Terapia combinada.
Com o intuito de aumentar a eficácia, utilizam-se
associações de citotóxicos em repetidos ciclos, com frequência variável, que
são designadas por siglas compostas pela primeira letra do seu nome genérico ou
nome comercial. A posologia é na maior parte dos casos expressa em função da
área de superfície corporal, havendo diversas tabelas e réguas de cálculo para
a sua obtenção, em função do peso e altura do doente. O conhecimento da cinética
individual destes fármacos é indispensável, pois em situações clínicas de
insuficiência hepática e renal, é obrigatória a redução da posologia(Referência
Sanitária. INFARMED – Formulário Nacional de Medicamentos de uso hospitalar,
16. Medicamentos antineoplásicos e imunomoduladores.. Pesquisado em 17/10/2014 http://www.infarmed.pt/formulario/frames.php?palavra=cisplatina&fich=psq)
A cisplatina é o fármaco que aparece em maior número
de protocolos atualmente utilizados, a par da ciclofosfamida e do
5-fluoruracilo(Referência Sanitária. BC CANCER AGENCY - Pesquisado
em 25/10/2014. http://www.bccancer.bc.ca/HPI/ChemotherapyProtocols/Protocols+Sorted+by+Drugs.htm.)
Protocolos nos quais a cisplatina está
incluída:
1. CNCCV
2. GIEFUP
3. GIFUC
4. GOBEP
5. GOCXRADC
6. GOEP
7. GOSMCC2
8. GOTDHR
9. UGUAJPG
10. GUAVPG
11. GUBEP
12. GUBP
13. GUBPW
14. GUEP
15. GUFUP
16. UGUNAJPG
17. GUMVAC
18. GUSCPE
19. GUVEIP
20. GUVIP2
21. HNAVPG
22. HNCMT2
23. HNDE
24. HNFUP
25. HNPE
26. HNRADC
27. LUAJNP
28. LUALTL
29. LUAVPG
30. LUCISDOC
31. LUCMT1
32. LUMMPG
33. LUNAVP
34. LUPAVESE
35. LUPAVESL
36. LUPE
37. LUPESL
38. LYGDP
39. SAAJAP
40. SAAVAP
Há que ter em atenção que em doentes com
quimioterapia combinada que inclui a cisplatina observa-se elevada incidência
de anemia grave que requer transfusão de concentrados de células sanguíneas(RCMs: Cisplatina APS – Farma-APS,
Produtos Farmacêuticos, Lda; Cisplatina FARMOGENE Produtos Farmacêuticos, Lda;
Cisplatina Faulplatin®. Acedidos em: www.simed.org).
Na terapia combinada, a cisplatina é
habiualmente administrada conjuntamente com os seguintes fármacos citotóxicos:
Para o tratamento do cancro testicular: vinblastina, bleomicina e actinomicina
D; No tratamento do cancro do ovário: ciclofosfamida, doxorrubicina
(adriamicina), hexametilmelamina, 5-fluoruracilo; No tratamento do cancro do
pescoço e da cabeça: bleomicina e metrotexato.
No que diz
respeito ao desenvolvimento de novas combinações como pode ser observada no
site do National Cancer Institute (NCS), a cisplatina encontra-se em vários
novos protocolos em estudo (Fase I, Fase II, Fase III e Fase IV).
Farmacologia Clínica: Interações medicamentosas.
Bleomicina- aumenta a
toxicidade pulmonar, por diminuição da excreção renal, e a nefrotoxicidade
quando administrada concomitantemente com a cisplatina.
Metotrexato - aumenta
a toxicidade pulmonar e nefrotoxicidade quando administrado concomitantemente
com a cisplatina.
Vancomicina- aumenta
o risco de nefrotoxicidade e falha renal aguda e possível ototoxicidade quando
administrada com a cisplatina.
Etoposido- ação
sinergistica contra tumores quando administrado com cisplatina.
Aminoglicosídeos -
aumenta o risco de nefrotoxicidade e possível ototoxicidade quando administrada
com a cisplatina.
Capreomicina -
aumenta o risco de nefrotoxicidade e possível ototoxicidade quando administrada
com a cisplatina.
Diuréticos da ansa-
aumentam o risco de nefrotoxicidade e possível ototoxicidade quando
administrada com a cisplatina. Só se devem utilizar em doentes recebendo doses
superiores a 60 mg/m2 e cuja excreção urinária é inferior a 1000mL em 24 horas.
Os diuréticos da ansa ou da alça, são um grupo de
fármacos diuréticos que atuam no Rim, aumentando o volume e diminuindo a
concentração da urina. Eles inibem o
transportador de Na+/K+/2Cl-, que reabsorve sal e água do filtrado. Este
transportador está presente nas células da porção ascendente da alça de Henle.
Inibem ainda a reabsorção de íon magnésio e cálcio. Aumentam muito a diurese (micção),
sendo dos diuréticos mais potentes. Cerca de um quarto do volume do filtrado
são excretados com um diurético de alça em dose máxima, em comparação a 1% no
individuo normal. Causam vasodilatação venosa.
Os diuréticos da ansa não são potentes hipotensores para as formas
leve e moderada. Só devem ser usados na hipertensão arterial em situações
especiais como estados edematosos ou em emergências hipertensivas. Pela via
oral tem início de ação em 30 min, pico em 2h e fim de ação após 4 a 6 h. Pela
via parenteral tem início de ação em 5 min, pico em 30min e fim de ação após
2h.
Os diuréticos da ansa tem efeitos adversos - Hipocaliémia:
concentração de sanguínea de potássio diminuída. Alcalose metabólica.
Hipotensão. Náuseas. Baixos níveis de magnésio e cálcio nos idosos. Muito
raramente: surdez.
Os diuréticos da ansa e usos clínicos - O uso de diuréticos deve ser feito com restrição do sal na dieta, pois
o seu efeito poderá aumentar o apetite por sal, e se este for ingerido em
grandes quantidades, não terá benefício. Edema pulmonar agudo. Insuficiência
cardíaca crônica. Síndrome nefrótica. Cirrose hepática. Insuficiência renal.
São usados no tratamento da hipertensão arterial, em combinação com um IECA.
Anti-hipertensivos (C02) e diuréticos (C03)
Os anti-hipertensivos
são uma classe de fármacos utilizados no tratamento da hipertensão. A atuação
dos medicamentos na pressão arterial ocorre por seus efeitos sob a resistência
periférica e/ou débito cardíaco. Isso pode ser feito por aqueles que inibem a
contrabilidade do miocárdio ou reduzem a pressão do ventrículo do coração(Goodman & Gilman. As bases farmacológicas
da terapêutica. [tradução da 10. ed. original, Carla de Melo Vorsatz. et al]
Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2005).
Os diuréticos são
fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau do fluxo urinário.
Também promovem a eliminação de eletrólitos como o sódio e o cloro, sendo
usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal,
insuficiência cardíaca ou cirrose hepática. A perda de sódio provoca redução de
líquido extracelular. Essas drogas ainda são as mais estudadas clinicamente em
grande escala e têm mostrado redução das complicações cardiovasculares
decorrentes da hipertensão arterial(GUYTON E HALL. Fisiologia Médica. 11. ed. Madrid: Elsevier; Goodman
& Gilman. As bases farmacológicas da terapêutica. [tradução da 10. ed.
original, Carla de Melo Vorsatz. et al] Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2005).
Diuréticos poupadores do potássio. Bloqueadores do canal de sódio
epitelial (Amilorida, Triamterena) • Antagonistas da aldosterona
(Espironolactona, Eplerenona, Canrenoato de potássio, Canrenona).
Diuréticos "high ceiling". Diurético de alça (Bumetanida,
Furosemida, Torasemida).
Diuréticos "low ceiling". Tiazida (Bendroflumetiazida, Clorotiazida,
Hidroclorotiazida) • Clortalidona • Indapamida • Quinetazona • Mersalil •
Metolazona • Teobromina • Cicletanina.
Outros anti-hipertensivos. Antagonista da serotonina (Ketanserin) •
Antagonista do receptor de endotelina (Bosentano, Ambrisentano, Sitaxentano).
Vasodilatadores.
Diazoxida • Hidralazina • Minoxidil • Nitrito de amila • Nitroprussiato •
Fentolamina.
Agentes
simpatolíticos (incluindo alfa). Atuação central/antiadrenérgicos (Clonidina,
Guanfacina, Metildopa, Moxonidina, Rescinamina, Reserpina, Rilmenidina) •
Bloqueadores de gânglio/antagonista nicotínico (Mecamilamina, Trimetafano) • de
atuação periférica/antiadrenérgicos (Prazosin, Guanetidina, Indoramina,
Doxazosina).
Polymyxins-
aumenta o risco de nefrotoxicidade e possível ototoxicidade quando administrada
com a cisplatina.
Clozapina-
não administrar concomitantemente com citotóxicos, pois aumenta o risco de
agranulocitose.
Digoxina-
os citotóxicos diminuem a sua absorção.
Fenítoina-
os citotóxicos podem reduzir a sua absorção.
Carbamazepina-
os citotóxicos podem reduzir a sua absorção.
Valproato
de sódio- os citotóxicos podem reduzir a sua absorção.
Anti-histamínicos-
administrados concomitantemente com a cisplatina podem mascarar os sintomas de
ototoxicidade (como vertigens e zumbido).
Antihipertensores-
usados em conjunto com a cisplatina podem provocar nefrotoxicidade.
Alopurinol,
colquicina, probenecide ou sulfinpirazona- necessário ajuste das doses, pois a
cisplatina induz aumento dos níveis de ácido úrico.
Fosfamida-
administrada concomitantemente com cisplatina provoca aumento da excreção
proteica.
Alumínio-
a cisplatina interage com o alumínio originando um precipitado negro, por este
fato agulhas, seringas, cateteres e dispositivos para administração IV, que
contenham alumínio, não devem ser utilizados na administração de cisplatina.
Vacinas
com vírus vivos- não devem ser administrados nos primeiros três meses após o
tratamento com cisplatina.
Em solução
aquosa(Uma solução aquosa é uma solução na qual
o solvente é água. É normalmente mostrada em equações químicas com o subscrito-
aq. A palavra aquoso refere-se a isto, ou dissolvido em água. Como água é um
excelente solvente assim como naturalmente abundante, esta logicamente se
tornou um solvente onipresente na química), a cisplatina reage com uma grande
variedade de compostos químicos incluindo brometo, iodeto, bissulfito, etc.
Metabissulfito,
usado como conservante em muitas formulações parenterais pode inativar
rapidamente a cisplatina.
Por fim, conclui-se pelas seguintes contra-indicações: A cisplatina está Absolutamente contra-indicada: História
de reação alérgica ou anafilática à cisplatina ou a quaisquer outros
medicamentos contendo platina; Os
pacientes com história pessoal ou familiar de atopia apresentam um risco
elevado de anafilaxia.
Em pacientes que já sofriam de asma ou condições relacionadas deve-se
proceder à sua monitorização durante o tratamento.
Relativamente contraindicado (o risco/benefício deve ser ponderado
quando existem os seguintes problemas de saúde):
Insuficiência renal, desidratação (é necessária a hidratação antes e depois da administração do
medicamento para evitar uma insuficiência renal grave).
A dose cumulativa relacionada com a insuficiência renal é a dose máxima
que limita a toxicidade da cisplatina. A incidência e a severidade aumentam com
a dose total e com a duração do tratamento.
Mielossupressão. Durante o
tratamento as concentrações de plaquetas e os leucócitos circulantes apresentam
os valores mais baixos entre os dias 18 e 32 e a maioria dos pacientes começa a
recuperar a partir do dia 39.
Leucopenia e trombocitopenia são mais pronunciadas depois de se usarem
doses superiores a 50 mg/m2 de superfície corporal.
As doses subsequentes de cisplatina não devem ser administradas até a
contagem de plaquetas ser superior a 100,000/mm3 e as contagens de leucócitos
serem superiores a 4000/ mm3.
Hipoacúsia, surdez ou diminuição
da capacidade auditiva. As crianças são particularmente sensíveis.
A cisplatina está especialmente contraindicada
durante a gravidez e lactação. Excretado no leite. Contra-indicado
durante a amamentação.
Neuropatia induzidas pela
cisplatina. Podem ocorrer neuropatias periféricas durante a terapia com
a cisplatina as quais são, geralmente, sensitivas e reversíveis. Em alguns
casos estas tornam-se progressivas e irreversíveis. Este último tipo
verifica-se após terapia prolongada (4 a 7 meses), nestes casos, geralmente é
recomendada a cessação da terapia.
Precaução quando se pretende
engravidar (quer no caso do homem quer no caso da mulher).
Precaução em casos de patologias
neuromusculares.
Precaução quando administrado simultaneamente
com agentes neurotóxicos.
Precaução quando administrado simultaneamente
com agentes ototóxicos.
A cisplatina pode causar ototoxicidade, tinnitus, e diminuição da
capacidade auditiva normal, a conversação deve ser usada como indicador. As
crianças são particularmente sensíveis. A ototoxicidade induzida pela
cisplatina é cumulative logo esta terapia é contra-indicada em pacientes em que
existam problemas auditivos anteriores ao inicio da terapêutica.
Pacientes com perdas moderadas da capacidade auditiva devem ter as suas
doses alteradas caso sejam sujeitos a terapia continuada.
Precaução em pediatria.
Precaução quando administrado em idosos.
Anemia. A cisplatina pode causar uma diminuição
superior a 2% de hemoglobina durante os vários ciclos de terapia, o tratamento
deve ser executado com o máximo de precaução.
Hipomagnesemia e hipocalemia. Como a cisplatina pode causar hipomagnesemia
e hipocalcemia estas duas situções clínicas devem ser corrigidas antes do
início da terapia.
Naúsea e vómito. A cisplatina produz náuseas e vómitos acentuados
em quase todos os pacientes os quais podem ser controlados recorrendo a
anti-eméticos. Contudo, se tais forem severos ou persistentes, uma redução ou
descontinuação do tratamento podem ser necessárias.
Herpes zoster. Risco de infecção generalizada e severa.
Herpes zoster. Risco de infecção generalizada e severa.
Cálculos renais de uratos ou risco de hiperuricémia.
Infecção.
Gota. A gota é uma doença
reumatológica, inflamatória e metabólica, que cursa com hiperuricemia (elevação
dos níveis de ácido úrico no sangue) e é resultante da deposição de cristais do
ácido nos tecidos e articulações.
Deve ter-se especial atenção a pacientes que foram sujeitos previamente
a citotóxicos ou radioterapia. A quimioterapia combinada que inclui a cisplatina observa-se elevada
incidência de anemia grave que requer transfusão de concentrados de células
sanguíneas.
Chickenpox, existente ou
recente (incluindo exposição recente). A
varicela é altamente contagiosa doença causada pelo principal infecção com o
vírus da varicela zoster (VZV). Geralmente começa com um vesicular pele
erupções principalmente no corpo e na cabeça, em vez de nos membros. A erupção
se desenvolve em, matérias-coceira pockmarks , que em sua maioria curam sem
cicatrizes. No exame, o observador normalmente encontra lesões de pele em
várias fases de cicatrização e úlceras nas áreas da cavidade e da amígdala
orais. A doença é mais comumente observada em crianças. A varicela é uma doença
transmitida pelo ar , que se espalha facilmente através da tosse ou espirros de
pessoas doentes ou através do contato direto com secreções da erupção cutânea.
Uma pessoa com varicela é uma infecciosa para dois dias antes da erupção
aparece.
Exames que recorram a contrastantes. Risco de nefropatia
induzida pelos contrastantes (contrast-induced nephropathy –CIN).
Glossário Vinculativo.
1.
Aductos
- Em biologia, um aducto é um complexo que se forma quando um composto químico
se une a uma molécula biológica, como o DNA ou as proteínas. Os aductos de DNA
são formas de DNA que resultam de uma exposição a carcinogénios, estes uma vez
formados podem reparar-se. Isto significa que o DNA volta a apresentar a sua
estrutura original, quando isto não acontece e o DNA sofre uma reparação
ineficaz ocorre uma mutação. Os aductos de proteínas apesar de não terem
efeitos biológicos adversos servem para quantificar a exposição a xenobióticos.
2.
Alelos
- variantes do mesmo gene, ocupando o mesmo locus em cromossomas homólogos e
governando as variantes na produção do mesmo produto génico.
3.
Anafilaxia
- Reacção de hipersensibilidade aguda devido à exposição a um antigénio
previamente encontrado. A reacção pode incluir urticária rapidamente
progressiva, sofrimento respiratório, colapso vascular, choque sistémico e
morte.
4.
Apoptose
- Um dos dois mecanismos pelos quais ocorre a morte celular (o outro é o
processo patológico da necrose). Apoptose é o mecanismo responsável pela
eliminação fisiológica de células, parecendo ser intrinsecamente programado. É
caracterizado por alterações morfológicas distintas no núcleo e no citoplasma,
clivagem da cromatina em locais espaçados regularmente, e clivagem
endonucleolítica do DNA genómico (fragmentação de DNA) em locais
inter-nucleossómicos. Este modo de morte celular serve para equilibrar a mitose
na regulação do tamanho dos tecidos animais e para mediar processos patológicos
associados com o crescimento tumoral.
5.
Atopia
- Anafilaxia localizada; compreende um grupo de doenças como asma brônquica,
rinite alérgica, dermatite e alergias alimentares. São caracterizadas pela
hiperprodução de imuglobolinas do tipo E.
6.
Cancro
- doença em que as células anormais se dividem sem controlo, podendo invadir
tecidos próximos, espalhar-se através da corrente sanguínea e do sistema
linfático a outras regiões do organismo.
7.
Carcinoma
- neoplasma maligno constituído por células epiteliais que tendem a infiltrar-se
nos tecidos vizinhos e dar origens a metástases.
8.
Citocina
- proteínas secretadas por leucócitos inflamatórios e por células não
leucocíticas que agem como mediadores intercelulares. As citocinas diferem das
hormonas clássicas no sentido de que elas são produzidas por vários tecidos ou
tipos celulares e não por glândulas especializadas. Estas, geralmente, agem
localmente de modo parácrino ou autócrino em vez de endócrino.
9.
Citotóxico
- substâncias tóxicas para as células e que impedem o seu crescimento.
10. Conversor catalítico - é um dispositivo usado para
reduzir a toxicidade das emissões de motores de combustão interna.
11. Efluente - é um resíduo líquido produzido pelos
humanos e que contém normalmente água, fezes, urina e outros resíduos líquidos
ou semilíquidos. Inclui resíduos líquidos domésticos, municipais ou de
indústrias que são lançados no meio ambiente. Pode ser tratado ou não tratado.
12. Eletroquimioterapia - nova
modalidade no tratamento de tumores. Consiste na combinação de agentes
quimioterapêuticos com pulsos elétricos locais, curtos e intensos. Os campos
elétricos aplicados induzem e/ou ativam poros da membrana destabilizando-a
transitoriamente e permitindo que aumente a entrada de fármaco na célula, bem
como o reforço da sua atividade citotóxica. Esta modalidade terapêutica permite
o uso de fármacos em doses mais baixas e a consequente redução de efeitos
adversos. Esta técnica tem sido usada de forma eficaz em estudos pré-clínicos e
clínicos independentemente do tipo histológico e da localização da neoplasia.
13. Endoscopia - Trata-se de uma especialidade médica
que se ocupa de obter imagens médicas utilizadas para o diagnóstico através de
um endoscópio. O endoscópio é um aparelho que consta basicamente de uma fonte
de luz e alguma forma de visualização da imagem.
14. Hipoacúsia - termo geral para a perda geral ou
parcial da capacidade de ouvir de um ou ambos os ouvidos.
15. Imunogenicidade - propriedade que permite a uma
substância induzir uma resposta imunológica detectável. A imunogenicidade de um
antigénio pode ser avaliada pela detecção de anticorpos específicos contra o
mesmo.
16. Imunomodeladores - Substâncias biologicamente
activas cujas actividades afectam ou desempenham um papel no funcionamento do
sistema imune.
17. Isómeros - compostos que apresentam a mesma formula
química mas diferente forma estrutural.
18. Lama - é o termo genérico para designar os sólidos
separados de uma suspensão num líquido, por vários processos. Mais
frequentemente, o termo refere-se aos resíduos sólidos extraídos num processo
de tratamento de efluentes.
19. Leucemia - doença maligna progressiva dos órgãos
formadores de sangue, caracterizada por proliferação e desenvolvimento anormal
dos leucócitos e dos seus precursores no sangue e na medula óssea. É
classificada de acordo com o grau de diferenciação celular como aguda ou
crónica (termos que já não se referem à duração da doença), e de acordo com o
tipo predominante de célula comprometida como a mielogénica ou a linfocítica.
20. Linfoma e mieloma múltiplo - são cancros que
começam nas células do sistema imune.
21. Lipossomal - administração em vesículas
artificiais, simples ou multilamelares (preparadas a partir de lecitina ou
outros lípidos), usadas para liberar uma variedade de moléculas ou complexos
moleculares biológicos em células, por exemplo, liberação de drogas e
transferência de genes. Usados também para estudar membranas e proteínas de
membranas.
22. Metástase - A transferência de uma neoplasia de um
órgão ou parte do corpo para outro distante do local primário.
23. Mielosupressão - diminuição na produção de
eritrócitos, plaquetas, e de alguns glóbulos brancos pela medula óssea.
24. Mutações - Qualquer transformação detectável e
hereditária (não causada por segregação ou recombinação genética) ocorrida no
material genético, se não for um factor letal dominante pode ser transmitida a
células filhas e a gerações sucessivas.
25. Neuroblastoma – cancro que aparece em células
imaturas do nervo, afecta na maior parte crianças.
26. Osteosarcoma – cancro do osso que afecta,
geralmente, os ossos grandes do braço ou da perna. Ocorre, normalmente, em
pessoas jovens e afecta mais indivíduos do sexo masculino. Também chamado
sarcoma osteogénico.
27. Propriedades oncolítica - capacidade de destruição
de células tumorais.
28. Quimioterapia - terapia baseada no uso de produtos
químicos e antibióticos.
29. Radiossensibilizantes - substâncias usadas para
potenciar a eficácia da terapia radioactiva, na destruição das células
indesejadas.
30. Radioterapia - terapia baseada no uso de radiação
ionizante e não-ionizante. Inclui o uso de terapia por radioisótopos.
31. Replicação - Processo pelo qual as duas cadeias da
dupla hélice de DNA se separam, permitindo que cada cadeia actue como um modelo
para a síntese de uma nova cadeia complementar, através de emparelhamento de
bases específicas.
32. Sarcoma - cancro que começa no osso, na cartilagem,
na gordura, no músculo, nos vasos sanguíneos, ou noutro tecido de conexão ou de
suporte.
33. Serendipismo - é um termo científico para designar
o processo gradual de aquisição de conhecimento científico ou de resultados de
investigadores ou inventores até se chegar a um resultado mais actualizado ou
uma nova invenção.
34. Sinal de Lhermitte - sensação semelhante a choque
eléctrico que irradia da parte posterior da cabeça descendo até à espinha
medula ficando o pescoço inclinado para a frente.
35. Tinnitus - termo médico para ruídos da “audição”
quando não há nenhuma fonte exterior de sons. Os ruídos que se ouvem podem ser
fracos ou ruidosos.
36. Transcrisão - processo de formação do RNA a partir
do DNA. Esse RNA formado é o RNA mensageiro, que tem como função
"informar" ao RNA transportador a ordem correcta dos aminoácidos a
serem sintetizados em proteínas.
37. Tumor - massa anormal de tecido que resulta duma
divisão acelerada das células, ou do facto de não morrerem quando deviam. Os
Tumores podem ser benignos (não cancerosos), ou malignos (cancerosos). Também
chamado neoplasma.
38. Ultrasons (ultrasonografia)- Visualização de
estruturas profundas do corpo por meio do registro dos reflexos de ecos dos
pulsos das ondas ultra sónicas direccionadas ao interior dos tecidos. A
utilização de ultra-som para imagens ou fins diagnósticos aplica frequências
que variam de 1,6 a 10 megahertz.
Referência de Pesquisa Suplementar.
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Iconografia I53 - Vincristina.
|
|
Vincristina é um alcalóide encontrado em
certas apocináceas relacionadas à vinca. A fórmula é C46H56N4O10.
Vinca L. é um gênero de ervas lenhosas da família
das apocináceas.
Suas flores podem ser nas cores azuis, vermelhas ou amarelas.
Espécies: Vinca difformis; Vinca herbacea; Vinca major; Vinca minor.
Lista de espécies.
1. Vinca
2. Vinca acutiflora
3. Vinca alba
4. Vinca balcanica
5. Vinca balcanica 'Greta'
6. Vinca bottae
7. Vinca carpatica
8. Vinca difformis
9. Vinca difformis 'Greystone Form'
10. Vinca difformis subsp. bicolor 'Jenny
Pym'
11. Vinca difformis subsp. sardoa
12. Vinca difformis f. alba
13. Vinca difformis f. variegato flore
14. Vinca elegantissima
15. Vinca ellipticifolia
16. Vinca erecta
17. Vinca foetida
18. Vinca grandiflora
19. Vinca gulielmi 'Waldemarii'
20. Vinca haussknechtii
21. Vinca herbacea
22. Vinca humilis
23. Vinca intermedia
24. Vinca lancea
25. Vinca libanotica
26. Vinca lutea
27. Vinca luteus
28. Vinca major
29. Vinca major 'Alba'
30. Vinca major 'Caucasian Blue'
31. Vinca major 'Darlington Star'
32. Vinca major 'Dartington Star'
33. Vinca major 'Elegantissima'
34. Vinca major 'Jason Hill'
35. Vinca major 'Maculata'
36. Vinca major 'Marginata'
37. Vinca major 'Oxford'
38. Vinca major 'Oxyloba'
39. Vinca major 'Reticulata'
40. Vinca major 'Reticulatum'
41. Vinca major 'Surrey Marble'
42. Vinca major 'Variegata'
43. Vinca major subsp. balcanica
44. Vinca major subsp. hirsuta
45. Vinca media
46. Vinca minor
47. Vinca minor 'Alba'
48. Vinca minor 'Alba Variegata'
49.
Vinca
minor 'Anna'
Vincristina é a substância ativa de um
medicamento antineoplásico conhecido comercialmente como Oncovin. Esse
medicamento de uso injetável é utilizado no tratamento de indivíduos com
diferentes tipos de câncer entre eles leucemia, câncer de pulmão e de mama. Sua
ação consiste em interferir no metabolismo dos aminoácidos e impedir a divisão
celular, diminuindo a probabilidade do câncer se espalhar pelo organismo.
Indicações do Vincristina: Leucemia; neuroblastoma; tumor de Wilms;
Câncer de mama; câncer de pulmão; câncer de ovário; câncer cervical; câncer
colorretal; linfoma de Hodgkin; sarcoma de Ewing; osteorssacoma; melanoma
maligno; micose fungóide; tumor de ovário.
Fórmula da vincristina.
Reações adversas: Muitas das reações
adversas são inevitáveis e representam a ação farmacológica do medicamento;
algumas delas, como a leucopenia e a trombocitopenia, são usadas como
indicadores da eficácia da medicação. São de incidência mais freqüente: queda
de cabelo, visão dupla e turva, dificuldade para andar, cefaléias, debilidade,
constipação, edemas dos membros inferiores. São de incidência menos freqüente:
enjôos, confusão, alucinações, anorexia, crises convulsivas, micção dolorosa ou
difícil. Requerem atenção médica se persitirem ou são nocivos: distensão
abdominal, diarréia, perda de peso, náuseas e vômitos, erupções cutâneas.
Precauções: É importante ingerir líquidos
em abundância para aumentar a produção de urina a excreção do ácido úrico.
Evitar as imunizações, salvo por indicação médica. Os efeitos secundários
neurotóxicos podem ser mais freqüentes nos idosos. Nos pacientes com disfunção
hepática pode ser necessário reduzir a dose. O aparecimento de nefropatia
devido ao ácido úrico em pacientes com leucemia ou linfoma pode ser evitado em
alguns casos administrando alopurinol. Pode-se alterar a incidência ou
gravidade dos efeitos secundários, uma vez que a vincristina pode ser utilizada
em associação com outros fármacos em protocolos distintos. Não se recomenda a
sua utilização no primeiro trimestre da gravidez, nem no período de lactação.
Pode produzir supressão gonadal com sintomas de amenorréia e azoospermia.
Interações: A vincristina aumenta as
concentrações de ácido úrico, razão pela qual, em pacientes tratados com
medicação antigotosa, pode ser necessário ajustar a dose (alopurinol,
colchicina e probenecida). O uso simultâneo de asparaginase pode provocar
neurotoxicidade aditiva. A administração com doxorrubicina e prednisona pode
produzir mielossupressão. Os medicamentos que causam depressão da medula óssea,
a radioterapia e os fármacos que produzem discrasias sangüíneas, podem aumentar
os efeitos depressores sobre a medula óssea.
Contraindicações: Herpes zoster, varicela
existente ou recente. A relação risco-benefício deve ser avaliada na presença
de antecedentes de gota, disfunção hepática, leucopenia, doença neuromuscular.
Vigilância por parte dos profissionais da farmacologia clínica.
Droga ineficaz contra câncer leva juiz a
manter condenação do Laboratório Eli Lilly, e este terá de ressarcir pais cujos
filhos morreram durante tratamento.
Segundo nota jornalísitca(Noticias.r7,
de publicado em 17/02/2012)…
Nove famílias que processam o laboratório farmacêutico Eli Lilly do
Brasil desde a década de 1980 conseguiram mais uma vitória na Justiça. O
Tribunal Regional Federal da 3.ª Região em São Paulo negou recurso apresentado
pela empresa e manteve a sentença que obriga o laboratório a ressarcir os pais
cujos filhos morreram durante tratamento de câncer. Eles foram tratados com
lotes ineficazes do medicamento Oncovin. Diz o magistrado: "Eu, como juiz,
me impressiono, e muito, com a morte dessas crianças. Tenho convicção da
responsabilidade do laboratório nesses óbitos"... Juiz federal Leonel Ferreira(A
sentença, é de novembro de 2011). Os valores da indenização não foram
definidos, pois a sentença prevê que as pessoas que se sentiram lesadas devem
entrar com processos individuais. A ação
foi movida pelo Ministério Público Federal após a oncologista Sílvia Brandalise
- que era chefe do Serviço de Hematologia e Oncologia do Departamento de
Pediatria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - denunciar à
Associação Paulista de Medicina reduções substanciais do princípio ativo vincristina
na composição de dois lotes do Oncovin. O medicamento, comprado pela extinta
Central de Medicamentos (Ceme) para o SUS, foi usado entre setembro e dezembro
de 1983 - época em que os pacientes tinham entre 3 e 5 anos. A cientista Dra.
Sílvia ainda chefia o serviço da Unicamp e também preside o Centro Infantil
Boldrini, em Campinas, referência no tratamento de câncer infantil. Segundo a
oncologista, o medicamento, usado nas quatro primeiras semanas do tratamento da
leucemia linfoide aguda, promove um índice de remissão de 96%. "Nessas
crianças, a taxa variou de 20% a zero", afirmou. Quando identificou os
resultados dos tratamentos, a profissional Sílvia pediu a interdição do uso das
três medicações utilizadas (corticoide, Daunoblastina e Oncovin) e levou
amostras para testes em institutos no Brasil e no exterior: "Compramos as
medicações do mercado, de outros lotes, para continuar o tratamento, mas fui
investigar o que tinha ocorrido".
Um laudo do St. Jude Children's Research Hospital, reconhecido pelo
tratamento de câncer infantil nos EUA, apontou menos de 1% do princípio ativo
nas amostras de Oncovin. Outro laudo, do Instituto Nacional de Saúde dos EUA,
também mostrou redução substancial do princípio ativo. A oncologista levou os documentos às
Associações Brasileira e Paulista de Medicina, ao Ministério Público Federal,
ao Ministério da Saúde e à reitoria da Unicamp. Além dos resultados
internacionais, foram elaborados laudo e contraprovas pelo Instituto Nacional
de Controle de Qualidade em Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz. Foi constada a
ineficácia dos lotes do medicamento distribuídos à Ceme. O Ministério da Saúde
suspendeu sua comercialização em 1984. A ação contra o laboratório foi movida
em 1986 e em março de 2000 a Justiça Federal julgou o caso em primeira instância,
condenando a empresa ao ressarcimento. Em 2001, o laboratório recorreu. Os
autos chegaram à Procuradoria Regional da República em 2011. Em agosto, o
procurador Walter Claudius Rothengurg emitiu seu parecer, contra a Lilly - que
sustentava não ter ocorrido alteração na composição do medicamento. O procurador, porém, aponta em seu parecer
que "o laudo do Instituto Adolfo Lutz - de que o réu tenta se valer para
isentar-se de responsabilidade - revela-se inconclusivo". A análise
constatou "a presença da vincristina sem, contudo, pronunciar-se sobre sua
potencialidade". Em novembro, o tribunal acompanhou o parecer do
procurador e negou recurso à empresa.
Iconografia I54 - Etoposide.
Fosfato de etoposido ou etoposida usado
para retardar tumores. É um inibidor da enzima topoisomerase II.
É usado como forma de quimioterapia para doenças malignas como o sarcoma de
Ewing, câncer de pulmão, câncer testicular, linfoma, leucemia não-linfocítica e
glioblastoma multiforme. É geralmente administrado em combinação com outros
medicamentos e sob a via intravenosa. Também é usado às vezes em um regime
preparatório antes de um transplante de medula óssea ou transplante de células
tronco sanguíneas(Goodman & Gilman. As bases farmacológicas da
terapêutica. [tradução da 10. ed. original, Carla de Melo Vorsatz. et al] Rio
de Janeiro: McGraw-Hill, 2005)
Os tumores, como já é de conhecimento é um
conjunto de de massa anormal de tecido, como um resultado do crescimento
anormal ou divisão de células. Antes do crescimento anormal (neoplasia), as
células frequentemente sofrem um padrão anormal de crescimento, tais como a
metaplasia ou a displasia.
As neoplasias malignas - Danos ao DNA: Os
danos ao DNA são considerados a causa subjacente principal de neoplasmas
malignos, conhecidos como cânceres. O dano ao DNA é muito comum e ocorre
naturalmente (principalmente devido ao metabolismo celular e as propriedades
dos DNA em água à temperatura do corpo) a uma taxa superior a 60.000 novos
danos, em média, para cada célula humana, por dia. Danos adicionais de DNA
podem resultar da exposição a agentes exógenos. A fumaça do tabaco por exemplo,
provoca o aumento de danos exógenos ao DNA e esses danos são a causa provável
do câncer de pulmão devido ao tabagismo, por exemplo(Cooper GM. Elements of
human cancer. Boston: Jones and Bartlett. Publishers, 1992. 16 pp. ISBN 978-0-86720-191-8; Curtis D. Klaassen. Fundamentos em
Toxicologia de Casarett e Doull (Lange). McGraw Hill Brasil; ISBN
978-85-8055-132-7. p. 110; ABRAMS, Gerald. Neoplasia I, Acessado em 16 de
novembro de 2014; Bernstein C, Prasad AR Nfonsam V, Bernstei H. New Research
Directions in DNA Repair. [S.l.: s.n.],
2013. 413–65 pp. ISBN 978-953-51-1114-6; Bernstein, Carol (14/11/2014); DNA
Damage and Cancer SciTopics. Visitado em 24/09/2014; Cunningham FH, Fiebelkorn
S, Johnson M, Meredith C(November 2011). "A novel application of the
Margin of Exposure approach: segregation of tobacco smoke toxicants". Food Chem. Toxicol. 49 (11): 2921–33.
DOI:10.1016/j.fct.2011.07.019. PMID 21802474).
A topoisomerase ou DNA topoisomerase é uma
enzima(Enzimas são um grupo de substâncias orgânicas de natureza normalmente
protéica) que desempenha importante papel nos processos de replicação(A
replicação é o processo de duplicação de uma molécula de DNA de dupla cadeia -
hélice. Os mecanismos de replicação dos procariotos e eucariotos não são
idênticos. Como cada cadeia de DNA contém a mesma informação genética, qualquer
uma delas podem servir como molde. Por isso a replicação do DNA é dita
semi-conservativa. Figura A1) e empacotamento de DNA. Podemos entender
como sendo uma nuclease reversível. Ela catalisa uma quebra nas moléculas de
DNA, mas usa ligações covalentes para segurar as moléculas de DNA que foram
quebradas. Existem dois tipos de topoisomerases, são elas: Topoisomerase I e II. Interessa aqui a topoisomerase II.
Topoisomerase II produz quebras nas duas
cadeias do DNA. Ela quebra as duas cadeias de DNA ao mesmo tempo e pode
introduzir ou retirar superespiras, duas de cada vez, em um mecanismo que é
dependente de ATP(Trifosfato
de adenosina, adenosina trifosfato ou simplesmente ATP, é um nucleotídeo
responsável pelo armazenamento de energia em suas ligações químicas. É
constituída por adenosina, um nucleosídeo, associado a três radicais fosfato
conectados em cadeia. A energia é armazenada nas ligações entre os fosfatos). Ela corta as duas cadeias de DNA,
prendem-se às extremidades através de ligações covalentes, passa a dupla cadeia
através do corte e sela a quebra(Törnroth-Horsefield S, Neutze R. (December 2008). "Opening and closing the
metabolite gate". Proc. Natl. Acad. Sci. U.S.A. 105 (50): 19565–6.
DOI:10.1073/pnas.0810654106. PMID 19073922; Alberts, B.. Molecular Biology of
the Cell. [S.l.]: Garland Science, 2008. 278 pp. ISBN 0-8153-4105-9; Imperfect
DNA replication results in mutations. Berg JM, Tymoczko JL, Stryer L, Clarke
ND. Biochemistry. [S.l.]: W.H. Freeman and Company, 2002. ISBN 0-7167-3051-0;
Alberts B, Johnson A, Lewis J, Raff M, Roberts K, Walter P. Molecular Biology
of the Cell. [S.l.]: Garland Science, 2002. ISBN 0-8153-3218-1; Berg JM,
Tymoczko JL, Stryer L, Clarke ND. Biochemistry. [S.l.]: W.H. Freeman and
Company, 2002. ISBN 0-7167-3051-0).
O sarcoma de Ewing é uma forma de tumor
ósseo maligno (câncer nos ossos) que atinge principalmente crianças e
adolescentes, sendo o principal tumor ósseo maligno primário na primeira década
de vida. É mais frequente em meninos brancos entre 5 e 25 anos,sendo muito raro
entre negros e asiáticos, bem como em adultos.
O risco de metástase é grande. Ao momento do diagnóstico, 25% dos
pacientes já têm uma disseminação metastática (40% nos pulmões, 30% nos ossos,
em especial na coluna vertebral, e 10% na medula óssea). Os ossos mais afetados
geralmente são os ossos longos (como o fêmur, a tíbia e o úmero) e a pelve. O
tratamento se dá com remoção cirúrgica, quimioterapia e radioterapia. A
sobrevida em 5 anos é de cerca de 75%.
V. Figuras A2 e A3.
Entendemos que as causas do sarcoma de Ewing é o resultado de uma translocação
entre os cromossomos 11 e 22, que fusionam o gene EWS do cromossomo 22 com o
gene FLI1 do cromossomo 11. O EWS/FLI funciona como o regulador principal.
Outras translocações possíveis são em t(21;22) e t(7;22).
O tratamento em todas as circunstâncias,
consiste em quimioterapia, geralmente incluindo drogas como aifosfamida e a
doxorrubicina, a fim de evitar o risco de desenvolvimento do tumor por
metástase. Caso seja possível detectar a localização do tumor, é realizada uma
cirurgia. No caso de não haver necrose total das células, geralmente inclui-se
também a radioterapia.
Chances de cura: A sobrevivência depois desse tipo de câncer sem reincidência varia
entre 65% a 70% dos casos. Para os pacientes que apresentam metástase, o grau
de sobrevivência é entre 25% a 30%(Owen LA, Kowalewski AA, Lessnick SL. (2008). "EWS/FLI mediates
transcriptional repression via NKX2.2 during oncogenic transformation in Ewing
sarcoma". PLoS ONE 3 (4): e1965. DOI:10.1371/journal.pone.0001965. PMID
18414662; Sorensen PH, Lessnick SL, Lopez-Terrada D, Liu XF, Triche TJ, Denny
CT. (fevereiro 1994). "A second Ewing's sarcoma translocation, t(21;22),
fuses the EWS gene to another ETS-family transcription factor, ERG". Nat.
Genet. 6 (2): 146–51. DOI:10.1038/ng0294-146. PMID 8162068; Jeon IS, Davis JN,
Braun BS, et al.. (março 1995). "A variant Ewing's sarcoma translocation
(7;22) fuses the EWS gene to the ETS gene ETV1". Oncogene 10 (6): 1229–34.
PMID 7700648. Bernstein M, Kovar H, Paulussen M, et al.. (maio 2006).
"Ewing sarcoma family of tumors: current management". Oncologist 11
(5): 503–19. DOI:10.1634/theoncologist.11-5-503. PMID 16720851; synd/2367 em
Who Named It?; J. Ewing. Diffuse endothelioma of bone. Proceedings
of the New York Pathological Society, 1921, 17-24)
Figura A1. Clássico esquema da replicação,
demonstrando o modelo de replicação semi-conservativo. Omitidas as enzimas que
participam do processo.
Figura A2.
Corte de ressonância magnética mostrando um sarcoma de Ewing no quadril esquerdo (área branca mostrada
à direita). Na radiografia convencional, a apresentação óssea mais comum é uma
lesão lítica com zona de transição e com reação do periósteo. A ressonância
magnética deve ser usada rotineiramente para avaliação dos tumores malignos.
Ela irá mostrar a extensão no osso e tecido mole e relacionar o tumor a outras
estruturas anatômicas próximas (como vasos, por exemplo). O contraste com
gadolínio não é necessário já que ele não fornece informações adicionais em
comparação com estudos não contrastados. No entanto, alguns estudos atuais
sugerem que uma ressonância magnética com contraste pode ajudar a determinar a
quantidade de necrose no interior do tumor, ajudando a determinar a resposta ao
tratamento antes da cirurgia.
Figura A3.
Raio-X de uma criança com sarcoma de Ewing
na tíbia.
O medicamento Etoposido deve ser
administrado sob a supervisão de um médico qualificado, com experiência no uso
de agentes quimioterápicos. Pode ocorrer mielossupressão severa, com infecção e
sangramento resultantes.
O medicamento Etoposido se apresenta como
Ampolas contendo 100 mg de Etoposido em 5 ml de solução aquosa para
administração exclusivamente intravenosa por infusão.
A embalagem contém 10 ampolas.
O Etoposido é composto - Cada 1 ml de
solução injetável I.V. contém:
Etoposido..............................................
20 mg
Veículo q.s.p.....................
.................... 1 ml
ETOPOSIDO é indicado para o tratamento
paliativo e/ou adjuvante das neoplasias embrionárias de testículo, da neoplasia
de pulmão de pequenas células, dos linfomas Hodgkin e não-Hodgkin, das
leucemias agudas e de outras moléstias neoplásicas. Podem ocorrer reações
desagradáveis como: náuseas, vômitos, queda de cabelo, queda de pressão
arterial, problemas sangüíneos, formigamento nas extremidades e reações do tipo
alérgico.
O Etoposido é um derivado semi-sintético
da podofilotoxina, pouco hidrossolúvel. Este fármaco, em baixas concentrações
(0,3 a 10 mg/ml), inibe a entrada na prófase das células neoplásicas, muito
provavelmente por ação sobre a topoisomerase II. Em altas concentrações (10
mg/ml ou mais), observa-se a lise de células entrando na mitose. O efeito
macromolecular predominante parece ser a inibição da síntese de DNA. Após
administração oral, verifica-se uma rápida absorção (de meia a duas horas). A
distribuição no líquor é variável e fraca; o Etoposido se distribui
preferencialmente no fígado, rins, cérebro, coração e intestinos. O fármaco é
caracterizado por um processo bifásico, com uma meia-vida de distribuição de
aproximadamente 1,5 horas e meia-vida de eliminação terminal entre 4 a 11
horas, após administração intravenosa. Os valores de clearance corporal
encontram-se numa faixa de valores que varia de 33 a 48 ml/min ou 16 a 36
ml/min/m².Aproximadamente 94% do produto acoplam-se às proteínas plasmáticas.
Etoposido não se acumula no plasma com administração diária de 100 mg/m²,
durante 4 a 5 dias. Após perfusão I.V., sua eliminação urinária é da ordem de
42 a 67%, dos quais 8 a 35% de forma inalterada; sua eliminação fecal é da
ordem de 0 a 16%. Em crianças 55% da dose é eliminada na urina em 24 horas. O
clearance renal médio vai de 7 a 10 ml/min/m². O valor médio da
biodisponibilidade da cápsula oral é de aproximadamente 50% (varia de 25 a
75%). A depuração do Etoposido é mais ou menos o mesmo do da creatinina,
havendo necessidade de ajuste da posologia em caso de insuficiência renal. Não
há alterações da excreção frente à insuficiência hepática.
Reações Adversas do Etoposido.
Toxicidade hematológica: mielossupressão,
com nadir granulocitário ocorrendo em 7 a 14 dias e nadir plaquetário ocorrendo
em 9 a 16 dias após administração da droga. A recuperação da medula óssea
ocorre em aproximadamente 20 dias. A ocorrência de leucemia aguda, com ou sem
uma fase pré-leucocitária, tém sido relatada em poucos casos, em terapia associada.
Leucopenia, trombocitopenia e anemia reversíveis.
Toxicidade gastrintestinal: náusea e
vômito, que podem ser controlados com terapia antiemética.São mais freqüentes
com terapia oral. Podem também ocorrer anorexia, diarréia e estomatite.
Hipotensão: ocorre hipotensão arterial em
caso de injeção I.V. muito rápida; não está associada com toxicidade cardíaca
ou alterações eletrocardiograficas.
Reações alérgicas: podem ocorrer reações
do tipo anafiláticas, caracterizadas por febre, taquicardia, hipertensão,
broncoespasmo, dispnéia e/ou hipotensão. Essas reações, contudo, podem ser
fatais. As vezes ocorrem tosse, diaforese, cianose, laringoespasmo, dor nas
costas e/ou perda de consciência, além de hipersensibilidade associada a
apnéia. Raros casos de anafilaxia broncopulmonar (2% dos casos).
Alopecia reversível.
Outras toxicidades: parestesias
periféricas, febre, pigmentação, dor abdominal, constipação, disfagia, cegueira
cortical transitória e neurite ótica, toxicidade hepática e acidose (em
pacientes recebendo doses maiores que as recomendadas), neurotoxicidade
periférica.
Posologia do Etoposido.
Via parenteral (I.V.): O ETOPOSIDO deve
ser administrado na dose de uma ampola diluída em 250 ml de soro glicosado ou
fisiológico, para perfusão de aproximadamente 2 horas de duração. A dose é de
50 a 100 mg/m² nas 24 horas, durante 1 a 5 dias, conforme o protocolo
utilizado.
Os cursos de terapia só devem ser
repetidos após intervalos de 3 a 4 semanas, após recuperação completa de
qualquer toxicidade.
A dosagem e via de administração devem ser
ajustadas levando-se em conta a mielossupressão, os efeitos de outras drogas
usadas em combinação ou os efeitos de quimioterapia e radioterapia anterior,
que podem ter comprometido a reserva da medula óssea.
Ao manipular a solução, recomenda-se o uso
de luvas. Se ocorrer contato da solução com a pele ou mucosa, deve-se lavar a
região com água e sabão.
ATENÇÃO: Nunca injetar-se diretamente o
ETOPOSIDO na veia (sempre por infusão).
Conduta na Superdosagem do Etoposido
Não são conhecidos antídotos específicos
para o etoposide. Sabe-se que esta droga não é dialisável.
Bibliografia
Suplementar.
Atienza DM,
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advanced breast cancer. Cancer. 1995;76(12):2485-90.; Bergh J, Jönsson PE,
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Santos PP, Schwartsmann G. Clinical and pharmacokinetic study of fractionated
doses of oral etoposide in pediatric patients with advanced malignancies. Med Sci Monit. 2002;8(9):PI70-7.
Iconografia I55 - Teniposido.
Iconografia I56 - Ciclofosfamida.
Iconografia I57 - Doxorrubicina.
Cloridrato de Doxorrubicina. Princípio ativo: cloridrato de
doxorrubicina. Na comercialização, também na forma de Medicamento genérico de
adriblastina rd. Necessita de
receita. Branca comum. Indicações: -
Tratamento dos sintomas associados à enfermidades alérgicas, como: rinite
alérgica sazonal. Contra-Indicações: - Hipersensibilidade à fórmula. Interação:
- Alimentos podem diminuir a velocidade de absorção da levocetirizina.
Posologia: Uso Oral Leia mais. Classe Terapêutica: Antialérgico. Categorias:
Câncer, Outros.
Custo médio DOXORRUBICINA 50MG. RUBIDOX. de: R$ 195.92. Por: R$ 154,40.
Nota complementar.
Descrição do produto.
Lista de produtos da categoria: Medicamentos
Especiais.
DOXORRUBICINA 50MG – RUBIDOX.
O medicamento Doxorrubicina (Rubidox) é um
antibiótico utilizado como quimioterápico (medicamento frequente para o
tratamento de neoplasias) com atuação nas células tumorais, abrandando sua
propagação e intervindo nas suas funções. O medicamento Doxorrubicina (Rubidox)
é comumente usado no tratamento de leucemia linfoblástica aguda.
A Leucemia linfoblástica aguda é um tipo de
leucemia, ou câncer das células brancas do sangue, marcada pelo excesso de
linfoblastos. Os glóbulos brancos imaturos malignos multiplicam-se de forma
sucessiva e em exagero na medula óssea. Leucemia linfoblástica aguda causa
danos e morte por efeito de exclusão das células normais na medula óssea, e por
infiltrar outros órgãos. Leucemia linfoblástica aguda é mais corriqueiro em
crianças, especialmente entre os dois e cinco anos de idade, e também na
velhice(recapitulando. Ver abordagem anterior).
Doxorrubicina (Rubidox) – indicação.
O medicamento Doxorrubicina (Rubidox) tem sido
indicado para o tratamento das seguintes condições:
1.
Tratamento
de leucemialinfoblástica aguda, com ressalva para a leucemia linfoblástica
aguda infantil de baixo risco.
2.
Tratamento
de leucemia mieloblástica aguda.
3.
Tratamento
de tumor de Wilms.
4.
Tratamento
de sarcoma de Ewing.
5.
Tratamento
de neuroblastoma.
6.
Tratamento
de sarcomas dos tecidos moles e de ossos.
7.
Tratamento
de carcinoma de mama, carcinoma de ovário, carcinoma avançado do endométrio,
carcinoma das células de transição da bexiga, carcinoma da tireoide.
8.
Tratamento
de linfomas do tipo Hodgkin e não-Hodgkin.
O medicamento Doxorrubicina (Rubidox) também
demonstrou bons resultados na terapia de segunda linha em câncer testicular
refratário e carcinomas de cabeça e pescoço.
Doxorrubicina (Rubidox) – contraindicação.
1.
medicamento
Doxorrubicina (Rubidox) é contraindicado para pessoas que são hipersensíveis à
doxorrubicina, outras antraciclinas, antracenedionas (antineoplásicos).
2.
Também é
contraindicado nos seguintes casos:
3.
Contraindicado
em mielossupressão persistente (diminuição da função da medula óssea).
4.
Contraindicado
em uso Intravenoso (dentro de uma veia).
5.
Contraindicado
em insuficiência hepática grave (prejuízo grave da função do fígado).
6.
Contraindicado
em insuficiência cardíaca grave (incapacidade do coração de bombear emabundânciao
fluxo apropriado de sangue).
7.
Contraindicado
em infarto do miocárdio recente (morte das células do músculo cardíaco devido à
diminuição da quantidade de sangue/oxigênio).
8.
Contraindicado
em arritmias graves (alteração no ritmo dos batimentos do coração).
9.
Contraindicado
em tratamento prévio com doses máximas cumulativas de antineoplásicos como
doxorrubicina, daunorrubicina, epirrubicina, idarrubicina e/ou outras
antraciclinas ou antracenedionas.
Nota Direito à Saúde.
583.00.2010.203175-2/000000-000 - nº ordem 2127/2010 - Procedimento
Ordinário (em geral) - ANGELA MARIA BRIGHENTI X SUL AMERICA SEGURO SAÚDE S.A -
Fls. 278-284 - Autos: 583.00.2010.203175-2 Autora: Ângela Maria Brighenti Ré:
Sul América Seguro Saúde Ltda.
Vistos. I. Cuida-se de ação de obrigação de fazer cumulada com pedido de
antecipação de tutela ajuizada por ÂNGELA MARIA BRIGHENTI em face de SUL
AMÉRICA SEGURO SAÚDE LTDA. Segundo a inicial, as partes mantêm Contrato de
Plano de Saúde, porém, em janeiro de 2006, foi diagnosticada a presença de
carcinoma mamário lobular invasivo, razão pela qual a autora foi submetida a
tratamentos médicos, inclusive quimioterapia e radioterapia, os quais foram
cobertos integralmente pela ré. Ocorre que, após a realização de diversos tipos
de tratamento, o médico da autora determinou a realização de sessão de
quimioembolização, com a utilização do medicamento Doxorrubicina em infusão
intrarterial, o que, indevidamente, foi negada cobertura pela ré. Afirma que a
conduta da ré é abusiva, pois se trata de tratamento ligado ao ato cirúrgico
coberto pela ré, com o uso de medicamento devidamente registrado perante a
ANVISA. Assim, requer a condenação da ré a pagar o montante total de R$
81.878,25, referente ao tratamento médico indicado com a utilização do medicamento
?Doxorrubicina?. Com a inicial, a autora juntou os documentos de fls. 22/78.
Tutela antecipada deferida a fls. 79/80. A ré, devidamente citada, apresentou
contestação a fls. 107/125. Afirma, em síntese, que não agiu com abusividade,
pois a recusa de cobertura é devida, uma vez que se trata de medicamento
experimental, ainda não aprovado pela ANVISA. O contrato de plano de saúde é
expresso em excluir a cobertura de medicamentos experimentais. Réplica a fls.
165/171. É o relatório. D E C I D O. II. Procedo ao julgamento antecipado da
lide, nos termos do artigo330, I, do Código
de Processo Civil, tendo em vista a desnecessidade de
produção de provas em audiência. Não restam dúvidas que a autora, portadora de
câncer de mama, é beneficiária de Plano de Saúde junto à ré desde 2006, o qual
prevê a cobertura das despesas com tratamento da referida doença. Ademais,
também não restam dúvidas que a ré não autorizou a utilização do medicamento
?Doxorrubicina? prescrito pelo médico da autora para a continuidade do
tratamento da doença da autora. A ação é procedente. Como se sabe, os contratos
de plano de saúde estão submetidos às regras e princípios estabelecidos no Código
de Defesa do Consumidor. Com efeito, o Contrato de Prestação de
Assistência à Saúde de fls. 126/144, firmado entre as partes, prevê a cobertura
de tratamento de câncer de mama, o que inclui a cobertura de todos os procedimentos
e medicamentos indispensáveis a sua realização. Nesse sentido, o relatório
médico firmado pela Dra. KELLY CRISTINE CARVALHO, CRM 123.472, foi inciso e bem
esclarecedor, afirmando a necessidade de realização de sessão de
quimioembolização, com a utilização do medicamento ?Doxorrubicina?: ?Tendo em
vista as diversas internações e visitas ao Pronto Socorro associadas ao quadro
álgico determinado pela lesão hepática, foi solicitado procedimento local com
quimioembolização, utilizando, para isso, a Doxorrubicina em infusão arterial.
Após procedimento houve melhora importante das crises álgicas e redução do
número de internações? (fls. 53). Não obstante a indicação médica e a previsão
contratual de cobertura de tratamento de câncer de mama, a ré negou cobertura
do medicamento prescrito, ?Doxorrubicina?, sob alegação de que este não se
encontra devidamente registrado perante a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (ANVISA), tratando-se de medicamento off label, ou seja,
experimental. Sem razão, contudo. Com efeito, diferentemente do que alegou a
ré, o medicamento ?Doxorrubicina? está devidamente registrado perante a ANVISA,
conforme informado por esta mesma Autarquia (ver e-mails de fls. 54/57) e
consulta realizada pelo site da ANVISA - www.anvisa.gov.br (ver fls. 58/60),
não sendo aplicável, portanto, a previsão contratual que exclui a cobertura de
medicamentos não registrados. Sobre esse tema, veja esclarecedor precedente do
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: ?PLANO DE SAÚDE AÇÃO COMINATÓRIA Procedência
Recusa da seguradora no custeio do tratamento quimioterápico do autor (exame
PET/CT e fornecimento dos medicamentos carboplatina, paclitaxel e bevacizumabe)
- Descabimento - Exclusão invocada que contraria a finalidade do contrato e
representa abusividade que afronta ao CDC - Contrato que, ademais, prevê cobertura para quimioterapia - Cobertura
securitária que deve abranger drogas inovadoras - Necessidade do paciente
incontroversa (portador de neoplasia maligna de próstata) - Medicamentos
registrados na ANVISA e comercializados no País? (Apelação nº
0023428-65.2010.8.26.0000, 8ª Câmara de Direito Privado, 19-10-2011, rel. Des.
Salles Rossi). E mais: ?Ação pretendendo obrigar a ré a fornecer cobertura
integral ao tratamento quimioterápico com os medicamentos sugeridos pela médica
da paciente autora e com a realização de exames (pet scan) destinados a avaliar
a evolução do tratamento - recusa da operadora sob o argumento de os
medicamentos são off label, ou seja, não possuem registro específico para o
tratamento do câncer da autora, aprovado pela ANV1SA, e o exame não se inclui
no rol de coberturas obriga tórias da Resolução 167 da ANS - os medicamentos já se encontram registrados junto à ANVISA e
seu uso foi indicado pela médica responsável pelo tratamento, embasada em
literatura médica não impugnada pela ré - a eficiência do tratamento com os
medicamentos não foi questionada - ré nada demonstrou especificamente com
relação ao alegado caráter experimental dos medicamentos em questão - o
tratamento quimioterápico tem cobertura obrigatória de acordo com o artigo 14
da Resolução Normativa 167, não havendo que se falar, portanto, em
desequilíbrio contratual - a falta de aprovação específica da ANVISA para o
câncer da autora não pode se impor à constatação de que tais medicamentos são
efetivamente utilizados para o tratamento do câncer e foram apontados, pela
médica da autora, como a melhor opção para o seu tratamento (Apelação nº
0130413-83.2009.8.26.0100, 8ª Câmara de Direito Privado, j. 14-12-2010, rel.
Des. João Carlos Garcia). Nessa senda, tratando-se de medicamento devidamente
registrado na ANVISA, destinado ao tratamento quimioterápico (o qual está
abarcado pelo contrato de plano de saúde), prescrito pelo médico, Dra. Kelly
Cristine Carvalho, CRM 123.472 (cf. relatório médico de fls. 53), a negativa de
cobertura se mostra abusiva. Além de descumprir o contrato (pois não se trata
de medicamento em fase experimental) a conduta da ré não pode ser aceita,
porquanto em desacordo com o princípio da boa-fé objetiva. Realmente, agindo a
ré sem o lastro efetivo do contrato, em última análise, violou a cláusula da
boa-fé objetiva. Nessa senda, consigne-se que, além do CDC, hoje o CC de 2002 indica, como cláusula geral, caracterizada por conceito aberto,
a obrigatoriedade de atendimento da boa-fé objetiva (CC, art. 422). Deste modo, lembre-se que ?a boa-fé objetiva impõe ao contratante um
padrão de conduta, de modo que deve agir como um ser humano reto, vale dizer,
com probidade, honestidade e lealdade. Assim, reputa-se celebrado o contrato
com todos esses atributos que decorrem da boa-fé objetiva. Daí a razão pela
qual o juiz, ao julgar demanda na qual se discuta a relação contratual, deve
dar por pressuposta a regra jurídica (lei, fonte de direito, regra jurígena
criadora de direitos e obrigações) de agir com retidão, nos padrões do homem
comum, atendidas as
Polifarmacologia, aspectos especulativos.
Na maioria dos casos, dois ou três medicamentos são
administrados ao mesmo tempo.
Uma combinação padrão utilizada para a
quimiorredução de retinoblastoma intraocular é carboplatina e vincristina, com
ou sem o etoposido. Outros medicamentos podem ser usados se estes não forem
eficazes.
Possíveis Efeitos Colaterais.
Os medicamentos quimioterápicos atacam as células
que se dividem rapidamente, razão pela qual agem sobre as células cancerígenas.
Mas outras células no corpo, como as da medula óssea, revestimento da boca e
dos intestinos e os folículos pilosos, também se dividem rapidamente, e são
susceptíveis de serem afetadas pela quimioterapia, o que pode conduzir a
efeitos colaterais.
Os efeitos colaterais da quimioterapia dependem do tipo de medicamento, da dose
administrada e do tempo de tratamento. Os efeitos colaterais mais comuns
incluem: Perda de cabelo. Feridas na boca. Perda de apetite. Náuseas. Vômitos.
Diarreia. Infecções. Hematomas ou hemorragias. Fadiga. Síndrome mãos e pés.
Problemas cardíacos. Problemas renais. Problemas de audição. Problemas
urinários. Leucemia mieloide aguda.
Alguns medicamentos podem ter efeitos colaterais
específicos que não estão listados no paragráfo anterior.
Ao médico especialista lhe compete a avaliação e o
PROTOCOLO COMPLEMENTAR indicativo da presença de outros efeitos colaterais específicos aos quais os
profissionais de saúde e os familiares do paciente deve prestar atenção e o que
deve ser feito para ajudar a diminuir esses efeitos. Em alguns casos pode ser necessária a prescrição de
medicamentos para ajudar aliviar os efeitos colaterais. No entanto, são
geralmente de curto prazo e tendem a desaparecer com o término do tratamento.
Prognóstico e tratamento.
Os retinoblastomas que se localizam no olho
curam-se em mais de 90 % dos casos. Quando o cancro afeta só um olho, extrai-se
todo o olho, juntamente com parte do nervo óptico. Quando o cancro afecta ambos
os olhos, utilizam-se técnicas microcirúrgicas especiais para extrair ou
destruir o tumor, a fim de não ter de extrair ambos os olhos. Alternativamente,
pode-se extrair um olho e usar outras técnicas, como radioterapia e
microcirurgia, para controlar o tumor do outro olho. Podem ser administrados
fármacos anticancerosos (quimioterapia), sobretudo se a extensão do tumor
exceder o olho. Os olhos voltam a ser examinados de 2 em 2 ou de 4 em 4 meses.
A quimioterapia pode ser repetida se o cancro for recorrente.
As crianças com o tipo de retinoblastoma
hereditário correm um alto risco de sofrer de cancro recorrente. Além disso, 70
% dos pacientes com retinoblastoma hereditário desenvolvem um segundo cancro
nos 30 anos posteriores ao diagnóstico. O médico pode recomendar que os
familiares directos de qualquer criança com retinoblastoma se submetam ao exame
de, pelo menos, um olho. Outras crianças pequenas da família devem ser
examinadas para detectar retinoblastomas e os adultos devem ser submetidos a
revisão para detectar retinocitomas, tumor não canceroso originado pelo mesmo
gene.Os membros de uma família sem sinal de cancro podem ser submetidos a uma
análise de ADN para ver se são portadores do gene do retinoblastoma.
Tratamento Quimioterápico para
Retinoblastoma.
Como já amplamente propalado, a quimioterapia
utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. A
quimioterapia pode ser administrada de diversas maneiras:
Quimioterapia Sistêmica - Na maioria dos casos, os quimioterápicos são
injetados na veia (IV) ou administrados por via oral. Os fármacos entram na
corrente sanguínea e atingem todo o corpo. Isto é conhecido como quimioterapia
sistémica.
Quimioterapia Periocular (Subtenoniana) - Para alguns tumores intraoculares
avançados são necessárias doses mais elevadas de químio no interior do olho.
Juntamente com a quimioterapia sistémica, um dos medicamentos pode ser injetado
nos tecidos em torno do olho, onde lentamente se espalha pelo globo ocular.
Isto é denominado químio periocular ou subtenoniana. Estas injeções são feitas
com a criança sob anestesia. Elas podem causar vermelhidão e inchaço
significativo em torno do olho.
Quimioterapia Intraarterial - É uma abordagem mais recente, que consiste em
injetar a químio diretamente na artéria oftálmica, que fornece sangue ao olho.
Nesta técnica, um cateter muito fino é inserido numa artéria de grosso calibre
no interior da coxa e lentamente enfiado através dos vasos sanguíneos por todo
o caminho até à artéria oftálmica. A quimioterapia é então infundida por dentro
da artéria. Como a químio é colocada diretamente no interior da artéria que
nutre o olho, podem ser administrada doses muito menores de medicamentos, por
conseguinte, os efeitos secundários relacionados são mínimos. Os primeiros
resultados desta técnica em tumores avançados têm sido promissores, com bom
controle do tumor e poucos efeitos colaterais
e na maioria dos casos, tem permitido a preservação do olho que de outra
forma teria de ser removido.
Usos da Quimioterapia.
A quimioterapia pode ser utilizada como o primeiro
tratamento para diminuir alguns tumores que não se disseminaram. Isto é
denominado quimioredução. Estes tumores podem ser tratados de forma mais eficaz
com as terapias focais, como laserterapia, crioterapia, terapia térmica ou
braquiterapia para destruir completamente o tumor.
A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada
período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o
corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas
semanas.
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