrente de mutações em células da retina.
Pode ainda ser congênito ou aparecer durante os primeiros anos de vida da
crianças. Na maioria das vezes acomete crianças na fase pré-verbal, por isso
qualquer suspeita de caso de retinoblastoma deve ser encaminhado para consulta
médica especializada imediatamente.
Tratamento.
Nos últimos anos, os tratamentos para o
retinoblastoma evoluíram muito, porém isso tudo depende do estágio de evolução
da doença. Tumores pequenos, em geral, são tratados com laser; os médios são
tratados por quimioterapia, braquiterapia, fotocoagulação e laser. Já os
tumores grandes, na maioria dos casos, só podem ser tratados com a remoção do
globo ocular. Quando há invasão do sistema nervoso central ou metástases à
distância usa-se a combinação de quimioterapia e radioterapia com placas para
se obter melhores resultados. No entanto, todos os tratamentos são mais
bem-sucedidos quando menos avançado é o estádio da doença.
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acessado a 4 de agosto de 2014).
CÂNCER NO OLHO.

O câncer ocular é uma doença rara e de
prognóstico desfavorável quando diagnosticado em fases avançadas.
Geralmente, se origina a partir da
proliferação das células malignas nas diferentes estruturas do olho.
Em adultos, a maioria dos tumores oculares
são secundários ou metastáticos, ou seja, se originam em outras partes do
corpo, como pulmão, mama, rim, próstata, e se disseminam pelo organismo através
da corrente sanguínea e sistema linfático até as estruturas do olho.
Dentre os tumores primários
(intraoculares), que se originam a partir dos tecidos oculares, o
retinoblastoma e o melanoma constituem os tipos mais frequentes.
Complemente-se que dentro do contexto de
patologias no olho, referenciamos entre várias a serem estudadas em outros
momentos, a Leucocoria. Essa condição médica-clínica é um reflexo pupilar
branco, um reflexo branco anormal da retina do olho. Ver Iconografias H45, H45a, H45b, H46, H47, H48, H49.
Como já comentado em relação ao DDC – Diagnóstico
Diferencial Clínico, Leucocoria pode ocorrer em humanos e outros animais que
não possuem Eyeshine porque a sua retina carece de um tapetum lucidum, e a
leucocoria é um sinal uma série de condições, incluindo doença de Coats, catarata congênita, cicatriz corneana, melanoma do
corpo ciliar, a doença de Norrie, ocular toxocaríase, persistência da túnica
vasculosa lentis (PFV / PHPV), retinoblastoma , e
fibroplasia retrolental.
Em alguns casos raros (1%) a Leucocoria é
causada por Coats(FISIOPATOLOGIA de vazamento de vasos retinianos).
Assim, considerando à natureza
potencialmente fatal de retinoblastoma, um câncer, essa condição é geralmente
considerada na avaliação de leucocoria quando do DDC(Referência: thefreedictionary.com; Demirci H, Shields CL, Shields JA,
Honavar SG, Águia RC (Janeiro de 2001). "leucocoria como o sinal de
apresentação de um melanoma do corpo ciliar em uma criança" The British
Journal of Ophthalmology 85 (1):. 115-6. PMC 1.723.667 . PMID 11201946; "A
'luz branca estranho" que quase matou bebê Graça " . Daily Mail. 01
de junho de 2009).
Causas de câncer de olho.
Não localizamos referências monográficas sobre as causas supostamente
comprovadas dos cancros de olho. Porém a conclusão em face
dos estudos já estabelecidos, é que há certos fatores de risco que estão
associados com câncer de olho. Os indivíduos com estas características são mais
propensos a desenvolver esses tipos de câncer.
Podemos sugerir no entanto não existir direta associação com estes
fatores de risco. Obviamente significa que todos aqueles que têm esses fatores
de risco não podem desenvolver cancros dos olhos necessariamente, não é uma
regra geral. Para diagnostico diferencial, no entanto, o profissional deve
refletir e estar ciente desses fatores, podem ajudar na definição da existência
ou não, associadamente.
Na
perder de vista que em medicina, diagnóstico diferencial é um método
sistemático usado para identificar doenças. É feito, essencialmente, por
processo de eliminação. Nem todo diagnóstico médico é diferencial. O
diagnóstico diferencial pode ser definido como uma hipótese formulada pelo
médico - tendo como base a sintomatologia (sinais e sintomas) apresentada pelo
paciente durante o exame clínico - segundo a qual ele restringe o seu
diagnóstico a um grupo de possibilidades que, dadas as suas semelhanças com o
quadro clínico em questão, não podem deixar de ser elencadas como provável. A
partir do diagnóstico diferencial, o médico pode selecionar testes
terapêuticos, ou ainda, exames complementares específicos a fim de se obter um
diagnóstico final ou de certeza(Médicos
de Portugal. Diagnóstico Diferencial. Visitado em 23 de agosto de 2014; Dr.
Ricardo Massucatto. Diagnóstico Diferencial para Médicos. Visitado em 21 de
agosto de 2014).
Fatores de risco associados
com melanoma intra-ocular.
Melanoma
intra-ocular é a forma mais comum de câncer de olho. Os fatores de risco
comumente associados deste tipo de câncer de olho são:
1. Raça ou etnia –
caucasianos ou brancos são um risco mais elevado de melanomas do que Africano
americanos ou americanos asiáticos. Brancos são também um risco mais elevado de
melanomas de pele. Melanomas de olho sigam um padrão semelhante em termos de
associação de risco.
2. Idade-melanoma
primário intra-ocular geralmente ocorre após a idade de 50 anos. É raro em
crianças e aqueles que são mais de 70 anos de idade.
3. Sexo – melanoma
olho afeta homens e mulheres com a mesma frequência.
4. Cores dos olhos ou
íris – aqueles com olhos coloridos claros têm gerado risco de melanoma
intra-ocular. Entre aqueles azul, cinza ou verde ou quaisquer indivíduos eyed
luz estão em maior risco do que indivíduos eyed marrons. A razão real é
desconhecida, mas especula-se que a avaliação dos riscos é semelhante aos
brancos, sendo mais propenso a melanomas de pele e olhos.
5. Sun exposição –
também muita exposição ao sol ou exposição aos raios ultravioleta (UV)
(qualquer uma das camas de sol ou bronzeamento) aumenta risco de melanomas de
pele. Isto é verdade especialmente em caucasianos e brancos. Não há nenhuma
evidência, no entanto, que isso é verdadeiro para melanomas de olho mas
preocupações que associação semelhante pode ser verdadeira para melanomas de
olho.
6. Condições herdadas
– aqueles com condições como síndrome do nevo displásico correm um maior risco
de melanomas de olho. Estes indivíduos têm mais 100 anormal em forma e tamanho
moles sobre sua pele. Aqueles com manchas marrons anormais na Úvea chamado Nevo
de Ota também estão em risco de contrair melanomas de olho. Os nevos ou moles
ao redor ou dentro do olho também aumentar o risco de melanomas de olho.
Indivíduos com manchas marrons sobre a Úvea em uma condição chamada oculodermal
melanocytosis correm um maior risco de melanomas de olho também. Melanomas de
olho também podem ser herdadas e podem ser executada em algumas famílias.
7. Riscos
ocupacionais – trabalhadores como agricultores, pescadores, soldadores, ou
trabalhadores de lavandaria e químicas têm um maior risco de contrair melanomas
de olho.
Fatores de risco associados a
outros tipos de câncer de olho.
Pessoas
com distúrbios ou e transtornos no sistema imunológico, bem como pacientes com
supressão imunológica, como a síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS),
pacientes com uso de droga anti-rejeição
após um transplante de órgãos ou pessoas idosas correm maior risco de linfoma
intra-ocular primário.
Segundo
a literatura científica, às vezes o risco de Linfoma de olho é gerado por
infecção com uma bactéria chamada Chlamydophila psittaci. A bactéria é
detectada em animais infectados, como gatos e aves. Isto leva a infecções
pulmonares e inflamação conjuntival ou conjuntivite. Esta bactéria é associada
com linfoma malt protruindo.
Risco
de câncer de células escamosas dos olhos também sobe com imunidade deprimida.
Aqueles
com infecção de HIV SIDA e contra as drogas que suprimem a imunidade correm
riscos mais elevados.
Existe
relatos que `portadores do “humano Papiloma vírus (HPV)” podem infectar o olho
causando carcinoma de células escamosas do olho. Este vírus está relacionado ao
câncer do colo do útero e boca, como já comentado neste SUBTOMO II.
A
exposição ao sol e raios UV também aumenta o risco deste tipo de câncer de
olho.
O
Sarcoma de Kaposi do olho ocorre mais comumente em pessoas com HIV ou SIDA.
Este tumor é raro.
Retinoblastoma(alvo
do texto principal) como já amplamente aqui referenciado, é um tipo de câncer
de olho que afeta crianças. O risco desta doença é feito em um gene defeituoso.
Esta doença assim é herdada( na concepção genética, intepretar às variações do
termo) e leva à perda de visão ou até mesmo a morte da criança se não detectada
e tratada no início(Citado por Abril Cashin-Garbutt, BA Hons em inglês).
Conclusão
Existem vários tipos de câncer que podem começar no
olho. Para entender o câncer de olho, é importante conhecer sua estrutura e o
funcionamento normal do olho. O olho é
constituído por três partes principais:
Globo Ocular:
A parte principal do olho é o globo ocular, que é preenchido com um
material gelatinoso denominado humor vítreo. O globo ocular é formado por três
camadas: esclera, úvea e retina.
Esclera - É a parte branca e dura dos olhos, que
cobre a maior parte externa globo ocular. É contínua à córnea, que é clara para permitir a
passagem da luz.
Úvea - É a camada intermediária do globo ocular. É
onde a maioria dos melanomas oculares se desenvolve(Iconografia
H50).
A úvea é formada por três partes:
Íris - É a parte colorida do olho. Ela envolve a
pupila, a pequena abertura que deixa a luz entrar no globo ocular.
Coroide - É uma camada fina, pigmentada do globo
ocular que alimenta a retina e a parte anterior do olho com o sangue.
Corpo Ciliar - Contém os músculos do interior do
olho que alteram a forma da lente de modo que o olho possa focar objetos
próximos ou distantes. Têm também células que produzem o humor aquoso, um
líquido na parte anterior do globo ocular entre a córnea e a lente.
Iconografia
H50.
Retina
- É a camada interna de células na parte posterior do olho. Ela é constituída
por células nervosas sensíveis à luz, que estão ligadas ao cérebro pelo nervo
óptico. A luz entra no olho e passa através das lentes, se concentrando sobre a
retina. O padrão de luz que aparece na retina é enviado através do nervo óptico
para uma área do cérebro denominada córtex visual, que permite a visão.
Os tumores que afetam o globo ocular são chamados
tumores intraoculares.
Órbita: A órbita é constituída pelos tecidos que
envolvem o globo ocular. Estes tecidos incluem os músculos que movem o olho em
diferentes direções e os nervos ligados ao olho.
Os tumores que se desenvolvem nesses tecidos são
denominados tumores orbitais.
Estruturas Anexas.
Finalmente, existem estruturas anexas, como as
pálpebras e glândulas lacrimais. Os tumores que se desenvolvem nestes tecidos
são denominados tumores anexos.
Diagnóstico do Câncer de Olho.
Alguns sinais e sintomas podem sugerir que uma
pessoa tenha câncer de olho, mas serão necessários exames complementares para
confirmar o diagnóstico.
Exame Ocular para Melanoma Intraocular.
O exame do olho realizado por um oftalmologista é
muitas vezes o passo mais importante no diagnóstico do melanoma intraocular. O
médico deve observar se existe dilatação dos vasos sanguíneos do lado de fora
do olho, porque pode ser um sinal de um tumor no interior do olho. Poderão ser
administradas gotas oculares para dilatar a pupila e melhorar a observação e
avaliação dos olhos.
Os aparelhos que podem ser utilizados durante o
exame são:
Oftalmoscópio - Instrumento portátil que consiste
numa luz e uma pequena lente de aumento.
Oftalmoscópio Indireto - Similar a um grande
microscópio. Para este exame, o paciente deve apoiar o queixo em uma pequena
plataforma, enquanto o profissional médico examina o olho com de lentes de
aumento. Este exame pode fornecer uma visão mais detalhada do interior do olho
comparado com o oftalmoscópio direto.
Gonioscopio - É uma lente espelhada que é colocada
sobre a córnea (após ser anestesiada). Isso permite que o médico veja as
estruturas profundas da parte anterior do olho perto da íris. Ele pode fornecer
informações sobre o crescimento do tumor em áreas do olho que de outra forma
seria difícil de observar.
Na maioria das vezes o exame ocular pode fazer o
diagnóstico. Em alguns casos, exames de imagem, como ultrassom podem ser
necessários para confirmar o diagnóstico. Muito raramente uma biópsia também é
necessária.
Muitas pessoas portam um tumor benigno no olho
chamado nevo de coroide, que pode às vezes ser confundido com um melanoma
ocular. Um pequeno número deles acabará por se transformar em melanoma. Se o
oftalmologista encontra um deles, provavelmente solicitará exames
oftalmológicos regulares para ver se ele cresce.
Mesmo se o paciente realizou exames oculares
recentemente e o usuário começar a ter algum dos sintomas listados acima, deve
ser recomendado a retornar ou procurar um médico. Algumas vezes, esses tumores
não são vistos ou crescem tão rápido que aparecem em curto período de
tempo.
Se os sintomas e/ou os resultados do exame ocular
sugerem que o paciente pode ter câncer de olho, exames complementares poderão
ser solicitados.
Exame Ocular para Linfoma Intraocular.
O médico deve interrogar o paciente sobre os
sintomas que está apresentando e examinará seus olhos e seus movimentos
oculares. Durante o exame oftalmológico, o médico examinará os olhos do
paciente com um oftalmoscópio para observar o interior dos mesmos. Se um
linfoma está presente, o médico pode ver que o vítreo (substância gelatinosa
que enche a maior parte do interior do olho) se encontra turvo o que faz
suspeitar da doença.
Estadiamento do Câncer de Olho.
O estadiamento descreve aspectos do câncer, como
localização, se disseminou, e se está afetando as funções de outros órgãos do
corpo.
Conhecer o estágio do tumor ajuda na definição do
tipo de tratamento e a prever o prognóstico do paciente.
Sistema de Estadiamento TNM.
Preliminarmente o autor recomenda ver o tópico
sobre TNM já incorporado no Subtomo II.
O sistema de estadiamento utilizado aqui como
referencia para o câncer é o sistema TNM da American Joint Committee on Cancer.
O sistema TNM utiliza três critérios para avaliar o estágio do câncer: o
próprio tumor, os linfonodos regionais ao redor do tumor, e se o tumor se
espalhou para outras partes do corpo.
TNM é abreviatura de tumor (T), linfonodo (N) e
metástase (M):
T – Indica o tamanho do tumor primário e se
disseminou para outras áreas.
N – Descreve se existe disseminação da doença para
os linfonodos regionais ou se há evidência de metástases em trânsito.
M – Indica se existe presença de metástase em
outras partes do corpo.
Tumor - Pelo sistema TNM, o T acompanhado de um número
(0 a 4) é usado para descrever o tumor primário, particularmente o seu tamanho.
Pode também ser atribuída uma letra minúscula "a" ou "b"
com base na ulceração e taxa mitótica.
Linfonodo - O N no sistema TNM representa os
linfonodos regionais, e também é atribuído a ele um número (0 a 3), que indica
se a doença disseminou para os gânglios linfáticos.
Pode também ser atribuída uma letra minúscula
"a", "b", ou "c", conforme descrito abaixo.
Metástase - O M no sistema TNM indica se a doença
se espalhou para outras partes do corpo.
Tumor Primário (T) para Iris Melanoma.
TX - Tumor primário não pode ser avaliado.
T0 - Não há evidência de tumor primário.
T1- O tumor está apenas na íris.
T1a - O tumor está apenas em ¼ da íris.
T1b - O tumor está em um pouco mais de ¼ da
íris.
T1c - O tumor está apena na íris e causa
aumento da pressão intraocular (glaucoma).
T2 - O tumor se desenvolveu no corpo ciliar
ou coroide (ou ambos).
T2a - O tumor se desenvolveu no corpo ciliar
e/ou coroide e está causando glaucoma.
T3 - O tumor se desenvolveu no corpo ciliar
e/ou coroide e esclera.
T3a - O tumor se desenvolveu no corpo ciliar
e/ou coroide e na esclera e está causando glaucoma.
T4 - O tumor se estende para fora do globo
ocular.
T4a - A parte do tumor que se encontra fora
do globo ocular é de até 5 mm de diâmetro.
T4b - A parte do tumor que se encontra fora
do globo ocular é maior que 5 mm de diâmetro.
Tumor Primário (T) para Corpo Ciliar a Melanoma
Cloroide
TX - Tumor primário não pode ser avaliado.
T0 - Não há evidência de tumor primário.
T1 - O tumor não tem mais de 3 mm de profundidade e
nem mais de 12 mm de diâmetro, ou 3,1 mm a 6 mm de profundidade, e não mais que
9 mm de diâmetro.
T1a - O tumor tem um
tamanho T1 e não se desenvolveu no corpo ciliar nem no exterior do globo
ocular.
T1b - O tumor tem um tamanho T1 e se desenvolveu
dentro do corpo ciliar.
T1c - O tumor tem um
tamanho T1 e não se desenvolveu dentro do corpo ciliar, mas cresceu no exterior
do globo ocular. A parte do tumor que se encontra fora do globo ocular tem até
5 mm de diâmetro.
T1d - O tumor tem um
tamanho T1 e se desenvolveu no corpo ciliar e no exterior do globo ocular. A
parte do tumor que se encontra fora do globo ocular tem até 5 mm de diâmetro.
T2 - O tamanho dos tumores é um dos seguintes: não
mais de 3 mm de profundidade e 12,1-18 mm de diâmetro; de 3,1 a 6 mm de
profundidade e de 9,1 a 15 mm em frente; ou de 6,1 a 9 mm de profundidade e não
mais de 12 mm de diâmetro.
T2a - O tumor é T2 em tamanho e não se desenvolveu
no corpo ciliar nem no exterior do globo ocular.
T2b - O tumor é T2 em tamanho e se desenvolveu para
dentro do corpo ciliar.
T2c - O tumor é T2 em tamanho e não se desenvolveu
no corpo ciliar, mas está se crescendo no exterior do globo ocular. A parte do
tumor que se encontra fora do globo ocular tem até 5 mm de diâmetro.
T2d - O tumor é T2 em tamanho e está se
desenvolvendo dentro do corpo ciliar e no exterior do globo ocular. A parte do
tumor que se encontra fora do globo ocular tem até 5 mm de diâmetro.
T3 - O tamanho do tumor é um dos seguintes: de 3,1
a 6 mm de profundidade e entre 15,1 e 18 mm de diâmetro; ou de 6,1 a 9 mm de
profundidade e entre 12,1 e 18 mm de diâmetro; ou de 9,1 a 12 mm de
profundidade e ou menos 18 milímetros; ou de 12,1 a 15 mm de profundidade e 15
mm ou menos.
T3a - O tumor é T3 em tamanho e não se desenvolveu
no corpo ciliar ou no exterior do globo ocular.
T3b - O tumor é T3 em tamanho e se desenvolveu para
dentro do corpo ciliar.
T3c - O tumor é T3 em tamanho e não se desenvolveu
para dentro do corpo ciliar, mas se desenvolveu no exterior do globo ocular. A
parte do tumor que se encontra fora do globo ocular tem até 5 mm de diâmetro.
T3d - O tumor é T3 em tamanho e se desenvolveu para
dentro do corpo ciliar e exterior do globo ocular. A parte do tumor que se
encontra fora do globo ocular tem até 5 mm de diâmetro.
T4 - O tamanho dos tumores é um dos seguintes:
superior a 15 mm de profundidade e de qualquer largura; ou maior que 18 mm de
diâmetro e qualquer profundidade; ou entre 12,1 e 15 mm de profundidade e entre
15,1 e 18 mm de diâmetro.
T4a - O tumor é T4 em tamanho e não se desenvolveu
no corpo ciliar ou no exterior do globo ocular.
T4b - O tumor é T4 em tamanho e se desenvolveu
dentro do corpo ciliar.
T4c - O tumor é T4 em tamanho e se desenvolveu no
exterior do globo ocular. A parte do tumor que se encontra fora do globo ocular
é de até 5 mm de diâmetro.
T4d - O tumor é T$ de tamanho e se desenvolveu
dentro do corpo ciliar e no exterior do globo ocular. A parte do tumor que se
encontra fora do globo ocular é de até 5 mm de diâmetro.
T4e - O tumor pode ser de qualquer tamanho e está
se desenvolvendo fora do globo ocular. A parte do tumor que se encontra fora do
globo ocular é maior do que 5 mm de diâmetro.
Linfonodos Regionais (N) para Íris, Corpo Ciliar e
Melanoma Cloroide.
NX - Ausência de linfonodo comprometido.
N0 - O tumor não se espalhou para os linfonodos.
N1 - O tumor se espalhou para os linfonodos
próximos.
Metástase à Distância (M) para Íris, Corpo Ciliar e
Melanoma Cloroide.
M0 - Ausência de metástase à distância.
M1 - Metástase à distância.
M1a - A maior área de disseminação é de 3 cm de
diâmetro.
M1b - A maior área de disseminação é entre 3,1 cm e
8 cm de diâmetro.
M1c - A maior área de disseminação é maior que 8.1
cm de diâmetro.
Estágios do Câncer de Olho.
Estágio I - T1a, N0, M0.
Estágio IIA - T1b a T1d, N0, M0 ou T2a, N0, M0.
Estágio IIB - T2b ou T3a, N0, M0.
Estágio IIA - T2c ou T2d, N0, M0 ou T3b ou T3c, N0,
M0 ou T4a, N0, M0.
Estágio IIIB - T3d, N0, M0 ou T4b ou T4c, N0, M0.
Estágio IIIC - T4d ou T4e, N0, M0.
Estágio IV - Qualquer T, N1, M0 ou Qualquer T,
qualquer N, M1.
Estágios do Sistema COMS para Melanoma
Intraocular.
O sistema TNM é bastante detalhado, mas muitos
médicos usam o sistema de estadiamento elaborado pelo Grupo de Estudo
Colaborativo de Melanoma Ocular (COMS), que realizou a maior parte das
pesquisas clínicas sobre o tratamento do melanoma intraocular.
Este sistema divide os melanomas oculares em
pequeno, médio e grande porte.
|
Tipo |
Espessura |
Diâmetro |
|
Pequeno |
1,0
mm a 2,5 mm |
<
5 mm |
|
Médio |
2,5
mm a 10 mm |
5
mm a 16 mm |
|
Grande |
>
10 mm |
>
16 mm |
Estágios do Linfoma Intraocular.
O linfoma intraocular não tem um sistema de
estadiamento único. Esses tumores podem ser estadiados com o sistema utilizado
para o linfoma não Hodgkin.
As opções de tratamento são geralmente baseadas no
tipo de linfoma, bem como do fato da doença estar limitada ao olho ou estar
disseminada a outros órgãos.
Como o linfoma ocular é raro, as estatísticas
precisas de sobrevida para esse tipo de câncer são difíceis de serem
encontradas. Em uma revisão de casos, pacientes cujo linfoma estava confinado
ao olho, cerca da metade dos pacientes ainda estavam vivos cinco anos após o
diagnóstico.
Farmacologia Clínica.
Algumas das drogas que podem ser usadas para tratar
crianças com retinoblastoma incluem:
I.
Carboplatina.
II.
Cisplatina.
III.
Vincristina.
IV.
Etoposide.
V.
Teniposido.
VI.
Ciclofosfamida.
VII.
Doxorrubicina.
Iconografia I51 - Carboplatina.

A Carboplatina,
diamin(1,1-ciclobutanodicarboxilato)platina(II), é um agente antineoplásico
administrado por via parenteral, que tem sido utilizado em regimes de
poliquimioterapia em uma grande variedade de tumores.
Iconografia I51A - Carboplatina.


Productos
Oncológicos. Carboplatino® (Carboplatino 150 mg – 450 mg frasco-
ampolla). FAULDCARBO – CARBOPLATINA - 50mg / 150mg / 450mg - Caixa contendo 1
frasco ampola. Laboratório: Libbs. Classe terapêutica: Antineoplásico. Forma
farmacêutica: Solução injetável. Uso: Uso adulto. Conservação: 15 a 30°C.

Carboplatina
(carboplatinum) é um fármaco antineoplásico, como já conceituado, os
antineoplásicos são medicamentos utilizados para destruir neoplasmas ou células
malignas e, tem a finalidade de evitar ou inibir o crescimento e a disseminação
de tumores.
Carboplatinum é utilizada no tratamento de vários tipos de
câncer (principalmente câncer de pulmão, ovário, vias digestivas superiores e
cérebro). Foi introduzido no mercado no final da década de 1980 e ganhou
popularidade na prática clínica pelo seus poucos efeitos secundários em relação
à cisplatina. Tanto a cisplatina quanto a carboplatina interagem com o DNA,
seguindo um mecanismo de ação similar aos alquilantes bifuncionais.
A carboplatina foi
descoberta e desenvolvida no Instituto de Investigação contra o Câncer de
Londres. Em março de 1989 Bristol-Myers Squibb obteve a aprovação do Food and
Drug Administration (FDA) para comercializar a carboplatina com o nome
comercial de Paraplatin.
A partir de outubro
de 2004 iniciou-se a produção de versões genéricas do medicamento.
Mecanismo de ação: O medicamento produz ligações cruzadas nas cadeias de DNA (ligações
covalentes). Atua de forma semelhante à cisplatina. Desta maneira interfere na
função do DNA.
Reações adversas e precauções: se o medicamento for
prescrito de forma incorreta pode apresentar graves danos ao paciente e por
isto este medicamento é incluído na lista de risco do Institute for Safe
Medication Safe.
O medicamento em
questão pode e tem sido relatados, casos de vômito, dependendo da dose e
supressão de medula óssea.
O uso de doses altas,
acima das doses usuais em crianças produziu efeitos ototóxicos em uso conjunto
com outros agentes ototóxicos. Provoca ainda anemia, leucopenia, neutropenia e
trombocitopenia.
O carboplatinum pode
promover Interações com: Antibióticos aminoglicosídeos; Medicamentos nefrotóxicos
e Medicamentos que causem supressão de medula(Farmacopeia
Portuguesa VII; Medline Plus. Carboplatin. Visitado em 07/11/2014; P.R.
Vade-mécum. Carboplatina. Visitado em 07/11/2014; Vademecum.es. Carboplatino.
Visitado em 07/11/2014; MEDICAMENTOS LEXI-COMP MANOLE; AEMPS. CARBOPLATINO
ACTAVIS 10 mg/ml concentrado para solución para perfusión EFG.. Visitado em
07/11/2014).
Iconografia I52 - Cisplatina.

A cisplatina foi
sintetizada em 1844 por Michel Peyrone, ficando com a designação de cloreto de
Peyrone. Em 1893, a sua estrutura foi elucidada por Alfred Werner e, só em
1960, este composto é redescoberto por serendipismo através de experiências
realizadas nos laboratórios da Michigan State University, por Barnett Rosenberg
et al, que estudavam o efeito de uma corrente eléctrica no crescimento
bacteriano de Escherichia coli. Estes investigadores chegaram à conclusão que a
mitose das bactérias era inibida não por fenómenos eléctricos mas por um agente
químico –cisplatina. Assim, em 1970 os efeitos da cisplatina foram testados e
comprovados em sarcomas implantados artificialmente em ratos, seguidos por
testes de toxicidade realizados em animais (cães e macacos). Em 1972 o National
Cancer Institute introduz a cisplatina em ensaios clínicos de fase 3. Em 1978 é
aprovada pela FDA (Food and Drug Administration) para uso clínico.
Cisplatina, também denominada, cis-diaminodicloroplatina (II) desempenha um papel
importante no tratamento de diversos tipos de cancro, sendo utilizado na
maioria dos protocolos de tratamento de diversas neoplasias, como por exemplo:
testículos, ovários, garganta, bexiga, esôfago, entre outros. A cisplatina é um
composto inorgânico, de coordenação planar, que contém um átomo central de
platina rodeado por dois átomos de cloro e dois grupos amônia. O medicamento é
um agente antineoplásico utilizado como adjunto no tratamento de uma grande
variedade de tumores. Juntamente com a Carboplatina, são os dois únicos
compostos contendo platina já aprovados para comercialização. Ambos apresentam um
mecanismo de ação semelhante, diferindo apenas na estrutura e toxicidade. Em
função desta caracteristica a Carboplatina frequentemente substitui a
Cisplatina em protocolos onde espera-se que esta seja muito tóxica.
Reação entre cisplatina e DNA. A cisplatina se intercala no DNA
estabelecendo uma ligação coordenativa com duas bases de Guanina(B. Lippert (editor), CISPLATIN - Chemistry and Biochemistry of a
Leading Anticancer Drug, 1999, WILLEY-VCH, pp. 84-85 (em inglês).
Farmacocinética.

Atividade antitumoral.
A atividade
antitumoral da cisplatina é atribuída à ligação ao DNA, com formação de
aductos, originando ligações intra e intercadeias que induzem alterações
estruturais. O seu efeito citotóxico é, assim, causado pela inibição da
transcrição e replicação, induzindo a apoptose. A síntese de proteínas e RNA
também é afetada, mas em menor grau. Estes mecanismos foram intensivamente
investigados levando a cisplatina a ser reconhecida como droga para o
tratamento de câncer já em 1973. Já o isômero geométrico da cisplatina –
transplatina – também forma complexos com o DNA, no entanto, não é efetivo como
agente quimioterápico, pelo menos na literatura pesquisada não localizamos
referência diferente. Embora a Cisplatina seja de uso a longo tempo na
quimioterapia de diversos tipos de cancro, o seu mecanismo de ação ainda não
está completamente esclarecido verificando-se, no entanto, que as suas
propriedades oncolíticas são comparáveis às dos agentes alquilantes
bifuncionais.
Indicação terapêutica.
A cisplatina pode ser
usada isoladamente ou em combinação com outros fármacos quimioterápicos.
Tratamento de 1ª linha:
Tumor do testículo;
Carcinoma metastático de células germinativas não seminomatosas; Carcinoma do
ovário; Carcinoma da bexiga; Carcinoma das células escamosas da cabeça e
pescoço; Cancro do pulmão; Cancro do esôfago; Cancro do colo do útero; Tumor
cerebral; Cancro gástrico; Neuroblastoma; Osteosarcoma; Linfomas não-Hodgkin;
Linfomas de Hodgkin; Cancro da próstata.
Outros usos:
Carcinoma do tracto
biliar; Melanoma; Carcinoma anal; Carcinoma adrenocortical; Carcinoma do
endométrio; Cancro da mama; Cancro do
fígado; Cancro do rim; Cancro da tiroide; Sarcoma; Linfomas; Carcinoma do
corion.
Administração.
A cisplatina apenas é
viável na forma injetável. Tem sido usada a via parenteral: intravenosa,
intrarterial e intraperitoneal.
A cisplatina é, na
maior parte das vezes, administrada intravenosamente. Ela pode ser também
administrada regionalmente com o intuito de aumentar a exposição local ao
fármaco e diminuir os efeitos adversos. A sua administração regional é feita
por via intraperitoneal e intrarterial(IPCS INCHEM; O’DWYER, P. J. – STEVENSON, J. P.
– JOHNSO, S. W. N. – 2000).

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