RÁDIO WEB INESPEC 2024-2010

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Telemedicina.

 Telemedicina.

 

Telemedicina (do grego τελε, distância) trata do uso das modernas tecnologias da informação e telecomunicações para o fornecimento de informação e atenção médica à pacientes e outros profissionais de saúde localizados à distância.   Podemos para fins didático incorpora-la como parte da  sub-área da telessaúde e sua principal área atualmente é a cibermedicina, medicina por internet ou intranet. Outros meios de comunicações utilizados incluem telefones fixos, celulares, tablets, e robôs.

 

É AINDA em conceito mais amplo medicina à distância propiciada pela aplicação de tecnologias de telecomunicações e TI. As tecnologias viabilizam a troca de informações por médicos e profissionais da área da saúde, para debater a melhor escolha do tratamento para um paciente, para orientar procedimentos e para a promoção da saúde. No mundo, em atividades onde os profissionais de saúde trabalham em isolamento, a telemedicina tem se tornado uma alternativa cada vez mais presente. A ferramenta já foi, por exemplo, utilizada pela NASA e muito do que vem sendo praticado nessa área foi desenvolvido para cuidar da saúde dos astronautas no espaço. Também é possível citar sua aplicação em navios e embarcações de todo tipo, assim como empresas aéreas e apoio a profissional em locais isolados do globo, como nos Polos Norte e Polo Sul. Nesta linha de interação  ocorrer por meio de um simples contato telefônico, e-mail ou até por robustos portais de comunicação que permitem a interação por áudio, vídeo e equipamentos médicos. Mais recentemente, novíssimas tecnologias vestíveis e aplicativos vêm surgindo no mercado, facilitando a vida de quem possui um problema de saúde crônico e de quem quer melhorar a qualidade da sua vida com ações preventivas. Por essas características, rompendo barreiras e levando serviços médicos a qualquer lugar, a telemedicina está revolucionando a medicina. Vejamos alguns vídeos postados no yuotube, que proporciona uma visão mais ampla. Exemplos:

Entenda como funciona o sistema de Telemedicina.

https://www.youtube.com/watch?v=ngm3zSGSnYQ

Em São Paulo, médicos usam telemedicina para tratar pacientes na Bahia.

https://www.youtube.com/watch?v=WAw7-8haj7s

 

Telemedicina na Oncologia.

 

No Brasil a telemedicina oncológica já é uma realidade, o serviço é oferecido por diversas organizações, em particular  pelo Hospital  Einstein, que desde 1998  utiliza a TELEMEDICINA no hospital.

 

 A Telemedicina é a medicina à distância – propiciada pela aplicação de tecnologias de telecomunicação e TI. Essa ferramenta viabiliza a troca de informações por médicos e profissionais da área da saúde, para debater a melhor escolha do tratamento, orientar procedimentos e promover a saúde.  Para este serviço o hospital faz  uso das experiências médicas e cientificas da expertise Centro de Oncologia e Hematologia Einstein (Dayan - Daycoval) . A Telemedicina (é a Teleoncologia) Einstein tem como  objetivo  fornecer 24 horas por dia, sete dias por semana o serviço oncológico do hospital para qualquer região do País.

 

A Rede Piloto Nacional de Telessaúde em oncologia (Projeto ONCONET), que conta com financiamento da FINEP, é baseada na pesquisa e desenvolvimento de um novo conceito para apoio à prática médica remota, através da Internet e de tecnologias livres. Estabelece um novo modelo de Telemedicina de baixo custo e de alto valor tecnológico, adequado às demandas e à realidade brasileiras. Em sua primeira fase, a ONCONET, com foco inicial em câncer infantil, foi estabelecida por rede de alta velocidade (banda larga) para 6 hospitais do Brasil (ES, PI, AM, RO, SC e DF), através da RNP2 (Rede Nacional de Pesquisa 2). Outros hospitais do País fazem uso do projeto pela Internet convencional, e o projeto já beneficia 47 hospitais, com cerca de 300 médicos e 10 mil pacientes.  A ONCONET integra vários serviços, como: registro eletrônico de pacientes, sistema de diagnóstica e segunda opinião médica de imagens, sistemas de educação à distância e sistema de estatísticas de sobrevida e incidência de tumores. Em sua segunda fase, o projeto objetiva a continuidade da rede, estendendo-a para atender a ações voltadas para o câncer adulto, em parceria com o INCA. A rede foi ampliada para 4 novos hospitais nas regiões Norte e Nordeste, e também para os 3 hospitais do INCA no Rio de Janeiro. Atualmente, são 13 hospitais conectados por banda larga via RNP2 dentro do projeto. Nesta fase, diversos serviços foram implementados, como: Registro Hospitalar de Câncer (RHC), sistema de gestão para anatomia patológica via Web, sistema servidor de imagens médicas e Sistema de Informação do Câncer de Mama (SisMama). Os sistemas serão oferecidos nos CACON (Centros de Alta Complexidade em Oncologia), beneficiando até 250 hospitais públicos de tratamento oncológico. Particularmente, o RHC coletará dados sobre o tratamento oferecido aos pacientes e seu resultado, e o sistema de anatomia patológica terá foco na coleta de dados de diagnósticos. A conjunção destas informações permitirá uma melhor gestão do câncer no País.

 

Referência bibliográfica.

 

1.      Böhm GM, Chao LW, Silveira PSP. Telemedicine and Education in Brazil. Telemedicine Journal 5(1):61, 1999.

2.      Chao LW, Silveira PSP, Böhm GM. Telemedicine and Education in Brasil. Journal of Telemedicine and Telecare, 1999; 5:137-138.

3.      Chao LW, Silveira PSP, Azevedo Neto RS, Böhm GM. Internet discussion lists as an educational tool. Journal of Telemedicine and Telecare, 2000; 6:302-304.

4.      Chao LW, Oliveira Filho J, Arouca LV, Oliveira MR, Böhm GM. Web educational model for the brazilian population using VRML and interactive evaluation. Telemedicine J and e-Health, 2001; 7(2):132.

5.      Chao LW, Cestari TF, Bakos L, Oliveira MR, Miot HA, Böhm GM. Evaluation of an Internet-based teledermatology system. Journal of Telemedicine and Telecare, 2003; 9:S1:9-12.

6.      Chao LW, Enokihara MY, Silveira PSP, Gomes SR, Böhm GM. Telemedicine model for training non-medical persons in the early recognation of melanoma. Journal of Telemedicine and Telecare, 2003; 9:S1:4-7.

7.      Chao LW. Telemedicina na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Telessaúde – um instrumento de Suporte Assistencial e Educação Permanente. Editora UFMG, 247-256, novembro 2006.

8.      Chao RS, Skelton-Macedo MC, Sequeira E, Oliveira LB, Roulet PC, Zardetto CGC, Chao LW. Museu Digital – Projeto Boca Túnel. Na 25ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica, 2008; 22(Suppl. 1) 26-33 pág. 29

Soledad Blardone, em seu artigo publicado no link a seguir, diz que ma prática, em dias atuais, vem sendo aplicada mais freqüentemente em hospitais e instituições de saúde, que buscam outras instituições de referência para consultar e trocar informações. Também vem sendo aplicada para:

 

a)      Publicação de artigos científicos e casos clínicos para educação e auxílio diagnóstico,

b)      Informar resultados laboratoriais;

c)      Assistência a pacientes crônicos, idosos e gestantes de alto risco;

d)      Assistência a paciente com dificuldade de locomoção;

e)      Construção de bancos de dados de referência epidemiológica;

f)       Discussão de casos clínicos com doenças raras;

g)      Educação a distância de profissionais de saúde;

h)      Promoção de saúde, prevenção secundária e informações de tratamento de doenças;

i)       Cirurgias em tempo real, usando robôs controlados a distância.

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c9/%E8%95%AD%E4%B8%AD%E6%AD%A3%E9%99%A2%E9%95%B7%E9%80%B2%E8%A1%8CTelecare_conference.jpg/220px-%E8%95%AD%E4%B8%AD%E6%AD%A3%E9%99%A2%E9%95%B7%E9%80%B2%E8%A1%8CTelecare_conference.jpgUma  pesquisa desenvolvida por Harris interactive em 2008, identificou 150 milhões de usuários que acessam informações de saúde no mundo. Neste evento foram pesquisados 1010 americanos maiores de 18 anos, entrevistados por telefone 25% procuram informações de saúde com frequência, 89% encontraram a informação que procuravam, 86% consideraram as informações pelo menos parcialmente confiáveis e 47% discutiram as informações que encontraram com médicos(Taylor H. e col. , 2008).

 

Em uma revisão bibliográfica feita em 2005, Guillen identificou que os recursos da internet tem sido satisfatoriamente utilizados pelos enfermeiros, especialmente para educação de profissionais, mas também para educação e assistência de pacientes. Porém ela concluiu que a área de assistência ainda está na fase embrionária e precisa de mais pesquisas e investimento para se popularizarem(Guillen S.F.S., 2005)

 

Cibermedicina.

 

Cibermedicina é a área da telemedicina que estuda especificamente a relação entre internet e saúde. Ela se refere ao uso de informações de saúde (também chamadas de e-health) e de outros recursos da internet (como e-mail, chat e consultas online) tanto por profissionais de saúde quanto pacientes e leigos. Em 2002 existiam mais de sessenta milhões de utilizadores da internet que procuravam informações médicas, e já existiam mais de 100 mil sites com informações de saúde, em grande maioria gratuitos(Novellino, ACRG Iglesias, AJ de Lima, M da Cunha , Dez – 2002)

 

 

 

Restrições no Brasil.

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7c/Telemedicine_Consult.jpg/220px-Telemedicine_Consult.jpgEm alguns países consultórias médicas pela internet já são permitidas e regulamentadas.

 

Taylor e colaboradores em 2001 desenvolveu uma pesquisa com 834 médicos sobre o uso profissional da internet, 93% dos profissionais entrevistados tinham acesso a internet, 56% tinham acesso a internet no ambiente de trabalho, 59% realizavam acesso diário, 55% a usavam para se comunicar com colegas e 13% a usavam para se comunicar com pacientes. Neste estudo 39% relataram que usariam e-mail para relatar informações aos pacientes se tivessem garantia da informação ser segura e privada.

 

Vantagens do uso da telemedicina.

 

A telemedicina tende a avançar, pois entre as vantegaens deste procedimento temos:

 

a)      Redução do tempo e dos custos, pela desnecessidade de transportar os pacientes;

b)      Ajuste do gerenciamento dos recursos de saúde devido à avaliação e triagem por especialistas;

c)      Acesso rápido a especialistas em casos de acidentes e emergências;

d)      Diminuição da ida a hospitais superlotados e com riscos de infecções hospitalares;

e)      Uso mais eficiente de recursos, através da centralização de especialistas e da descentralização da assistência, alcançando um número maior de pessoas;

f)       Cooperação e integração de pesquisadores com o compartilhamento de registros clínicos;

g)      Maior qualidade dos programas educacionais para médicos e residentes localizados em zonas fora de centros especializados.

Conforme discutido aqui neste item de doutrinação, observamos que o SUS, na prática tem este procedimento como uma grande vantagem de aplicação na assistência primária a pequenas comunidades em regiões geográficas e/ou socioculturais distantes dos grandes centros urbanos. Estas regiões estão entre as áreas de maior risco no processo adoecer e morrer, devido à escassez de profissionais habilitados em identificar doenças, tratá-las e promover a saúde a nível local. Um dos principais motivos disso é o isolamento intelectual, e escassos recursos de auxílio diagnóstico. Acredita-se que a telemedicina possa ampliar as ações de profissionais e agentes comunitários de saúde, integrando-os aos serviços de saúde, localizados em hospitais e centros de referência, mantendo um mecanismo de atendimento contínuo para prevenção, diagnóstico e tratamento(Novellino, ACRG Iglesias, AJ de Lima, M da Cunha Telemedicina/Cibermedicina. Cadernos Brasileiros de medicina Jan a Dez – 2002 – VOL. XV – NOS 1, 2, 3 e 4; Taylor H. e col. (2001) Study Reveals Big Potential For Internet To Improve Doctor-Patient Relations. Volume 1, Issue 1—January 8, 2001. Disponível em: http://www.harrisinteractive.com/news/newsletters/healthnews/HI_HealthCareNews-V1-Issue1.pdf Acessado em 27/08/2010); Guillen S.F.S.(2005) Uso dos recursos de Internet na Enfermagem: uma revisão. Rev Bras Enferm 2006 mar-abr; 59(2): 212-6;  Taylor H. e col. (2008) Number of “Cyberchondriacs” – Adults Going Online for Health Information – Has Plateaued or Declined Volume 8, Issue 8-August 20, 2008. Disponível em:

http://www.harrisinteractive.com/news/newsletters/healthnews/HI_HealthCareNews2008Vol8_Iss8.pdf Acessado em 27/08/2010).

 

RESOLUÇÃO CFM Nº 1.974/2011.

Publicada no D.O.U. de 19 de agosto de 2011, Seção I, p.241-244. Estabelece os critérios norteadores da propaganda em Medicina, conceituando os anúncios, a divulgação de assuntos médicos, o sensacionalismo, a autopromoção e as proibições referentes à matéria. A norma legal diz que (Art. 3º, J, da Resolução) É vedado ao médico: oferecer consultoria a pacientes e familiares como substituição da consulta médica presencial(TELEMEDICINA).

http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CFM/2011/1974_2011.htm

 

Melanina.

 

As diversas camadas dos queratinócitos com melanina fornecem uma defesa eficaz dos tecidos subjacentes contra os efeitos nocivos dos raios solares, principalmente dos raios ultravioleta.

 

Para fins de cognição vamos definir que existem duas classes básicas de melanina:

 

a)      eumelanina, de cor acastanhada ou preta, e

b)      feomelanina, de cor avermelhada ou amarelada.

Os grânulos de melanina se dispõem sobre o núcleo do queratinócito, de modo a impedir lesões no DNA da célula pelos raios ultravioleta.

 

A eumelanina é muito mais eficiente que a feomelanina nessa proteção, e por isso os cânceres de pele são mais comuns em pessoas de pele clara, cujo conteúdo relativo de eumelanina é pequeno.

 

A produção de eumelanina e feomelanina é controlada por um receptor transmembrana, ao qual se liga o hormônio melanócito-estimulante, denominado MC1R.

 

Queratinócitos ou ceratinócitos são células diferenciadas do tecido epitelial (pele) e (*)invaginações da epiderme para a derme (como os cabelos e unhas) de animais terrestres responsáveis pela síntese da queratina.  São as células mais presentes na epiderme (representam 80% das células epidérmicas).

 

Os queratinócitos formam as cinco camadas da epiderme: camada basal, camada espinhosa, camada granulosa, camada lúcida e camada córnea. A camada basal é a mais profunda e é constituída por uma só camada de células cúbicas que se dispõem por cima da união dermo-epidérmica. A camada espinosa de Malpighi é constituída por múltiplas fileiras de queratinócitos, de citoplasma eosinófilo, aplanados e unidos entre si por pontes intercelulares.

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7c/Epithelial-cells.jpg/150px-Epithelial-cells.jpg Células epiteliais (em vermelho, queratina). Iconografia Ml 84.

 

(*)As invaginações são dobras da membrana celular para o interior da célula. Oposto de evaginações.  Um exemplo de invaginação é o que acontece na pinocitose.  Uma evaginação é uma projeção da membrana celular para fora da célula, formando os chamados pseudópodes. Oposto de invaginação. As mesmas, geralmente servem para aumentar a superfície de contato das células com moléculas metabólicas como gota de óleo, uma bactéria, glicose. As células dos intestinos possuem uma série de evaginações denominadas microvilosidades que servem para facilitar a absorção dos alimentos digeridos.

 

Podemos sugerir que a Melanina é a denominação genérica de uma classe de compostos poliméricos derivados da tirosina, existente nos reinos Animal, Planta e Protista e cuja principal função é a pigmentação e proteção contra a radiação solar. É a melanina que, por exemplo, confere pigmentação à pele, aos olhos e aos cabelos dos mamíferos. A falta de melanina dá origem a uma condição denominada albinismo.  Um pigmento é um material que muda a cor da luz transmitida ou refletida como resultado de uma absorção seletiva num dado comprimento de onda. Este processo físico é diferente da fluorescência ou fosforescência nos quais é o material que emite luz.  Muitos materiais absorvem seletivamente certos comprimentos de onda da luz. Os materiais que foram escolhidos e desenvolvidos para serem usados como pigmentos possuem propriedades especiais que os tornam ideais para colorirem outros materiais.

 

Um pigmento deve possuir uma resistência de tingimento de alta relativamente aos materiais que tinge. Tem de ser estável na sua forma sólida à temperatura ambiente.

 

O sistema muscular.

 

O sistema muscular é formado pelo conjunto de músculos do nosso corpo. Existem cerca de 600 músculos no corpo humano; juntos eles representam de 40 a 50% do peso total de uma pessoa.

 

Os músculos são capazes de se contrair e de se relaxar, gerando movimentos que nos permitem andar, correr, saltar, nadar, escrever, impulsionar o alimento ao longo do tubo digestório, promover a circulação do sangue no organismo, urinar, defecar, piscar os olhos, rir, respirar, etc.

 

A nossa capacidade de locomoção dependem da ação conjunta de ossos, articulações e músculo, sob a regulação do sistema nervoso.

 

 

http://www.sobiologia.com.br/figuras/Corpo/sistemamuscular.jpgIconografia SM 58

http://www.sobiologia.com.br/figuras/Corpo/sistemamuscular2.jpg

Iconografia SM 59

 

Sabemos que o  corpo humano é em regra geral constituído pelos principais músculos:

Músculos Esqueléticos - Os músculos esqueléticos ou voluntários são os que realizam os movimentos do corpo e se inserem sobre os ossos e cartilagens.

Músculos Lisos - É o principal tipo de músculo dos órgãos internos (exceto coração). Por exemplo, os músculos lisos dos intestinos empurram o alimento durante a digestão. Os movimentos dos músculos lisos são involuntários.

Músculo Cardíaco - É o músculo do coração ou miocárdio.

No corpo humano, existem músculos grandes, exemplos, os da coxa, e músculos pequenos, exemplos, músculos da face.

 

Os músculos podem ser arredondados (os orbiculares dos olhos, por exemplo); planos (os do crânio, entre outros); ou fusiformes (como os do braço). Porém, como já dito se resume, em reconhecer três tipos de músculo no corpo humano: Músculo não estriado (músculo liso); Músculo estriado esquelético e Músculo estriado cardíaco.

 

Os músculos não estriados têm contração lenta e involuntária, isto é, os movimentos por eles gerados ocorrem independentemente da nossa vontade. Esses músculos são responsáveis, por exemplo, pela ereção dos pêlos na pele (“arrepio”) e pelos movimentos de órgãos como o esôfago, o estômago, o intestino, as veias e as artérias, ou seja, músculos associados aos movimentos peristálticos e ao fluxo de sangue no organismo.

 

Os músculos estriados esqueléticos fixam-se aos ossos geralmente por meio de cordões fibrosos, chamados tendões. Possuem contração vigorosa e voluntária, isto é, seus movimentos obedecem a nossa vontade. Exemplos: os músculos das pernas, dos pés, dos braços e das mãos. O músculo estriado cardíaco é o miocárdio, o músculo do coração, que promove os batimentos cardíacos. Sua contração é vigorosa e involuntária.

http://www.sobiologia.com.br/figuras/Corpo/musculo2.jpg

Iconografia SM 60

O trabalho muscular.

No caso dos músculos estriados esqueléticos, os ossos atuam como alavancas e permitem a efetivação do movimento. Às vezes, o movimento é possível graças ao trabalho antagônico de dois músculos. Por exemplo: quando o indivíduo dobra um braço, o bíceps braquial se contrai, diminui no comprimento e aumenta na espessura. Ao mesmo tempo, o tríceps braquial relaxa. Ao esticar o braço, a situação se inverte: o bíceps braquial relaxa, voltando ao tamanho normal, e o tríceps braquial se contraem.

A fadiga muscular.

 

Os pesquisadores: Adriano Eduardo Lima-Silva; Tony Charles Fernandes; Fernando Roberto De-Oliveira; Fábio Yuzo Nakamura e Monique da Silva Gevaerd apontam em estudos controlados cientificamente que “Uma série de estudos tem sido realizada para compreensão do metabolismo de glicogênio muscular durante o exercício.

 

Estudos clássicos apontaram uma associação entre as reservas iniciais de glicogênio muscular e o tempo de sustentação do esforço.

 

O glicogênio muscular diminui de forma semilogarítmica (Um gráfico semilogarítmico é uma representação gráfica de uma função ou um conjunto de valores numéricos, em que as abscissas ou eixo das ordenadas têm escala logarítmica, enquanto o outro eixo tem uma escala linear ou proporcional. Referência: Carlos Gutierrez Aranzeta. , 2006) em função do tempo, mas a concentração desse substrato não chega à zero, o que sugere a participação de outros mecanismos de fadiga na interrupção do exercício prolongado.

 

Nesse tipo de atividade, a depleção de glicogênio, primeiro, ocorre nas fibras de contração lenta, seguida pela depleção nas de contração rápida. A diminuição na taxa de utilização de glicogênio muscular está sincronicamente ligada ao aumento no metabolismo de gordura, mas o mecanismo fisiológico é pouco compreendido”.

 

Uma das razões que fundamenta a importância da fisioterapia no tratamento dos distúrbios oncológicos no sistema muscular é conhecer também, o processo da fadiga muscular. 

 

Fadiga é o sintoma prevalecente na doença oncológica avançada, ocorrendo em 75% a 95% dos doentes. É debilitante por comprometer as atividades da vida diária e ocasionar prejuízos à qualidade de vida.

 

A inclusão deste tópico dentro deste conceito de “fadiga muscular” busca introduzir os interessados para que disponha de tempo para uma pesquisa que ao conceituar a fadiga muscular no Rabdomiossarcoma, descreva-se a prevalência e os fatores relacionados à fadiga.

Estudos já apresentam bons resultados, para adoção de métodos de avaliação e os meios de intervenção para o manejo desse sintoma. Já se identifica diversos estudos, que estão credenciados, e são referencias bibliográficas da Medline, foram identificadas 68 publicações. Na internet e nos bancos de dados científicos podemos dizer que se encontra 21 artigos de periódicos, quatro capítulos de livro e cinco sites da Internet. Depreendeu-se que o conceito de fadiga e suas causas, no câncer, não estão bem estabelecidos, porém é considerada uma síndrome na quais fatores físicos e psíquicos contribuem para sua gênese e manifestação.

 

As pesquisas realizadas durante os estudos para elaboração deste trabalho monográfico (o presente livro) foram identificados 8 instrumentos para a avaliação da fadiga e seu controle inclui o uso de terapias farmacológicas, hematológicas, oxigenoterapia e técnicas não convencionais em farmacologia clínica. Que aqui chamaremos de “métodos não farmacológicos”.   Dentre as supostas técnicas não farmacológicas destacam se a organização do ciclo atividade/repouso, a adequada alimentação, o uso de acupuntura, técnicas de relaxamento e a atividade física, entre outras. Há a necessidade de educar profissionais, doentes e cuidadores de que a fadiga no câncer é um sintoma passível de intervenção.

 

O aumento da sobrevida transformou o câncer em doença crônica, e os doentes, sujeitos a maiores sofrimentos.

O sofrimento provém do tumor, de outros sintomas relacionados à doença, do desgaste com o tratamento e da carga emocional que envolve o diagnóstico.

 

Pesquisas estão esclarecendo a magnitude e os mecanismos dos sintomas comumente vivenciados pelos pacientes terminais. Fadiga, dor, dispnéia, alterações cognitivas, perda de apetite, caquexia, náusea e depressão são comuns e, juntas, debilitam o paciente e seus familiares(Passik SD, Kirsh KL, Rosenfeld B, McDonald MV, Theobald DE., 2001;  National Institutes of Health (US).

 

Apesar de frequente e debilitante, há divergências quanto à sua definição. A fadiga limita de forma significativa as atividades diárias e reduz a capacidade de trabalho. Fadiga é relatada pelos doentes com câncer, em todas as fases da doença, como um dos sintomas mais frequentes, principalmente nos casos que apresentam metástases. Há consenso de que seja um sintoma multicausal, cuja gênese e expressão envolvem aspectos físicos e psíquicos, podendo ser considerada uma síndrome. Parece que na Clínica Médica, é o sintoma para o qual menos se conhecem intervenções efetivas, especialmente quando comparadas às indicadas para o controle de outros sintomas, como a dor(Kaasa S, Loge JH, Knobel H, Jordhoy MS, Brenne E.,1999; Crang C., 1999;  Esper P, Redman BG., 1999; Kuuppelomäki M, Lauri S., 1998; Winningham ML. Fatigue. In:  1996;  Burke MB. Fatigue, 1998; Instituto Nacional de Câncer (Brasil). 2001).

 

De forma limitada ao campo especulativo da oncologia em relação a métodos de apoio ao estado da fadiga muscular/orgânica do doente, podemos dizer que a fadiga é uma síndrome na quais fatores físicos, emocionais e cognitivos estão imbricados e contribuem para a gênese e manifestação. É o sintoma prevalecente e o mais debilitante em pacientes com câncer avançado. É subestimada pela ausência de um conceito bem estabelecido, de instrumentos de avaliação e quantificação dos sintomas adequados, pelo insuficiente relato do desconforto pelos doentes e baixas prioridades pelos profissionais. O manejo da fadiga é um desafio e as formas de controle incluem o uso de terapias farmacológicas e nãofarmacológicas. Há necessidade de educar os profissionais, doentes e cuidadores para que a fadiga seja identificada e tratada.

 

Concluindo em síntese podemos sugerir  que a Fadiga Muscular pode ser concebida como declínio da tensão muscular com a estimulação repetitiva e prolongada durante uma atividade. A tensão muscular é o que mantém a musculatura do corpo rígida e ativa. Esta tensão é mantida por duas substâncias importantíssimas para o sistema muscular humano, o glicogênio muscular e a glicose sanguínea.

 

Metabolismo do glicogênio muscular durante o exercício físico: mecanismos de regulação.

Metabolismo do glicogênio muscular.

 

A síntese e degradação do glicogênio envolvem conjuntos separados de enzimas funcionando de forma irreversível, ou seja, o processo de degradação não é o inverso da síntese. 

 

Ao todo há pelo menos oito enzimas envolvidas. Basta que uma falte para que a síntese ou degradação fiquem comprometidas, ou a molécula de glicogênio pode ser anormal.

 

Além disso, há enzimas que têm formas diferentes em órgãos diferentes. P. ex., a fosforilase hepática, a primeira enzima da via de degradação, é diferente da fosforilase muscular. A falta congênita de uma não influencia o nível da outra.

http://anatpat.unicamp.br/glicogen+.jpg

Iconografia SM 61

 

A musculatura esquelética e o fígado constituem os principais órgãos de armazenamento de glicogênio. Embora encontremos no fígado uma maior concentração desse composto (até 6%), as reservas são maiores, em termos absolutos, na musculatura esquelética

http://anatpat.unicamp.br/glicogenio2++.jpg

Iconografia SM 62

 

O metabolismo do glicogênio muscular durante o exercício foi elucidado a partir de uma série de estudos clássicos, publicados pelo grupo do Instituto Karolinska de Estocolmo (Ahlborg B, Bergstrom J, Ekelund L-G, Hultman E., 1967).

As reservas de glicogênio muscular são estreitamente relacionadas ao desempenho e tempo de sustentação do esforço em determinado exercício.

 

A transferência de predominância do metabolismo de glicogênio muscular para o de lipídios acontece com o prolongamento da atividade, à medida que diminuem as reservas de carboidrato.

 

O mecanismo fisiológico que limita a entrada de glicose na fibra muscular ainda não está totalmente esclarecido, mas, provavelmente, um balanço entre a diminuição da insulina com o exercício e a modificação física na estrutura molecular do glicogênio muscular regule esse processo.

 

Essa limitação no transporte de glicose pode prevenir o estado de hipoglicemia, por poupar a utilização desse substrato pelo músculo.

 

Algumas evidências apontam para uma relação entre glicogênio muscular e bomba de cálcio no processo de contração - relaxamento, mas estudos em humanos são necessários para comprovar essa hipótese.

 

Estudos com hipoxantinas e amônia também não permitem muitas conclusões, e desenhos experimentais, com melhor controle da intensidade do exercício, podem elucidar essa questão.

http://anatpat.unicamp.br/glicogenio3a+.jpg

Iconografia SM 63

 

Observações importantes na Farmacologia Clínica, em particular:

 

       I.          Órgãos que mantêm depósitos de glicogênio: fígado, até 6 % do seu peso após uma refeição rica em carboidratos; músculo esquelético, até 0,7 %.

     II.          A função do glicogênio hepático é a manutenção da glicemia entre as refeições, ou seja, é uma reserva de glicose que pode ser exportada para outros órgãos (como o cérebro, cuja energia é exclusivamente derivada da glicose,) quando necessário.

    III.          Para demonstrarmos glicogênio dentro de células é necessário um fixador não aquoso, como o álcool. Do contrário o glicogênio, sendo hidrossolúvel, desaparece (portanto, não se pode usar formol).  O corante usado é o Carmin de Best,  ou a reação histoquímica do PAS.

   IV.          O glicogênio é a forma de armazenamento de açúcares nas células animais, como o amido o é nas vegetais. É uma molécula ramificada, constituída por unidades de glicose em ligação glicosídica 1-4, com ramificação onde a ligação é 1-6. O peso molecular pode chegar a 100 milhões.

     V.          O glicogênio muscular, ao contrário, não pode ser exportado. É usado pela própria fibra como fonte emergencial de energia quando a necessidade desta é muito intensa, p. ex. uma corrida veloz.

 

Considerando os fins desta obra, USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS, no futuro breve, dentro do contexto desta obra, vai nos deparar com necessidades de compreensão farmacocinética e farmacodinâmica.

 

Assim, por apego a doutrinação teórica cientifica, sugerimos que aqui seja descrito, e serão, algumas doenças resultantes de falta geneticamente condicionada do metabolismo do glicogênio, vejamos:

 

Glicogenose  hepática  tipo I  ou   Doença  de  von  Gierke.

 

O propósito deste comentário é mostrar uma alteração morfológica (no caso, vacuolização dos hepatócitos) devida ao acúmulo de uma substância intracelular  (no caso, glicogênio) que, por sua vez, é condicionada por uma deficiência enzimática de origem genética.

Iconografia SM 64

Iconografia SM 65

Iconografia SM 66

Iconografia SM 67

Iconografia SM 68 - Imagens créditos: Universidade de Campinas – Unicamp-Br

 

Glicogenose hepática tipo I ou doença de von Gierke.

 

Lâmina de fígado mostrando acúmulo de glicogênio em hepatócitos, que ficam com citoplasma claro e vacuolado (aspecto em célula vegetal). O material foi obtido por biópsia em cunha, fixado em formol, incluído em parafina, e os cortes foram corados por hematoxilina e eosina. O glicogênio, sendo hidrossolúvel, dissolveu-se no fixador, que é aquoso.

 

Temos, portanto, a imagem após a retirada do glicogênio. O aspecto vazio do citoplasma foi comparado ao de uma célula vegetal, onde a maior parte do volume celular é ocupada por um vacúolo aquoso.  Os filamentos róseos, que contrastam com o aspecto vazio do citoplasma, correspondem a organelas, como mitocôndrias e retículo endoplasmático.

 

O núcleo tende a permanecer central.  Para demonstrar efetivamente o glicogênio seria necessário fixar o fragmento em um fixador não aquoso (p. ex., álcool absoluto).

 

 Neste caso, o glicogênio, sendo insolúvel em álcool, permaneceria no interior das células e poderia ser revelado por um corante como o carmim de Best, ou por uma reação histoquímica, como o ácido periódico + reativo de Schiff (PAS). 

 

A Universidade de Campinas disponibiliza a quem interessar se desejar ver o resultado desta reação em uma glicogenose muscular, a doença de McArdle, acesse:

http://anatpat.unicamp.br/bimacardle.html

 

http://anatpat.unicamp.br/glicogenose2++.jpg

Iconografia SM 69 - Imagens créditos: Universidade de Campinas – Unicamp-Br

http://anatpat.unicamp.br/glicogenose1++.jpg

Doença de McArdle.  Iconografia SM 70 - Imagens créditos: Universidade de Campinas – Unicamp-Br

Temos aqui um exemplo de acúmulo de glicogênio em fibras musculares esqueléticas na doença de McArdle (glicogenose tipo V).  A doença é autossômica recessiva e acarreta a falta da enzima fosforilase muscular, que é a primeira enzima da cadeia de quebra do glicogênio (glicogenólise).

 

A falta da enzima leva ao acúmulo de glicogênio na forma de vacúolos subsarcolemais (abaixo da membrana externa da fibra).  Isto é demonstrado nas figuras acima em duas colorações: à esquerda, com tricrômico de Gomori modificado, que cora as fibras musculares em verde.

 

O glicogênio aparece como um vacúolo descorado; à direita, o corte foi corado com PAS (ácido periódico + reativo de Schiff) que cora o glicogênio em vermelho magenta. 

 

Clinicamente, a doença se manifesta na idade adulta como intolerância ao exercício físico intenso, que causa câimbras.

 

Com atividade forte e brusca (p. ex. jogar futebol), o músculo cataboliza glicogênio para obter ATP mais rapidamente (via da glicólise anaeróbia).

 

O ciclo de Krebs, que requer oxigênio, fornece muito mais ATP, mas as reações tomam mais tempo. Na falta da enzima fosforilase não é possível mobilizar o glicogênio para hidrólise.

 

A fibra entra em carência aguda de ATP, há falha nas bombas iônicas de membrana e pode haver entrada de cálcio e morte da fibra (rabdomiólise).

 

A causa destas alterações é uma deficiência genética da enzima glicose-6-fosfatase, a última enzima da via de degradação do glicogênio, antes de sua liberação como glicose no sangue.

 

A enzima é codificada por um par de gens autossômicos. É necessária a falta de ambos para que a doença se manifeste (portanto, herança autossômica recessiva).

 

Hepatócitos normais no corte maior da mesma lâmina.  Estes hepatócitos têm citoplasma bem distribuído. O aspecto finamente granuloso é devido às várias organelas presentes no citoplasma. (Embora a lâmina seja de cirrose (que será estudada em outro capítulo), os hepatócitos têm estrutura normal).

 

Iconografia SM 71 - Imagens créditos: Universidade de Campinas – Unicamp-Br

Iconografia SM 72 - Imagens créditos: Universidade de Campinas – Unicamp-Br

Iconografia SM 73 - Imagens créditos: Universidade de Campinas – Unicamp-Br

Iconografia SM 74 - Imagens créditos: Universidade de Campinas – Unicamp-Br

 

Concluindo.

 

Glicogenoses:  Doenças genéticas do metabolismo do glicogênio.

 

A falta das enzimas do metabolismo do glicogênio acarreta várias doenças autossômicas recessivas chamadas glicogenoses. Há pelo menos 12 já descritas.

 

Tomamos as seguintes doenças como  Exemplos:

 

Doença de Von Gierke: glicogenose do tipo I, por deficiência de glicose-6-fosfatase em hepatócitos e células tubulares renais.

 

1.      Notada geralmente em torno dos dois anos de idade. 

2.      Herança autossômica recessiva.

3.      Retardo de crescimento.

4.      Ausência de retardo mental. 

5.      Grande hepatomegalia e renomegalia.

6.      Ausência de esplenomegalia ou de ascite.

7.      Hipoglicemia que não responde a adrenalina ou glucagon. 

8.      Hipoglicemia pode causar crises convulsivas.

9.      Morte precoce por infecções intercorrentes. 

10.   Aspecto microscópico no fígado: acúmulo de glicogênio no citoplasma dos hepatócitos, dando aspecto de célula vegetal.

Patogênese: A glicose 6-fosfatase é a última enzima da via de degradação do glicogênio no fígado para dar glicose. 

 

A enzima retira o grupo fosfato da posição 6 da molécula da glicose 6-fosfato. A glicose pode atravessar a membrana do hepatócito, mas a glicose 6-fosfato não pode.

 

Conseqüentemente, acumula-se dentro do hepatócito, retardando toda a via de degradação e retendo o glicogênio, que passa a ser abundante no hepatócito, dando o aspecto em célula vegetal quando retirado por fixadores aquosos como o formol. 

 

O aumento do volume dos hepatócitos leva a aumento do fígado como um todo (hepatomegalia). A hipoglicemia é explicada pela falta de liberação da glicose no sangue. 

Doença de McArdle: glicogenose do tipo V, por deficiência de  fosforilase em fibras musculares esqueléticas.

1.     Notada geralmente na idade adulta.

2.     Curso benigno e restrito à musculatura esquelética. 

3.     Câimbras ao fazer exercício. Fadiga fácil. 

4.     Incapacidade de realizar trabalho muscular intenso ou prolongado. 

5.     Ausência de elevação de lactato ou piruvato no sangue após exercício, em contraste com aumento de 2 a 5 vezes no indivíduo normal. 

6.     Pode haver mionecrose e mioglobinúria em tentativa de exercício físico intenso. 

7.     Aspecto microscópico: acúmulos subsarcolemais de glicogênio nas fibras musculares, formando bolhas opticamente vazias. 

Veja exemplo clicando no site: http://anatpat.unicamp.br/bimacardle.html

 

Patogênese: A fosforilase é a primeira enzima da via de degradação do glicogênio.

 

Na sua falta, a fibra muscular tem dificuldade em obter energia através de glicólise anaeróbica.

Normalmente, a fibra usa ATP gerado no ciclo de Krebs, que é muito mais abundante, mas requer O2 como aceptor de hidrogênio na cadeia respiratória. Em casos de trabalho muscular intenso, a fibra lança mão da glicólise anaeróbica (cada glicose  resultando em 2 piruvatos + 2 ATP). 

 

Na falta de fosforilase, a fibra pode ficar sem ATP para mover suas bombas iônicas e pode até sofrer necrose  (morte celular). Isto explica a incapacidade em realizar exercícios intensos e prolongados e ocorrência de dores e câimbras nos músculos exercitados.

 

Nota de Direitos Autorais.

 

As imagens acima estão protegidas pelos direitos de autor. O objetivo do site http://anatpat.unicamp.br/classifneo.html  é publicar casos interessantes através da Internet, promover a livre circulação do conhecimento. Lembramos que todo o material apresentado aqui é com direitos de autor e reprodução não autorizada para uso comercial é estritamente proibido. No entanto, os autores autorizam o seu uso, de algumas das fotos para ilustrar palestras ou outro site, e livros não comerciais, como monografias, dissertações e teses de doutorado, aqui reproduzimos e citamos a origem e o um link

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ANATOMIA  PATOLÓGICA - ÍNDICE  ALFABÉTICO  DE  ASSUNTOS –

Professor Luciano S. Queiroz, MD, Ph.D. Neuropatologista. Rogério Augusto Paes, BBS. Biólogo. Departamento de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas. Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, São Paulo, BRASIL.

http://anatpat.unicamp.br/indexalfa.html

ANATOMIA   PATOLÓGICA   GERAL - MÓDULO    -    NEOPLASIAS

http://anatpat.unicamp.br/classifneo.html

 

Para finalizar em relação ao tópico fundamental neste seguimento, a fadiga, deduzimos que o glicogênio muscular pode ser definido como uma reserva de carboidratos que fica guardada na musculatura e nos órgãos (como o fígado) em caso de uma "emergência". É o glicogênio que fornece combustível e energia para a construção e manutenção do Sistema Muscular. A glicose sanguínea é todos os açucares que estão livres na corrente sanguínea, sem estar armazenada, é o açúcar momentâneo que é esgotado primeiro quando uma atividade é iniciada.

O pesquisador McArdle e Katch, 1992, assevera que a falta destas duas substâncias (principalmente do glicogênio), leva a falta de oxigênio, aumento do ácido lático na musculatura, aumento do PH (acidez), prejuízo no sistema de transferência de energia, distúrbio no sistema para a transmissão do impulso nervoso e desequilíbrio salino, causando assim a fadiga da musculatura em atividade.

 

As causas mais comuns para a fadiga muscular são várias, uma dieta hipoglicídica (pobre em açucares) faz com que o glicogênio muscular e hepático diminuam rapidamente reduzindo o desempenho do exercício de curta duração, assim como de atividades de endurance prolongadas e submáximas.

Tanto para atletas como para indivíduos que reduzem, demasiadamente, o percentual de glicídios (gorduras), como em dietas líquidas e de inanição (dieta sem ingestão de alimentos).

Essas dietas tornam difícil, do ponto de vista do fornecimento de energia, participar na atividade ou no treinamento físico vigoroso fazendo com que o praticante tenha fadiga muscular mais cedo e constantemente.

 

Existem algumas doenças, como a Hipoglicemia, que alteram o metabolismo e a absorção dos açucares impedindo o funcionamento normal do organismo. Alguns suplementos alimentares a base de algumas proteínas competem com os açucares impedindo seu armazenamento e metabolismo.

 

Outros produtos muito consumidos por lutadores são os suplementos energéticos, que muitas vezes não deixam a sensação de sobrecarga ser sentida pelo corpo, levanto o atleta a limites nunca alcançados, o que é muito prejudicial para a saúde.

 

As conseqüências para os atletas são várias, desde a perda momentânea da força, perda da força por um longo período, fraqueza durante a luta e treinamento, sensação do corpo estar mole e leve, indisposição, preguiça para treinar, aumento da flacidez da musculatura, além é claro de afastar o atleta durante um tempo, que muitas vezes pode ser em uma etapa importante na preparação para alguma competição.

 

Um outro fator importante e descoberto recentemente é que a fadiga muscular leva a uma perda da propriocepção do corpo - a propriocepção é uma habilidade do corpo de se localizar no espaço. Ou seja, quando a fadiga aparece, o atleta pode perder seus reflexos e seus equilíbrios, fatores primordiais para os lutadores.

 

Algumas ressalvas em relação ao comentário anterior, é quando se refere ao paciente com câncer. Principalmente em relação a alimentação e o controle via fisioterapia, dos pontos citados.

 

Prevenção.

 

A prevenção é baseada primeiramente em uma boa reeducação alimentar, treinamento adequado, limite de treinamento (hora/dia), não ultrapassando seu limite físico e mental, repouso entre as séries de exercício, nunca trabalhar o mesmo grupo muscular por dias consecutivos procurando sempre alternar o trabalho nas academias com outras atividades mais leves.

 

Tratamento.

 

O tratamento baseia-se em repouso, bolsas de água quente para relaxar a musculatura, se estar fazendo exercícios físicos, quando voltar ao treinamento, começar com cargas leves e subir o peso gradativamente para evitar novas fadigas.

 

Uma reeducação alimentar deve ser instituída, massagem é também um excelente recurso para o relaxamento da musculatura, assim como trabalhos na piscina e hidromassagem.

 

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