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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Terapia combinada. Com o intuito de aumentar a eficácia, utilizam-se associações de citotóxicos em repetidos ciclos, com frequência variável, que são designadas por siglas compostas pela primeira letra do seu nome genérico ou nome comercial.

 

 

Terapia combinada.

Com o intuito de aumentar a eficácia, utilizam-se associações de citotóxicos em repetidos ciclos, com frequência variável, que são designadas por siglas compostas pela primeira letra do seu nome genérico ou nome comercial. A posologia é na maior parte dos casos expressa em função da área de superfície corporal, havendo diversas tabelas e réguas de cálculo para a sua obtenção, em função do peso e altura do doente. O conhecimento da cinética individual destes fármacos é indispensável, pois em situações clínicas de insuficiência hepática e renal, é obrigatória a redução da posologia(Referência Sanitária. INFARMED – Formulário Nacional de Medicamentos de uso hospitalar, 16. Medicamentos antineoplásicos e imunomoduladores.. Pesquisado em 17/10/2014 http://www.infarmed.pt/formulario/frames.php?palavra=cisplatina&fich=psq)

A cisplatina é o fármaco que aparece em maior número de protocolos atualmente utilizados, a par da ciclofosfamida e do 5-fluoruracilo(Referência Sanitária. BC CANCER AGENCY -  Pesquisado  em 25/10/2014. http://www.bccancer.bc.ca/HPI/ChemotherapyProtocols/Protocols+Sorted+by+Drugs.htm.)

Protocolos nos quais a cisplatina está incluída:

 

1.         CNCCV

2.         GIEFUP

3.         GIFUC

4.         GOBEP

5.         GOCXRADC

6.         GOEP

7.         GOSMCC2

8.         GOTDHR

9.         UGUAJPG

10.       GUAVPG

11.       GUBEP

12.       GUBP

13.       GUBPW

14.       GUEP

15.       GUFUP

16.       UGUNAJPG

17.       GUMVAC

18.       GUSCPE

19.       GUVEIP

20.       GUVIP2

21.       HNAVPG

22.       HNCMT2

23.       HNDE

24.       HNFUP

25.       HNPE

26.       HNRADC

27.       LUAJNP

28.       LUALTL

29.       LUAVPG

30.       LUCISDOC

31.       LUCMT1

32.       LUMMPG

33.       LUNAVP

34.       LUPAVESE

35.       LUPAVESL

36.       LUPE

37.       LUPESL

38.       LYGDP

39.       SAAJAP

40.       SAAVAP

 

Há que ter em atenção que em doentes com quimioterapia combinada que inclui a cisplatina observa-se elevada incidência de anemia grave que requer transfusão de concentrados de células sanguíneas(RCMs: Cisplatina APS – Farma-APS, Produtos Farmacêuticos, Lda; Cisplatina FARMOGENE Produtos Farmacêuticos, Lda; Cisplatina Faulplatin®. Acedidos em: www.simed.org).

 

Na terapia combinada, a cisplatina é habiualmente administrada conjuntamente com os seguintes fármacos citotóxicos: Para o tratamento do cancro testicular: vinblastina, bleomicina e actinomicina D; No tratamento do cancro do ovário: ciclofosfamida, doxorrubicina (adriamicina), hexametilmelamina, 5-fluoruracilo; No tratamento do cancro do pescoço e da cabeça: bleomicina e metrotexato.

 

No que diz respeito ao desenvolvimento de novas combinações como pode ser observada no site do National Cancer Institute (NCS), a cisplatina encontra-se em vários novos protocolos em estudo (Fase I, Fase II, Fase III e Fase IV).

 

 

Farmacologia Clínica: Interações medicamentosas.

 

Bleomicina- aumenta a toxicidade pulmonar, por diminuição da excreção renal, e a nefrotoxicidade quando administrada concomitantemente com a cisplatina.

 

Metotrexato - aumenta a toxicidade pulmonar e nefrotoxicidade quando administrado concomitantemente com a cisplatina.

 

Vancomicina- aumenta o risco de nefrotoxicidade e falha renal aguda e possível ototoxicidade quando administrada com a cisplatina.

 

Etoposido- ação sinergistica contra tumores quando administrado com cisplatina.

 

Aminoglicosídeos - aumenta o risco de nefrotoxicidade e possível ototoxicidade quando administrada com a cisplatina.

 

Capreomicina - aumenta o risco de nefrotoxicidade e possível ototoxicidade quando administrada com a cisplatina.

 

Diuréticos da ansa- aumentam o risco de nefrotoxicidade e possível ototoxicidade quando administrada com a cisplatina. Só se devem utilizar em doentes recebendo doses superiores a 60 mg/m2 e cuja excreção urinária é inferior a 1000mL em 24 horas.

 

Os diuréticos da ansa ou da alça, são um grupo de fármacos diuréticos que atuam no Rim, aumentando o volume e diminuindo a concentração da urina.  Eles inibem o transportador de Na+/K+/2Cl-, que reabsorve sal e água do filtrado. Este transportador está presente nas células da porção ascendente da alça de Henle. Inibem ainda a reabsorção de íon magnésio e cálcio. Aumentam muito a diurese (micção), sendo dos diuréticos mais potentes. Cerca de um quarto do volume do filtrado são excretados com um diurético de alça em dose máxima, em comparação a 1% no individuo normal. Causam vasodilatação venosa.

 

Os diuréticos da ansa não são potentes hipotensores para as formas leve e moderada. Só devem ser usados na hipertensão arterial em situações especiais como estados edematosos ou em emergências hipertensivas. Pela via oral tem início de ação em 30 min, pico em 2h e fim de ação após 4 a 6 h. Pela via parenteral tem início de ação em 5 min, pico em 30min e fim de ação após 2h.

 

Os diuréticos da ansa tem efeitos adversos - Hipocaliémia: concentração de sanguínea de potássio diminuída. Alcalose metabólica. Hipotensão. Náuseas. Baixos níveis de magnésio e cálcio nos idosos. Muito raramente: surdez.

 

Os diuréticos da ansa e usos clínicos - O uso de diuréticos deve ser feito com restrição do sal na dieta, pois o seu efeito poderá aumentar o apetite por sal, e se este for ingerido em grandes quantidades, não terá benefício. Edema pulmonar agudo. Insuficiência cardíaca crônica. Síndrome nefrótica. Cirrose hepática. Insuficiência renal. São usados no tratamento da hipertensão arterial, em combinação com um IECA.

 

Anti-hipertensivos (C02) e diuréticos (C03)

 

Os anti-hipertensivos são uma classe de fármacos utilizados no tratamento da hipertensão. A atuação dos medicamentos na pressão arterial ocorre por seus efeitos sob a resistência periférica e/ou débito cardíaco. Isso pode ser feito por aqueles que inibem a contrabilidade do miocárdio ou reduzem a pressão do ventrículo do coração(Goodman & Gilman. As bases farmacológicas da terapêutica. [tradução da 10. ed. original, Carla de Melo Vorsatz. et al] Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2005).

 

Os diuréticos são fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau do fluxo urinário. Também promovem a eliminação de eletrólitos como o sódio e o cloro, sendo usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardíaca ou cirrose hepática. A perda de sódio provoca redução de líquido extracelular. Essas drogas ainda são as mais estudadas clinicamente em grande escala e têm mostrado redução das complicações cardiovasculares decorrentes da hipertensão arterial(GUYTON E HALL. Fisiologia Médica. 11. ed. Madrid: Elsevier; Goodman & Gilman. As bases farmacológicas da terapêutica. [tradução da 10. ed. original, Carla de Melo Vorsatz. et al] Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2005).

 

Diuréticos poupadores do potássio. Bloqueadores do canal de sódio epitelial (Amilorida, Triamterena) • Antagonistas da aldosterona (Espironolactona, Eplerenona, Canrenoato de potássio, Canrenona).

 

Diuréticos "high ceiling". Diurético de alça (Bumetanida, Furosemida, Torasemida).

 

Diuréticos "low ceiling". Tiazida (Bendroflumetiazida, Clorotiazida, Hidroclorotiazida) • Clortalidona • Indapamida • Quinetazona • Mersalil • Metolazona • Teobromina • Cicletanina.

 

Outros anti-hipertensivos. Antagonista da serotonina (Ketanserin) • Antagonista do receptor de endotelina (Bosentano, Ambrisentano, Sitaxentano).

 

Vasodilatadores. Diazoxida • Hidralazina • Minoxidil • Nitrito de amila • Nitroprussiato • Fentolamina.

Agentes simpatolíticos (incluindo alfa). Atuação central/antiadrenérgicos (Clonidina, Guanfacina, Metildopa, Moxonidina, Rescinamina, Reserpina, Rilmenidina) • Bloqueadores de gânglio/antagonista nicotínico (Mecamilamina, Trimetafano) • de atuação periférica/antiadrenérgicos (Prazosin, Guanetidina, Indoramina, Doxazosina).

 

Polymyxins- aumenta o risco de nefrotoxicidade e possível ototoxicidade quando administrada com a cisplatina.

 

Clozapina- não administrar concomitantemente com citotóxicos, pois aumenta o risco de agranulocitose.

 

Digoxina- os citotóxicos diminuem a sua absorção.

 

Fenítoina- os citotóxicos podem reduzir a sua absorção.

 

Carbamazepina- os citotóxicos podem reduzir a sua absorção.

Valproato de sódio- os citotóxicos podem reduzir a sua absorção.

 

Anti-histamínicos- administrados concomitantemente com a cisplatina podem mascarar os sintomas de ototoxicidade (como vertigens e zumbido).

 

Antihipertensores- usados em conjunto com a cisplatina podem provocar nefrotoxicidade.

 

Alopurinol, colquicina, probenecide ou sulfinpirazona- necessário ajuste das doses, pois a cisplatina induz aumento dos níveis de ácido úrico.

 

Fosfamida- administrada concomitantemente com cisplatina provoca aumento da excreção proteica.

 

Alumínio- a cisplatina interage com o alumínio originando um precipitado negro, por este fato agulhas, seringas, cateteres e dispositivos para administração IV, que contenham alumínio, não devem ser utilizados na administração de cisplatina.

Vacinas com vírus vivos- não devem ser administrados nos primeiros três meses após o tratamento com cisplatina.

 

Em solução aquosa(Uma solução aquosa é uma solução na qual o solvente é água. É normalmente mostrada em equações químicas com o subscrito- aq. A palavra aquoso refere-se a isto, ou dissolvido em água. Como água é um excelente solvente assim como naturalmente abundante, esta logicamente se tornou um solvente onipresente na química), a cisplatina reage com uma grande variedade de compostos químicos incluindo brometo, iodeto, bissulfito, etc.

 

Metabissulfito, usado como conservante em muitas formulações parenterais pode inativar rapidamente a cisplatina.

 

Por fim, conclui-se pelas seguintes contra-indicações: A cisplatina está Absolutamente contra-indicada: História de reação alérgica ou anafilática à cisplatina ou a quaisquer outros medicamentos contendo platina;  Os pacientes com história pessoal ou familiar de atopia apresentam um risco elevado de anafilaxia.

 

Em pacientes que já sofriam de asma ou condições relacionadas deve-se proceder à sua monitorização durante o tratamento.

 

Relativamente contraindicado (o risco/benefício deve ser ponderado quando existem os seguintes problemas de saúde):

 

Insuficiência renal, desidratação (é necessária a hidratação antes e depois da administração do medicamento para evitar uma insuficiência renal grave).

 

A dose cumulativa relacionada com a insuficiência renal é a dose máxima que limita a toxicidade da cisplatina. A incidência e a severidade aumentam com a dose total e com a duração do tratamento.


Mielossupressão. Durante o tratamento as concentrações de plaquetas e os leucócitos circulantes apresentam os valores mais baixos entre os dias 18 e 32 e a maioria dos pacientes começa a recuperar a partir do dia 39.

 

Leucopenia e trombocitopenia são mais pronunciadas depois de se usarem doses superiores a 50 mg/m2 de superfície corporal.

As doses subsequentes de cisplatina não devem ser administradas até a contagem de plaquetas ser superior a 100,000/mm3 e as contagens de leucócitos serem superiores a 4000/ mm3.

 

Hipoacúsia, surdez ou diminuição da capacidade auditiva. As crianças são particularmente sensíveis.

 

A cisplatina está especialmente contraindicada durante a gravidez e lactação. Excretado no leite. Contra-indicado durante a amamentação.

 

Neuropatia induzidas pela cisplatina. Podem ocorrer neuropatias periféricas durante a terapia com a cisplatina as quais são, geralmente, sensitivas e reversíveis. Em alguns casos estas tornam-se progressivas e irreversíveis. Este último tipo verifica-se após terapia prolongada (4 a 7 meses), nestes casos, geralmente é recomendada a cessação da terapia.

Precaução quando se pretende engravidar (quer no caso do homem quer no caso da mulher).

 

Precaução em casos de patologias neuromusculares.

 

Precaução quando administrado simultaneamente com agentes neurotóxicos.

 

Precaução quando administrado simultaneamente com agentes ototóxicos.

 

A cisplatina pode causar ototoxicidade, tinnitus, e diminuição da capacidade auditiva normal, a conversação deve ser usada como indicador. As crianças são particularmente sensíveis. A ototoxicidade induzida pela cisplatina é cumulative logo esta terapia é contra-indicada em pacientes em que existam problemas auditivos anteriores ao inicio da terapêutica.

 

Pacientes com perdas moderadas da capacidade auditiva devem ter as suas doses alteradas caso sejam sujeitos a terapia continuada.

Precaução em pediatria.

Precaução quando administrado em idosos.

 

Anemia. A cisplatina pode causar uma diminuição superior a 2% de hemoglobina durante os vários ciclos de terapia, o tratamento deve ser executado com o máximo de precaução.

 

Hipomagnesemia e hipocalemia. Como a cisplatina pode causar hipomagnesemia e hipocalcemia estas duas situções clínicas devem ser corrigidas antes do início da terapia.

 

Naúsea e vómito. A cisplatina produz náuseas e vómitos acentuados em quase todos os pacientes os quais podem ser controlados recorrendo a anti-eméticos. Contudo, se tais forem severos ou persistentes, uma redução ou descontinuação do tratamento podem ser necessárias.

 

Herpes zoster. Risco de infecção generalizada e severa.

 

Herpes zoster.  Risco de infecção generalizada e severa.

Cálculos renais de uratos ou risco de hiperuricémia.

 

Infecção.

 

Gota. A gota é uma doença reumatológica, inflamatória e metabólica, que cursa com hiperuricemia (elevação dos níveis de ácido úrico no sangue) e é resultante da deposição de cristais do ácido nos tecidos e articulações.

 

Deve ter-se especial atenção a pacientes que foram sujeitos previamente a citotóxicos ou radioterapia.  A quimioterapia combinada que inclui a cisplatina observa-se elevada incidência de anemia grave que requer transfusão de concentrados de células sanguíneas.

 

Chickenpox, existente ou recente (incluindo exposição recente).  A varicela é altamente contagiosa doença causada pelo principal infecção com o vírus da varicela zoster (VZV). Geralmente começa com um vesicular pele erupções principalmente no corpo e na cabeça, em vez de nos membros. A erupção se desenvolve em, matérias-coceira pockmarks , que em sua maioria curam sem cicatrizes. No exame, o observador normalmente encontra lesões de pele em várias fases de cicatrização e úlceras nas áreas da cavidade e da amígdala orais. A doença é mais comumente observada em crianças. A varicela é uma doença transmitida pelo ar , que se espalha facilmente através da tosse ou espirros de pessoas doentes ou através do contato direto com secreções da erupção cutânea. Uma pessoa com varicela é uma infecciosa para dois dias antes da erupção aparece.

 

Exames que recorram a contrastantes. Risco de nefropatia induzida pelos contrastantes (contrast-induced nephropathy –CIN).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Glossário Vinculativo.

 

1.     Aductos - Em biologia, um aducto é um complexo que se forma quando um composto químico se une a uma molécula biológica, como o DNA ou as proteínas. Os aductos de DNA são formas de DNA que resultam de uma exposição a carcinogénios, estes uma vez formados podem reparar-se. Isto significa que o DNA volta a apresentar a sua estrutura original, quando isto não acontece e o DNA sofre uma reparação ineficaz ocorre uma mutação. Os aductos de proteínas apesar de não terem efeitos biológicos adversos servem para quantificar a exposição a xenobióticos.

2.     Alelos - variantes do mesmo gene, ocupando o mesmo locus em cromossomas homólogos e governando as variantes na produção do mesmo produto génico.

3.     Anafilaxia - Reacção de hipersensibilidade aguda devido à exposição a um antigénio previamente encontrado. A reacção pode incluir urticária rapidamente progressiva, sofrimento respiratório, colapso vascular, choque sistémico e morte.

4.     Apoptose - Um dos dois mecanismos pelos quais ocorre a morte celular (o outro é o processo patológico da necrose). Apoptose é o mecanismo responsável pela eliminação fisiológica de células, parecendo ser intrinsecamente programado. É caracterizado por alterações morfológicas distintas no núcleo e no citoplasma, clivagem da cromatina em locais espaçados regularmente, e clivagem endonucleolítica do DNA genómico (fragmentação de DNA) em locais inter-nucleossómicos. Este modo de morte celular serve para equilibrar a mitose na regulação do tamanho dos tecidos animais e para mediar processos patológicos associados com o crescimento tumoral.

5.     Atopia - Anafilaxia localizada; compreende um grupo de doenças como asma brônquica, rinite alérgica, dermatite e alergias alimentares. São caracterizadas pela hiperprodução de imuglobolinas do tipo E.

6.     Cancro - doença em que as células anormais se dividem sem controlo, podendo invadir tecidos próximos, espalhar-se através da corrente sanguínea e do sistema linfático a outras regiões do organismo.

7.     Carcinoma - neoplasma maligno constituído por células epiteliais que tendem a infiltrar-se nos tecidos vizinhos e dar origens a metástases.

8.     Citocina - proteínas secretadas por leucócitos inflamatórios e por células não leucocíticas que agem como mediadores intercelulares. As citocinas diferem das hormonas clássicas no sentido de que elas são produzidas por vários tecidos ou tipos celulares e não por glândulas especializadas. Estas, geralmente, agem localmente de modo parácrino ou autócrino em vez de endócrino.

9.     Citotóxico - substâncias tóxicas para as células e que impedem o seu crescimento.

10.  Conversor catalítico - é um dispositivo usado para reduzir a toxicidade das emissões de motores de combustão interna.

11.  Efluente - é um resíduo líquido produzido pelos humanos e que contém normalmente água, fezes, urina e outros resíduos líquidos ou semilíquidos. Inclui resíduos líquidos domésticos, municipais ou de indústrias que são lançados no meio ambiente. Pode ser tratado ou não tratado.

12.  Eletroquimioterapia - nova modalidade no tratamento de tumores. Consiste na combinação de agentes quimioterapêuticos com pulsos elétricos locais, curtos e intensos. Os campos elétricos aplicados induzem e/ou ativam poros da membrana destabilizando-a transitoriamente e permitindo que aumente a entrada de fármaco na célula, bem como o reforço da sua atividade citotóxica. Esta modalidade terapêutica permite o uso de fármacos em doses mais baixas e a consequente redução de efeitos adversos. Esta técnica tem sido usada de forma eficaz em estudos pré-clínicos e clínicos independentemente do tipo histológico e da localização da neoplasia.

13.  Endoscopia - Trata-se de uma especialidade médica que se ocupa de obter imagens médicas utilizadas para o diagnóstico através de um endoscópio. O endoscópio é um aparelho que consta basicamente de uma fonte de luz e alguma forma de visualização da imagem.

14.  Hipoacúsia - termo geral para a perda geral ou parcial da capacidade de ouvir de um ou ambos os ouvidos.

15.  Imunogenicidade - propriedade que permite a uma substância induzir uma resposta imunológica detectável. A imunogenicidade de um antigénio pode ser avaliada pela detecção de anticorpos específicos contra o mesmo.

16.  Imunomodeladores - Substâncias biologicamente activas cujas actividades afectam ou desempenham um papel no funcionamento do sistema imune.

17.  Isómeros - compostos que apresentam a mesma formula química mas diferente forma estrutural.

18.  Lama - é o termo genérico para designar os sólidos separados de uma suspensão num líquido, por vários processos. Mais frequentemente, o termo refere-se aos resíduos sólidos extraídos num processo de tratamento de efluentes.

19.  Leucemia - doença maligna progressiva dos órgãos formadores de sangue, caracterizada por proliferação e desenvolvimento anormal dos leucócitos e dos seus precursores no sangue e na medula óssea. É classificada de acordo com o grau de diferenciação celular como aguda ou crónica (termos que já não se referem à duração da doença), e de acordo com o tipo predominante de célula comprometida como a mielogénica ou a linfocítica.

20.  Linfoma e mieloma múltiplo - são cancros que começam nas células do sistema imune.

21.  Lipossomal - administração em vesículas artificiais, simples ou multilamelares (preparadas a partir de lecitina ou outros lípidos), usadas para liberar uma variedade de moléculas ou complexos moleculares biológicos em células, por exemplo, liberação de drogas e transferência de genes. Usados também para estudar membranas e proteínas de membranas.

22.  Metástase - A transferência de uma neoplasia de um órgão ou parte do corpo para outro distante do local primário.

23.  Mielosupressão - diminuição na produção de eritrócitos, plaquetas, e de alguns glóbulos brancos pela medula óssea.

24.  Mutações - Qualquer transformação detectável e hereditária (não causada por segregação ou recombinação genética) ocorrida no material genético, se não for um factor letal dominante pode ser transmitida a células filhas e a gerações sucessivas.

25.  Neuroblastoma – cancro que aparece em células imaturas do nervo, afecta na maior parte crianças.

26.  Osteosarcoma – cancro do osso que afecta, geralmente, os ossos grandes do braço ou da perna. Ocorre, normalmente, em pessoas jovens e afecta mais indivíduos do sexo masculino. Também chamado sarcoma osteogénico.

27.  Propriedades oncolítica - capacidade de destruição de células tumorais.

28.  Quimioterapia - terapia baseada no uso de produtos químicos e antibióticos.

29.  Radiossensibilizantes - substâncias usadas para potenciar a eficácia da terapia radioactiva, na destruição das células indesejadas.

30.  Radioterapia - terapia baseada no uso de radiação ionizante e não-ionizante. Inclui o uso de terapia por radioisótopos.

31.  Replicação - Processo pelo qual as duas cadeias da dupla hélice de DNA se separam, permitindo que cada cadeia actue como um modelo para a síntese de uma nova cadeia complementar, através de emparelhamento de bases específicas.

32.  Sarcoma - cancro que começa no osso, na cartilagem, na gordura, no músculo, nos vasos sanguíneos, ou noutro tecido de conexão ou de suporte.

33.  Serendipismo - é um termo científico para designar o processo gradual de aquisição de conhecimento científico ou de resultados de investigadores ou inventores até se chegar a um resultado mais actualizado ou uma nova invenção.

34.  Sinal de Lhermitte - sensação semelhante a choque eléctrico que irradia da parte posterior da cabeça descendo até à espinha medula ficando o pescoço inclinado para a frente.

35.  Tinnitus - termo médico para ruídos da “audição” quando não há nenhuma fonte exterior de sons. Os ruídos que se ouvem podem ser fracos ou ruidosos.

36.  Transcrisão - processo de formação do RNA a partir do DNA. Esse RNA formado é o RNA mensageiro, que tem como função "informar" ao RNA transportador a ordem correcta dos aminoácidos a serem sintetizados em proteínas.

37.  Tumor - massa anormal de tecido que resulta duma divisão acelerada das células, ou do facto de não morrerem quando deviam. Os Tumores podem ser benignos (não cancerosos), ou malignos (cancerosos). Também chamado neoplasma.

38.  Ultrasons (ultrasonografia)- Visualização de estruturas profundas do corpo por meio do registro dos reflexos de ecos dos pulsos das ondas ultra sónicas direccionadas ao interior dos tecidos. A utilização de ultra-som para imagens ou fins diagnósticos aplica frequências que variam de 1,6 a 10 megahertz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Referência de Pesquisa Suplementar.

 

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RABIK, C. A. - DOLAN, M. E. - Molecular mechanisms of resistance and toxicity associated with platinating agents. Cancer Treatment Reviews. (2006).

 

 

 

 

Iconografia I53 - Vincristina.

 

Foto principal de VINCRISTINA INJETÁVEL 1MG - ZODIAC

 

Vincristina é um alcalóide encontrado em certas apocináceas relacionadas à vinca. A fórmula é C46H56N4O10.

 

Vinca L. é um gênero de ervas lenhosas da família das apocináceas.  Suas flores podem ser nas cores azuis, vermelhas ou amarelas.

 

Espécies:  Vinca difformis;  Vinca herbacea; Vinca major; Vinca minor.

Kodak kamera 029be.jpg

 

Lista de espécies.

 

1.      Vinca

2.      Vinca acutiflora

3.      Vinca alba

4.      Vinca balcanica

5.      Vinca balcanica 'Greta'

6.      Vinca bottae

7.      Vinca carpatica

8.      Vinca difformis

9.      Vinca difformis 'Greystone Form'

10.   Vinca difformis subsp. bicolor 'Jenny Pym'

11.   Vinca difformis subsp. sardoa

12.   Vinca difformis f. alba

13.   Vinca difformis f. variegato flore

14.   Vinca elegantissima

15.   Vinca ellipticifolia

16.   Vinca erecta

17.   Vinca foetida

18.   Vinca grandiflora

19.   Vinca gulielmi 'Waldemarii'

20.   Vinca haussknechtii

21.   Vinca herbacea

22.   Vinca humilis

23.   Vinca intermedia

24.   Vinca lancea

25.   Vinca libanotica

26.   Vinca lutea

27.   Vinca luteus

28.   Vinca major

29.   Vinca major 'Alba'

30.   Vinca major 'Caucasian Blue'

31.   Vinca major 'Darlington Star'

32.   Vinca major 'Dartington Star'

33.   Vinca major 'Elegantissima'

34.   Vinca major 'Jason Hill'

35.   Vinca major 'Maculata'

36.   Vinca major 'Marginata'

37.   Vinca major 'Oxford'

38.   Vinca major 'Oxyloba'

39.   Vinca major 'Reticulata'

40.   Vinca major 'Reticulatum'

41.   Vinca major 'Surrey Marble'

42.   Vinca major 'Variegata'

43.   Vinca major subsp. balcanica

44.   Vinca major subsp. hirsuta

45.   Vinca media

46.   Vinca minor

47.   Vinca minor 'Alba'

48.   Vinca minor 'Alba Variegata'

49.   Vinca minor 'Anna'

Vincristina é a substância ativa de um medicamento antineoplásico conhecido comercialmente como Oncovin. Esse medicamento de uso injetável é utilizado no tratamento de indivíduos com diferentes tipos de câncer entre eles leucemia, câncer de pulmão e de mama. Sua ação consiste em interferir no metabolismo dos aminoácidos e impedir a divisão celular, diminuindo a probabilidade do câncer se espalhar pelo organismo.

Indicações do Vincristina:  Leucemia; neuroblastoma; tumor de Wilms; Câncer de mama; câncer de pulmão; câncer de ovário; câncer cervical; câncer colorretal; linfoma de Hodgkin; sarcoma de Ewing; osteorssacoma; melanoma maligno; micose fungóide; tumor de ovário.

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Fórmula da vincristina.

 

Reações adversas: Muitas das reações adversas são inevitáveis e representam a ação farmacológica do medicamento; algumas delas, como a leucopenia e a trombocitopenia, são usadas como indicadores da eficácia da medicação. São de incidência mais freqüente: queda de cabelo, visão dupla e turva, dificuldade para andar, cefaléias, debilidade, constipação, edemas dos membros inferiores. São de incidência menos freqüente: enjôos, confusão, alucinações, anorexia, crises convulsivas, micção dolorosa ou difícil. Requerem atenção médica se persitirem ou são nocivos: distensão abdominal, diarréia, perda de peso, náuseas e vômitos, erupções cutâneas.

 

Precauções: É importante ingerir líquidos em abundância para aumentar a produção de urina a excreção do ácido úrico. Evitar as imunizações, salvo por indicação médica. Os efeitos secundários neurotóxicos podem ser mais freqüentes nos idosos. Nos pacientes com disfunção hepática pode ser necessário reduzir a dose. O aparecimento de nefropatia devido ao ácido úrico em pacientes com leucemia ou linfoma pode ser evitado em alguns casos administrando alopurinol. Pode-se alterar a incidência ou gravidade dos efeitos secundários, uma vez que a vincristina pode ser utilizada em associação com outros fármacos em protocolos distintos. Não se recomenda a sua utilização no primeiro trimestre da gravidez, nem no período de lactação. Pode produzir supressão gonadal com sintomas de amenorréia e azoospermia.

 

Interações: A vincristina aumenta as concentrações de ácido úrico, razão pela qual, em pacientes tratados com medicação antigotosa, pode ser necessário ajustar a dose (alopurinol, colchicina e probenecida). O uso simultâneo de asparaginase pode provocar neurotoxicidade aditiva. A administração com doxorrubicina e prednisona pode produzir mielossupressão. Os medicamentos que causam depressão da medula óssea, a radioterapia e os fármacos que produzem discrasias sangüíneas, podem aumentar os efeitos depressores sobre a medula óssea.

 

Contraindicações: Herpes zoster, varicela existente ou recente. A relação risco-benefício deve ser avaliada na presença de antecedentes de gota, disfunção hepática, leucopenia, doença neuromuscular.

 

Vigilância por parte dos profissionais da farmacologia clínica.

 

Droga ineficaz contra câncer leva juiz a manter condenação do Laboratório Eli Lilly, e este terá de ressarcir pais cujos filhos morreram durante tratamento.

Segundo nota jornalísitca(Noticias.r7, de publicado em 17/02/2012)…

 

Nove famílias que processam o laboratório farmacêutico Eli Lilly do Brasil desde a década de 1980 conseguiram mais uma vitória na Justiça. O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região em São Paulo negou recurso apresentado pela empresa e manteve a sentença que obriga o laboratório a ressarcir os pais cujos filhos morreram durante tratamento de câncer. Eles foram tratados com lotes ineficazes do medicamento Oncovin. Diz o magistrado: "Eu, como juiz, me impressiono, e muito, com a morte dessas crianças. Tenho convicção da responsabilidade do laboratório nesses óbitos"... Juiz federal Leonel Ferreira(A sentença, é de novembro de 2011). Os valores da indenização não foram definidos, pois a sentença prevê que as pessoas que se sentiram lesadas devem entrar com processos individuais.  A ação foi movida pelo Ministério Público Federal após a oncologista Sílvia Brandalise - que era chefe do Serviço de Hematologia e Oncologia do Departamento de Pediatria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - denunciar à Associação Paulista de Medicina reduções substanciais do princípio ativo vincristina na composição de dois lotes do Oncovin. O medicamento, comprado pela extinta Central de Medicamentos (Ceme) para o SUS, foi usado entre setembro e dezembro de 1983 - época em que os pacientes tinham entre 3 e 5 anos. A cientista Dra. Sílvia ainda chefia o serviço da Unicamp e também preside o Centro Infantil Boldrini, em Campinas, referência no tratamento de câncer infantil. Segundo a oncologista, o medicamento, usado nas quatro primeiras semanas do tratamento da leucemia linfoide aguda, promove um índice de remissão de 96%. "Nessas crianças, a taxa variou de 20% a zero", afirmou. Quando identificou os resultados dos tratamentos, a profissional Sílvia pediu a interdição do uso das três medicações utilizadas (corticoide, Daunoblastina e Oncovin) e levou amostras para testes em institutos no Brasil e no exterior: "Compramos as medicações do mercado, de outros lotes, para continuar o tratamento, mas fui investigar o que tinha ocorrido".  Um laudo do St. Jude Children's Research Hospital, reconhecido pelo tratamento de câncer infantil nos EUA, apontou menos de 1% do princípio ativo nas amostras de Oncovin. Outro laudo, do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, também mostrou redução substancial do princípio ativo.  A oncologista levou os documentos às Associações Brasileira e Paulista de Medicina, ao Ministério Público Federal, ao Ministério da Saúde e à reitoria da Unicamp. Além dos resultados internacionais, foram elaborados laudo e contraprovas pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz. Foi constada a ineficácia dos lotes do medicamento distribuídos à Ceme. O Ministério da Saúde suspendeu sua comercialização em 1984. A ação contra o laboratório foi movida em 1986 e em março de 2000 a Justiça Federal julgou o caso em primeira instância, condenando a empresa ao ressarcimento. Em 2001, o laboratório recorreu. Os autos chegaram à Procuradoria Regional da República em 2011. Em agosto, o procurador Walter Claudius Rothengurg emitiu seu parecer, contra a Lilly - que sustentava não ter ocorrido alteração na composição do medicamento.  O procurador, porém, aponta em seu parecer que "o laudo do Instituto Adolfo Lutz - de que o réu tenta se valer para isentar-se de responsabilidade - revela-se inconclusivo". A análise constatou "a presença da vincristina sem, contudo, pronunciar-se sobre sua potencialidade". Em novembro, o tribunal acompanhou o parecer do procurador e negou recurso à empresa.

 

Iconografia I54 - Etoposide.

http://www.clinicalpharmacology.com/apps/images/photo_us_h/051/etop500a.jpghttps://healthy.kaiserpermanente.org/static/drugency/images/APP01040.JPG

Fosfato de etoposido ou etoposida usado para retardar tumores. É um inibidor da enzima topoisomerase II. É usado como forma de quimioterapia para doenças malignas como o sarcoma de Ewing, câncer de pulmão, câncer testicular, linfoma, leucemia não-linfocítica e glioblastoma multiforme. É geralmente administrado em combinação com outros medicamentos e sob a via intravenosa. Também é usado às vezes em um regime preparatório antes de um transplante de medula óssea ou transplante de células tronco sanguíneas(Goodman & Gilman. As bases farmacológicas da terapêutica. [tradução da 10. ed. original, Carla de Melo Vorsatz. et al] Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2005)

 

Os tumores, como já é de conhecimento é um conjunto de de massa anormal de tecido, como um resultado do crescimento anormal ou divisão de células. Antes do crescimento anormal (neoplasia), as células frequentemente sofrem um padrão anormal de crescimento, tais como a metaplasia ou a displasia.

 

As neoplasias malignas - Danos ao DNA: Os danos ao DNA são considerados a causa subjacente principal de neoplasmas malignos, conhecidos como cânceres. O dano ao DNA é muito comum e ocorre naturalmente (principalmente devido ao metabolismo celular e as propriedades dos DNA em água à temperatura do corpo) a uma taxa superior a 60.000 novos danos, em média, para cada célula humana, por dia. Danos adicionais de DNA podem resultar da exposição a agentes exógenos. A fumaça do tabaco por exemplo, provoca o aumento de danos exógenos ao DNA e esses danos são a causa provável do câncer de pulmão devido ao tabagismo, por exemplo(Cooper GM. Elements of human cancer. Boston: Jones and Bartlett. Publishers, 1992. 16 pp. ISBN 978-0-86720-191-8;   Curtis D. Klaassen. Fundamentos em Toxicologia de Casarett e Doull (Lange). McGraw Hill Brasil; ISBN 978-85-8055-132-7. p. 110; ABRAMS, Gerald. Neoplasia I, Acessado em 16 de novembro de 2014; Bernstein C, Prasad AR Nfonsam V, Bernstei H. New Research Directions in DNA Repair. [S.l.: s.n.], 2013. 413–65 pp. ISBN 978-953-51-1114-6; Bernstein, Carol (14/11/2014); DNA Damage and Cancer SciTopics. Visitado em 24/09/2014; Cunningham FH, Fiebelkorn S, Johnson M, Meredith C(November 2011). "A novel application of the Margin of Exposure approach: segregation of tobacco smoke toxicants". Food Chem. Toxicol. 49 (11): 2921–33. DOI:10.1016/j.fct.2011.07.019. PMID 21802474).

 

A topoisomerase ou DNA topoisomerase é uma enzima(Enzimas são um grupo de substâncias orgânicas de natureza normalmente protéica) que desempenha importante papel nos processos de replicação(A replicação é o processo de duplicação de uma molécula de DNA de dupla cadeia - hélice. Os mecanismos de replicação dos procariotos e eucariotos não são idênticos. Como cada cadeia de DNA contém a mesma informação genética, qualquer uma delas podem servir como molde. Por isso a replicação do DNA é dita semi-conservativa. Figura A1) e empacotamento de DNA. Podemos entender como sendo uma nuclease reversível. Ela catalisa uma quebra nas moléculas de DNA, mas usa ligações covalentes para segurar as moléculas de DNA que foram quebradas. Existem dois tipos de topoisomerases, são elas:  Topoisomerase I e II.  Interessa aqui  a topoisomerase II.

 

Topoisomerase II produz quebras nas duas cadeias do DNA. Ela quebra as duas cadeias de DNA ao mesmo tempo e pode introduzir ou retirar superespiras, duas de cada vez, em um mecanismo que é dependente de ATP(Trifosfato de adenosina, adenosina trifosfato ou simplesmente ATP, é um nucleotídeo responsável pelo armazenamento de energia em suas ligações químicas. É constituída por adenosina, um nucleosídeo, associado a três radicais fosfato conectados em cadeia. A energia é armazenada nas ligações entre os fosfatos). Ela corta as duas cadeias de DNA, prendem-se às extremidades através de ligações covalentes, passa a dupla cadeia através do corte e sela a quebra(Törnroth-Horsefield S, Neutze R. (December 2008). "Opening and closing the metabolite gate". Proc. Natl. Acad. Sci. U.S.A. 105 (50): 19565–6. DOI:10.1073/pnas.0810654106. PMID 19073922; Alberts, B.. Molecular Biology of the Cell. [S.l.]: Garland Science, 2008. 278 pp. ISBN 0-8153-4105-9; Imperfect DNA replication results in mutations. Berg JM, Tymoczko JL, Stryer L, Clarke ND. Biochemistry. [S.l.]: W.H. Freeman and Company, 2002. ISBN 0-7167-3051-0; Alberts B, Johnson A, Lewis J, Raff M, Roberts K, Walter P. Molecular Biology of the Cell. [S.l.]: Garland Science, 2002. ISBN 0-8153-3218-1; Berg JM, Tymoczko JL, Stryer L, Clarke ND. Biochemistry. [S.l.]: W.H. Freeman and Company, 2002. ISBN 0-7167-3051-0).

 

O sarcoma de Ewing é uma forma de tumor ósseo maligno (câncer nos ossos) que atinge principalmente crianças e adolescentes, sendo o principal tumor ósseo maligno primário na primeira década de vida. É mais frequente em meninos brancos entre 5 e 25 anos,sendo muito raro entre negros e asiáticos, bem como em adultos.  O risco de metástase é grande. Ao momento do diagnóstico, 25% dos pacientes já têm uma disseminação metastática (40% nos pulmões, 30% nos ossos, em especial na coluna vertebral, e 10% na medula óssea). Os ossos mais afetados geralmente são os ossos longos (como o fêmur, a tíbia e o úmero) e a pelve. O tratamento se dá com remoção cirúrgica, quimioterapia e radioterapia. A sobrevida em 5 anos é de cerca de 75%.

V. Figuras A2 e A3.

 

Entendemos que as causas do sarcoma de Ewing é o resultado de uma translocação entre os cromossomos 11 e 22, que fusionam o gene EWS do cromossomo 22 com o gene FLI1 do cromossomo 11. O EWS/FLI funciona como o regulador principal. Outras translocações possíveis são em t(21;22) e t(7;22).

 

O tratamento  em todas as circunstâncias, consiste em quimioterapia, geralmente incluindo drogas como aifosfamida e a doxorrubicina, a fim de evitar o risco de desenvolvimento do tumor por metástase. Caso seja possível detectar a localização do tumor, é realizada uma cirurgia. No caso de não haver necrose total das células, geralmente inclui-se também a radioterapia.

 

Chances de cura: A sobrevivência depois desse tipo de câncer sem reincidência varia entre 65% a 70% dos casos. Para os pacientes que apresentam metástase, o grau de sobrevivência é entre 25% a 30%(Owen LA, Kowalewski AA, Lessnick SL. (2008). "EWS/FLI mediates transcriptional repression via NKX2.2 during oncogenic transformation in Ewing sarcoma". PLoS ONE 3 (4): e1965. DOI:10.1371/journal.pone.0001965. PMID 18414662; Sorensen PH, Lessnick SL, Lopez-Terrada D, Liu XF, Triche TJ, Denny CT. (fevereiro 1994). "A second Ewing's sarcoma translocation, t(21;22), fuses the EWS gene to another ETS-family transcription factor, ERG". Nat. Genet. 6 (2): 146–51. DOI:10.1038/ng0294-146. PMID 8162068; Jeon IS, Davis JN, Braun BS, et al.. (março 1995). "A variant Ewing's sarcoma translocation (7;22) fuses the EWS gene to the ETS gene ETV1". Oncogene 10 (6): 1229–34. PMID 7700648. Bernstein M, Kovar H, Paulussen M, et al.. (maio 2006). "Ewing sarcoma family of tumors: current management". Oncologist 11 (5): 503–19. DOI:10.1634/theoncologist.11-5-503. PMID 16720851; synd/2367 em Who Named It?; J. Ewing. Diffuse endothelioma of bone. Proceedings of the New York Pathological Society, 1921, 17-24)

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/08/Dna-split.pngFigura A1. Clássico esquema da replicação, demonstrando o modelo de replicação semi-conservativo. Omitidas as enzimas que participam do processo.

 

 

Figura A2.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a3/Ewing%27s_sarcoma_MRI_nci-vol-1832-300.jpg/220px-Ewing%27s_sarcoma_MRI_nci-vol-1832-300.jpg

Corte de ressonância magnética mostrando um sarcoma de Ewing no quadril esquerdo (área branca mostrada à direita). Na radiografia convencional, a apresentação óssea mais comum é uma lesão lítica com zona de transição e com reação do periósteo. A ressonância magnética deve ser usada rotineiramente para avaliação dos tumores malignos. Ela irá mostrar a extensão no osso e tecido mole e relacionar o tumor a outras estruturas anatômicas próximas (como vasos, por exemplo). O contraste com gadolínio não é necessário já que ele não fornece informações adicionais em comparação com estudos não contrastados. No entanto, alguns estudos atuais sugerem que uma ressonância magnética com contraste pode ajudar a determinar a quantidade de necrose no interior do tumor, ajudando a determinar a resposta ao tratamento antes da cirurgia.

 

Figura A3.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3e/Ewing_sarcoma_tibia_child.jpgRaio-X de uma criança com sarcoma de Ewing na tíbia.

 

O medicamento Etoposido deve ser administrado sob a supervisão de um médico qualificado, com experiência no uso de agentes quimioterápicos. Pode ocorrer mielossupressão severa, com infecção e sangramento resultantes.

 

O medicamento Etoposido se apresenta como Ampolas contendo 100 mg de Etoposido em 5 ml de solução aquosa para administração exclusivamente intravenosa por infusão.

A embalagem contém 10 ampolas.

 

O Etoposido é composto - Cada 1 ml de solução injetável I.V. contém:

Etoposido.............................................. 20 mg

Veículo q.s.p..................... ....................   1 ml

 

ETOPOSIDO é indicado para o tratamento paliativo e/ou adjuvante das neoplasias embrionárias de testículo, da neoplasia de pulmão de pequenas células, dos linfomas Hodgkin e não-Hodgkin, das leucemias agudas e de outras moléstias neoplásicas. Podem ocorrer reações desagradáveis como: náuseas, vômitos, queda de cabelo, queda de pressão arterial, problemas sangüíneos, formigamento nas extremidades e reações do tipo alérgico.

O Etoposido é um derivado semi-sintético da podofilotoxina, pouco hidrossolúvel. Este fármaco, em baixas concentrações (0,3 a 10 mg/ml), inibe a entrada na prófase das células neoplásicas, muito provavelmente por ação sobre a topoisomerase II. Em altas concentrações (10 mg/ml ou mais), observa-se a lise de células entrando na mitose. O efeito macromolecular predominante parece ser a inibição da síntese de DNA. Após administração oral, verifica-se uma rápida absorção (de meia a duas horas). A distribuição no líquor é variável e fraca; o Etoposido se distribui preferencialmente no fígado, rins, cérebro, coração e intestinos. O fármaco é caracterizado por um processo bifásico, com uma meia-vida de distribuição de aproximadamente 1,5 horas e meia-vida de eliminação terminal entre 4 a 11 horas, após administração intravenosa. Os valores de clearance corporal encontram-se numa faixa de valores que varia de 33 a 48 ml/min ou 16 a 36 ml/min/m².Aproximadamente 94% do produto acoplam-se às proteínas plasmáticas. Etoposido não se acumula no plasma com administração diária de 100 mg/m², durante 4 a 5 dias. Após perfusão I.V., sua eliminação urinária é da ordem de 42 a 67%, dos quais 8 a 35% de forma inalterada; sua eliminação fecal é da ordem de 0 a 16%. Em crianças 55% da dose é eliminada na urina em 24 horas. O clearance renal médio vai de 7 a 10 ml/min/m². O valor médio da biodisponibilidade da cápsula oral é de aproximadamente 50% (varia de 25 a 75%). A depuração do Etoposido é mais ou menos o mesmo do da creatinina, havendo necessidade de ajuste da posologia em caso de insuficiência renal. Não há alterações da excreção frente à insuficiência hepática.

 

Reações Adversas do Etoposido.

 

Toxicidade hematológica: mielossupressão, com nadir granulocitário ocorrendo em 7 a 14 dias e nadir plaquetário ocorrendo em 9 a 16 dias após administração da droga. A recuperação da medula óssea ocorre em aproximadamente 20 dias. A ocorrência de leucemia aguda, com ou sem uma fase pré-leucocitária, tém sido relatada em poucos casos, em terapia associada. Leucopenia, trombocitopenia e anemia reversíveis.

 

Toxicidade gastrintestinal: náusea e vômito, que podem ser controlados com terapia antiemética.São mais freqüentes com terapia oral. Podem também ocorrer anorexia, diarréia e estomatite.

 

Hipotensão: ocorre hipotensão arterial em caso de injeção I.V. muito rápida; não está associada com toxicidade cardíaca ou alterações eletrocardiograficas.

 

Reações alérgicas: podem ocorrer reações do tipo anafiláticas, caracterizadas por febre, taquicardia, hipertensão, broncoespasmo, dispnéia e/ou hipotensão. Essas reações, contudo, podem ser fatais. As vezes ocorrem tosse, diaforese, cianose, laringoespasmo, dor nas costas e/ou perda de consciência, além de hipersensibilidade associada a apnéia. Raros casos de anafilaxia broncopulmonar (2% dos casos).

 

 

 

Alopecia reversível.

 

Outras toxicidades: parestesias periféricas, febre, pigmentação, dor abdominal, constipação, disfagia, cegueira cortical transitória e neurite ótica, toxicidade hepática e acidose (em pacientes recebendo doses maiores que as recomendadas), neurotoxicidade periférica.

 

Posologia do Etoposido.

 

Via parenteral (I.V.): O ETOPOSIDO deve ser administrado na dose de uma ampola diluída em 250 ml de soro glicosado ou fisiológico, para perfusão de aproximadamente 2 horas de duração. A dose é de 50 a 100 mg/m² nas 24 horas, durante 1 a 5 dias, conforme o protocolo utilizado.

 

Os cursos de terapia só devem ser repetidos após intervalos de 3 a 4 semanas, após recuperação completa de qualquer toxicidade.

 

A dosagem e via de administração devem ser ajustadas levando-se em conta a mielossupressão, os efeitos de outras drogas usadas em combinação ou os efeitos de quimioterapia e radioterapia anterior, que podem ter comprometido a reserva da medula óssea.

 

Ao manipular a solução, recomenda-se o uso de luvas. Se ocorrer contato da solução com a pele ou mucosa, deve-se lavar a região com água e sabão.

 

ATENÇÃO: Nunca injetar-se diretamente o ETOPOSIDO na veia (sempre por infusão).

 

Conduta na Superdosagem do Etoposido

 

Não são conhecidos antídotos específicos para o etoposide. Sabe-se que esta droga não é dialisável.

 

 

 

 

 

 

Bibliografia Suplementar.

 

Atienza DM, Vogel CL, Trock B, Swain SM. Phase II study of oral etoposide for patients with advanced breast cancer. Cancer. 1995;76(12):2485-90.; Bergh J, Jönsson PE, Glimelius B, Nygren P; SBU-group. Swedish Council of Technology Assessment in Health Care. A systematic overview of chemotherapy effects in breast cancer. Acta Oncol. 2001;40(2-3):253-81; Carrick S, Parker S, Wilcken N, Ghersi D, Marzo M, Simes J. Single agent versus combination chemotherapy for metastatic breast cancer. Cochrane Database Syst Rev. 2005;(2):CD003372.; Falkson G, Gelman R, Pandya K, Osborne CK, Tormey D, Cummings FJ, et al. Eastern Cooperative Oncology Group randomized trials of observation versus maintenance therapy for patients with metastatic breast cancer in complete remission following induction treatment. J Clin Oncol. 1998;16(5):1669-76.; Gonzalez-Angulo AM, Morales-Vasquez F, Hortobagyi GN. Overview of resistance to systemic therapy in patients with breast cancer. Adv Exp Med Biol. 2007;608:1-2.; Perez EA, Lerzo G, Pivot X, Thomas E, Vahdat L, Bosserman L, et al. Efficacy and safety of ixabepilone (BMS-247550) in a phase II study of patients with advanced breast câncer resistant to an anthracycline, a taxane, and capecitabine. J Clin Oncol. 2007;25(23):3407-14. Epub 2007 Jul 2.; Miller KD, Wang M, Gralow J, Dickler M, Cobleigh M, Perez EA, et al. Paclitaxel plus bevacizumab versus paclitaxel alone for metastatic breast cancer. N Engl J Med. 2007;357(26):2666-76. Comment in: N Engl J Med. 2008. Apr 10;358(15):1637; author reply 1637-8. N Engl J Med. 2008 Apr 10;358(15):1637; author reply 1637-8.; Olver IN. Trastuzumab as the lead monoclonal antibody in advanced breast cancer: choosing which patient and when. Future Oncol. 2008;4(1):125-31.; Geyer CE, Forster J, Lindquist D, Chan S, Romieu CG, Pienkowski T, et al. Lapatinib plus capecitabine for HER2- positive advanced breast cancer. N Engl J Med. 2006;355(26):2733-43. Erratum in: N Engl J Med. 2007;356(14):1487. Comment in: N Engl J Med. 2006;355(26):2783-5. N Engl J Med. 2007;356(14):1471; author reply 1471-2. Nat Clin Pract Oncol. 2007;4(7):398-9.; Martin M, Lluch A, Casado A, Santabárbara P, Adrover E, Valverde JJ, et al. Clinical activity of oral etoposide in previously treated metastatic breast cancer. J Clin. Oncol. 1994;12(5):986-91. Comment in: J Clin Oncol. 1994;12(10):2235.; Pusztai L, Walters RS, Valero V, Theriault RL, Hortobagyi GN. Daily oral etoposide in patients with heavily pretreated metastatic breast cancer. Am J Clin Oncol. 1998;21(5):442-6.;  Schwartsmann G, Sprinz E, Kromfield M, Kalakun L, Sander E, Prolla G, et al. Clinical and pharmacokinetic study of oral etoposide in patients with AIDS-related Kaposi's sarcoma with no prior exposure to cytotoxic therapy. J Clin Oncol. 1997;15(5):2118-24. Sprinz E, Caldas AP, Mans DR, Cancela A, DiLeone L, Dalla Costa T, et al. Fractionated doses of oral etoposide in the treatment of patients with aids-related kaposi sarcoma: a clinical and pharmacologic study to improve therapeutic index. Am J Clin Oncol. 2001;24(2):177-84; Saphner T, Weller EA, Tormey DC, Pandya KJ, Falkson CI, Stewart J, et al. 21-day oral etoposide for metastatic breast cancer: a phase II study and review of the literature. Am J Clin Oncol. 2000;23(3):258-62.; Neskovic-Konstantinovic ZB, Bosnjak SM, Radulovic SS, Mitrovic LB. Daily oral etoposide in metastatic breast cancer. Anticancer Drugs. 1996;7(5):543-7.; Gregianin LJ, Brunetto AL, Di Leone L, Costa TD, Santos PP, Schwartsmann G. Clinical and pharmacokinetic study of fractionated doses of oral etoposide in pediatric patients with advanced malignancies. Med Sci Monit. 2002;8(9):PI70-7.

 

Iconografia I55 - Teniposido.

 

Iconografia I56 - Ciclofosfamida.

 

Iconografia I57 - Doxorrubicina.

Cloridrato de Doxorrubicina. Princípio ativo: cloridrato de doxorrubicina. Na comercialização, também na forma de Medicamento genérico de adriblastina rd.  Necessita de receita.  Branca comum. Indicações: - Tratamento dos sintomas associados à enfermidades alérgicas, como: rinite alérgica sazonal. Contra-Indicações: - Hipersensibilidade à fórmula. Interação: - Alimentos podem diminuir a velocidade de absorção da levocetirizina. Posologia: Uso Oral Leia mais. Classe Terapêutica: Antialérgico. Categorias: Câncer, Outros.

 

Custo médio DOXORRUBICINA 50MG. RUBIDOX. de: R$ 195.92. Por: R$ 154,40.

 

Nota complementar.

 

Descrição do produto.

Lista de produtos da categoria: Medicamentos Especiais.

 

DOXORRUBICINA 50MG – RUBIDOX.

O medicamento Doxorrubicina (Rubidox) é um antibiótico utilizado como quimioterápico (medicamento frequente para o tratamento de neoplasias) com atuação nas células tumorais, abrandando sua propagação e intervindo nas suas funções. O medicamento Doxorrubicina (Rubidox) é comumente usado no tratamento de leucemia linfoblástica aguda.

 

A Leucemia linfoblástica aguda é um tipo de leucemia, ou câncer das células brancas do sangue, marcada pelo excesso de linfoblastos. Os glóbulos brancos imaturos malignos multiplicam-se de forma sucessiva e em exagero na medula óssea. Leucemia linfoblástica aguda causa danos e morte por efeito de exclusão das células normais na medula óssea, e por infiltrar outros órgãos. Leucemia linfoblástica aguda é mais corriqueiro em crianças, especialmente entre os dois e cinco anos de idade, e também na velhice(recapitulando. Ver abordagem anterior).

 

Doxorrubicina (Rubidox) – indicação.

O medicamento Doxorrubicina (Rubidox) tem sido indicado para o tratamento das seguintes condições:

 

1.      Tratamento de leucemialinfoblástica aguda, com ressalva para a leucemia linfoblástica aguda infantil de baixo risco.

2.      Tratamento de leucemia mieloblástica aguda.

3.      Tratamento de tumor de Wilms.

4.      Tratamento de sarcoma de Ewing.

5.      Tratamento de neuroblastoma.

6.      Tratamento de sarcomas dos tecidos moles e de ossos.

7.      Tratamento de carcinoma de mama, carcinoma de ovário, carcinoma avançado do endométrio, carcinoma das células de transição da bexiga, carcinoma da tireoide.

8.      Tratamento de linfomas do tipo Hodgkin e não-Hodgkin.

O medicamento Doxorrubicina (Rubidox) também demonstrou bons resultados na terapia de segunda linha em câncer testicular refratário e carcinomas de cabeça e pescoço.

 

Doxorrubicina (Rubidox) – contraindicação.

 

1.      medicamento Doxorrubicina (Rubidox) é contraindicado para pessoas que são hipersensíveis à doxorrubicina, outras antraciclinas, antracenedionas (antineoplásicos).

2.      Também é contraindicado nos seguintes casos:

3.      Contraindicado em mielossupressão persistente (diminuição da função da medula óssea).

4.      Contraindicado em uso Intravenoso (dentro de uma veia).

5.      Contraindicado em insuficiência hepática grave (prejuízo grave da função do fígado).

6.      Contraindicado em insuficiência cardíaca grave (incapacidade do coração de bombear emabundânciao fluxo apropriado de sangue).

7.      Contraindicado em infarto do miocárdio recente (morte das células do músculo cardíaco devido à diminuição da quantidade de sangue/oxigênio).

8.      Contraindicado em arritmias graves (alteração no ritmo dos batimentos do coração).

9.      Contraindicado em tratamento prévio com doses máximas cumulativas de antineoplásicos como doxorrubicina, daunorrubicina, epirrubicina, idarrubicina e/ou outras antraciclinas ou antracenedionas.

 

 

 

 

 

 

 

 

Nota Direito à Saúde.

 

583.00.2010.203175-2/000000-000 - nº ordem 2127/2010 - Procedimento Ordinário (em geral) - ANGELA MARIA BRIGHENTI X SUL AMERICA SEGURO SAÚDE S.A - Fls. 278-284 - Autos: 583.00.2010.203175-2 Autora: Ângela Maria Brighenti Ré: Sul América Seguro Saúde Ltda.

Vistos. I. Cuida-se de ação de obrigação de fazer cumulada com pedido de antecipação de tutela ajuizada por ÂNGELA MARIA BRIGHENTI em face de SUL AMÉRICA SEGURO SAÚDE LTDA. Segundo a inicial, as partes mantêm Contrato de Plano de Saúde, porém, em janeiro de 2006, foi diagnosticada a presença de carcinoma mamário lobular invasivo, razão pela qual a autora foi submetida a tratamentos médicos, inclusive quimioterapia e radioterapia, os quais foram cobertos integralmente pela ré. Ocorre que, após a realização de diversos tipos de tratamento, o médico da autora determinou a realização de sessão de quimioembolização, com a utilização do medicamento Doxorrubicina em infusão intrarterial, o que, indevidamente, foi negada cobertura pela ré. Afirma que a conduta da ré é abusiva, pois se trata de tratamento ligado ao ato cirúrgico coberto pela ré, com o uso de medicamento devidamente registrado perante a ANVISA. Assim, requer a condenação da ré a pagar o montante total de R$ 81.878,25, referente ao tratamento médico indicado com a utilização do medicamento ?Doxorrubicina?. Com a inicial, a autora juntou os documentos de fls. 22/78. Tutela antecipada deferida a fls. 79/80. A ré, devidamente citada, apresentou contestação a fls. 107/125. Afirma, em síntese, que não agiu com abusividade, pois a recusa de cobertura é devida, uma vez que se trata de medicamento experimental, ainda não aprovado pela ANVISA. O contrato de plano de saúde é expresso em excluir a cobertura de medicamentos experimentais. Réplica a fls. 165/171. É o relatório. D E C I D O. II. Procedo ao julgamento antecipado da lide, nos termos do artigo330, I, do Código de Processo Civil, tendo em vista a desnecessidade de produção de provas em audiência. Não restam dúvidas que a autora, portadora de câncer de mama, é beneficiária de Plano de Saúde junto à ré desde 2006, o qual prevê a cobertura das despesas com tratamento da referida doença. Ademais, também não restam dúvidas que a ré não autorizou a utilização do medicamento ?Doxorrubicina? prescrito pelo médico da autora para a continuidade do tratamento da doença da autora. A ação é procedente. Como se sabe, os contratos de plano de saúde estão submetidos às regras e princípios estabelecidos no Código de Defesa do Consumidor. Com efeito, o Contrato de Prestação de Assistência à Saúde de fls. 126/144, firmado entre as partes, prevê a cobertura de tratamento de câncer de mama, o que inclui a cobertura de todos os procedimentos e medicamentos indispensáveis a sua realização. Nesse sentido, o relatório médico firmado pela Dra. KELLY CRISTINE CARVALHO, CRM 123.472, foi inciso e bem esclarecedor, afirmando a necessidade de realização de sessão de quimioembolização, com a utilização do medicamento ?Doxorrubicina?: ?Tendo em vista as diversas internações e visitas ao Pronto Socorro associadas ao quadro álgico determinado pela lesão hepática, foi solicitado procedimento local com quimioembolização, utilizando, para isso, a Doxorrubicina em infusão arterial. Após procedimento houve melhora importante das crises álgicas e redução do número de internações? (fls. 53). Não obstante a indicação médica e a previsão contratual de cobertura de tratamento de câncer de mama, a ré negou cobertura do medicamento prescrito, ?Doxorrubicina?, sob alegação de que este não se encontra devidamente registrado perante a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), tratando-se de medicamento off label, ou seja, experimental. Sem razão, contudo. Com efeito, diferentemente do que alegou a ré, o medicamento ?Doxorrubicina? está devidamente registrado perante a ANVISA, conforme informado por esta mesma Autarquia (ver e-mails de fls. 54/57) e consulta realizada pelo site da ANVISA - www.anvisa.gov.br (ver fls. 58/60), não sendo aplicável, portanto, a previsão contratual que exclui a cobertura de medicamentos não registrados. Sobre esse tema, veja esclarecedor precedente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: ?PLANO DE SAÚDE AÇÃO COMINATÓRIA Procedência Recusa da seguradora no custeio do tratamento quimioterápico do autor (exame PET/CT e fornecimento dos medicamentos carboplatina, paclitaxel e bevacizumabe) - Descabimento - Exclusão invocada que contraria a finalidade do contrato e representa abusividade que afronta ao CDC - Contrato que, ademais, prevê cobertura para quimioterapia - Cobertura securitária que deve abranger drogas inovadoras - Necessidade do paciente incontroversa (portador de neoplasia maligna de próstata) - Medicamentos registrados na ANVISA e comercializados no País? (Apelação nº 0023428-65.2010.8.26.0000, 8ª Câmara de Direito Privado, 19-10-2011, rel. Des. Salles Rossi). E mais: ?Ação pretendendo obrigar a ré a fornecer cobertura integral ao tratamento quimioterápico com os medicamentos sugeridos pela médica da paciente autora e com a realização de exames (pet scan) destinados a avaliar a evolução do tratamento - recusa da operadora sob o argumento de os medicamentos são off label, ou seja, não possuem registro específico para o tratamento do câncer da autora, aprovado pela ANV1SA, e o exame não se inclui no rol de coberturas obriga tórias da Resolução 167 da ANS - os medicamentos já se encontram registrados junto à ANVISA e seu uso foi indicado pela médica responsável pelo tratamento, embasada em literatura médica não impugnada pela ré - a eficiência do tratamento com os medicamentos não foi questionada - ré nada demonstrou especificamente com relação ao alegado caráter experimental dos medicamentos em questão - o tratamento quimioterápico tem cobertura obrigatória de acordo com o artigo 14 da Resolução Normativa 167, não havendo que se falar, portanto, em desequilíbrio contratual - a falta de aprovação específica da ANVISA para o câncer da autora não pode se impor à constatação de que tais medicamentos são efetivamente utilizados para o tratamento do câncer e foram apontados, pela médica da autora, como a melhor opção para o seu tratamento (Apelação nº 0130413-83.2009.8.26.0100, 8ª Câmara de Direito Privado, j. 14-12-2010, rel. Des. João Carlos Garcia). Nessa senda, tratando-se de medicamento devidamente registrado na ANVISA, destinado ao tratamento quimioterápico (o qual está abarcado pelo contrato de plano de saúde), prescrito pelo médico, Dra. Kelly Cristine Carvalho, CRM 123.472 (cf. relatório médico de fls. 53), a negativa de cobertura se mostra abusiva. Além de descumprir o contrato (pois não se trata de medicamento em fase experimental) a conduta da ré não pode ser aceita, porquanto em desacordo com o princípio da boa-fé objetiva. Realmente, agindo a ré sem o lastro efetivo do contrato, em última análise, violou a cláusula da boa-fé objetiva. Nessa senda, consigne-se que, além do CDC, hoje o CC de 2002 indica, como cláusula geral, caracterizada por conceito aberto, a obrigatoriedade de atendimento da boa-fé objetiva (CC, art. 422). Deste modo, lembre-se que ?a boa-fé objetiva impõe ao contratante um padrão de conduta, de modo que deve agir como um ser humano reto, vale dizer, com probidade, honestidade e lealdade. Assim, reputa-se celebrado o contrato com todos esses atributos que decorrem da boa-fé objetiva. Daí a razão pela qual o juiz, ao julgar demanda na qual se discuta a relação contratual, deve dar por pressuposta a regra jurídica (lei, fonte de direito, regra jurígena criadora de direitos e obrigações) de agir com retidão, nos padrões do homem comum, atendidas as

Polifarmacologia, aspectos especulativos.

Na maioria dos casos, dois ou três medicamentos são administrados ao mesmo tempo.

Uma combinação padrão utilizada para a quimiorredução de retinoblastoma intraocular é carboplatina e vincristina, com ou sem o etoposido. Outros medicamentos podem ser usados se estes não forem eficazes.

Possíveis Efeitos Colaterais.

Os medicamentos quimioterápicos atacam as células que se dividem rapidamente, razão pela qual agem sobre as células cancerígenas. Mas outras células no corpo, como as da medula óssea, revestimento da boca e dos intestinos e os folículos pilosos, também se dividem rapidamente, e são susceptíveis de serem afetadas pela quimioterapia, o que pode conduzir a efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais da quimioterapia dependem do tipo de medicamento, da dose administrada e do tempo de tratamento. Os efeitos colaterais mais comuns incluem: Perda de cabelo. Feridas na boca. Perda de apetite. Náuseas. Vômitos. Diarreia. Infecções. Hematomas ou hemorragias. Fadiga. Síndrome mãos e pés. Problemas cardíacos. Problemas renais. Problemas de audição. Problemas urinários. Leucemia mieloide aguda.

Alguns medicamentos podem ter efeitos colaterais específicos que não estão listados no paragráfo anterior.

Ao médico especialista lhe compete a avaliação e o PROTOCOLO COMPLEMENTAR indicativo da presença de outros  efeitos colaterais específicos aos quais os profissionais de saúde e os familiares do paciente deve prestar atenção e o que deve ser feito para ajudar a diminuir esses efeitos. Em alguns casos  pode ser necessária a prescrição de medicamentos para ajudar aliviar os efeitos colaterais. No entanto, são geralmente de curto prazo e tendem a desaparecer com o término do tratamento.

Prognóstico e tratamento.

Os retinoblastomas que se localizam no olho curam-se em mais de 90 % dos casos. Quando o cancro afeta só um olho, extrai-se todo o olho, juntamente com parte do nervo óptico. Quando o cancro afecta ambos os olhos, utilizam-se técnicas microcirúrgicas especiais para extrair ou destruir o tumor, a fim de não ter de extrair ambos os olhos. Alternativamente, pode-se extrair um olho e usar outras técnicas, como radioterapia e microcirurgia, para controlar o tumor do outro olho. Podem ser administrados fármacos anticancerosos (quimioterapia), sobretudo se a extensão do tumor exceder o olho. Os olhos voltam a ser examinados de 2 em 2 ou de 4 em 4 meses. A quimioterapia pode ser repetida se o cancro for recorrente.

As crianças com o tipo de retinoblastoma hereditário correm um alto risco de sofrer de cancro recorrente. Além disso, 70 % dos pacientes com retinoblastoma hereditário desenvolvem um segundo cancro nos 30 anos posteriores ao diagnóstico. O médico pode recomendar que os familiares directos de qualquer criança com retinoblastoma se submetam ao exame de, pelo menos, um olho. Outras crianças pequenas da família devem ser examinadas para detectar retinoblastomas e os adultos devem ser submetidos a revisão para detectar retinocitomas, tumor não canceroso originado pelo mesmo gene.Os membros de uma família sem sinal de cancro podem ser submetidos a uma análise de ADN para ver se são portadores do gene do retinoblastoma.

Tratamento Quimioterápico para Retinoblastoma.

Como já amplamente propalado, a quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. A quimioterapia pode ser administrada de diversas maneiras:

Quimioterapia Sistêmica - Na maioria dos casos, os quimioterápicos são injetados na veia (IV) ou administrados por via oral. Os fármacos entram na corrente sanguínea e atingem todo o corpo. Isto é conhecido como quimioterapia sistémica.

Quimioterapia Periocular (Subtenoniana) - Para alguns tumores intraoculares avançados são necessárias doses mais elevadas de químio no interior do olho. Juntamente com a quimioterapia sistémica, um dos medicamentos pode ser injetado nos tecidos em torno do olho, onde lentamente se espalha pelo globo ocular. Isto é denominado químio periocular ou subtenoniana. Estas injeções são feitas com a criança sob anestesia. Elas podem causar vermelhidão e inchaço significativo em torno do olho.

Quimioterapia Intraarterial - É uma abordagem mais recente, que consiste em injetar a químio diretamente na artéria oftálmica, que fornece sangue ao olho. Nesta técnica, um cateter muito fino é inserido numa artéria de grosso calibre no interior da coxa e lentamente enfiado através dos vasos sanguíneos por todo o caminho até à artéria oftálmica. A quimioterapia é então infundida por dentro da artéria. Como a químio é colocada diretamente no interior da artéria que nutre o olho, podem ser administrada doses muito menores de medicamentos, por conseguinte, os efeitos secundários relacionados são mínimos. Os primeiros resultados desta técnica em tumores avançados têm sido promissores, com bom controle do tumor e poucos efeitos colaterais  e na maioria dos casos, tem permitido a preservação do olho que de outra forma teria de ser removido.

Usos da Quimioterapia.

A quimioterapia pode ser utilizada como o primeiro tratamento para diminuir alguns tumores que não se disseminaram. Isto é denominado quimioredução. Estes tumores podem ser tratados de forma mais eficaz com as terapias focais, como laserterapia, crioterapia, terapia térmica ou braquiterapia para destruir completamente o tumor.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas.

 

 

 

Bibliografia Suplementar

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Secção V

Rabdomiossarcoma.

 

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