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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Introdução ao discurso básico do Estadiamento do câncer.

 

Introdução ao discurso básico do Estadiamento do câncer.

Iconografia D-30 - Exemplo iconográfico de um Estadiamento do câncer no colo do útero.

Podemos considerar o estadiamento como os níveis de desenvolvimento – expansão e comprometimento do câncer, níveis esses presentes  antes e depois do tratamento.

 

É ainda considerado os estágios do câncer, é uma designação geralmente em números de I a IV. Representando doutrionariamente o quanto o câncer já se espalhou pelo corpo.

 

Organização Pan-Americana da Saúde (OPS).

“O alto número de mortes por câncer...  de  colo de útero na América Latina e no Caribe é muito preocupante, sobretudo, porque o câncer cérvico-uterino é amplamente passível de prevenção...”

A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia preconiza o estadiamento durante o ato operatório, porém nos casos mais avançados a abordagem terapêutica não é cirúrgica.

 

Em janeiro de 2014 a  Organização Pan-Americana da Saúde (OPS) informou que a  “A mortalidade por todos os tipos de câncer está caindo em nove países das Américas, incluindo Brasil, Estados Unidos e Venezuela. As mortes pela doença se reduziram no Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Estados Unidos, México, Nicarágua, Paraguai e Venezuela(destacou a OPS, em um comunicado sobre o relatório “Câncer nas Américas: perfis de país 2013″). Ainda assim, o câncer se mantém como a segunda causa de morte no continente – atrás das doenças cardiovasculares – com 1,3 milhão de óbitos ao ano, acrescentou a OPS, escritório regional da Organização Mundial de Saúde (OMS), com sede em Washington. O relatório foi apresentado V Congresso Internacional de Controle de Câncer em Lima, com base em dados fornecidos à OPS por seus países-membros, o relatório descreve um panorama heterogêneo. Metade das mortes por câncer na região acontece em países da América Latina e do Caribe. Entre esses países, estão as taxas mais altas (Trinidad y Tobago, Cuba e Argentina), mas também as mais baixas (México, Nicarágua e El Salvador). Em geral, o câncer de próstata é a modalidade que mais mata homens, e o câncer de mama, o que mais atinge as mulheres. Na América Central e na região andina, porém, o câncer de estômago é o que mais afeta ambos os sexos. Já nos EUA e no Canadá, a principal causa de morte por câncer é o de pulmão. Devido às taxas elevadas de câncer de próstata e de pulmão, a doença costuma matar mais os homens, à exceção de El Salvador e Nicarágua, onde são numerosos os casos de câncer de colo uterino e de estômago nas mulheres.

 

Câncer de mama e Colo de útero.

 

O câncer de colo uterino é a maior causa de morte entre mulheres em todo o mundo, notadamente nos países em desenvolvimento. O o estadiamento, em geral, é feito com o exame clínico ginecológico e exames básicos de imagem. Entretanto, essa forma de abordagem não expressa a real extensão da doença e não inclui importantes fatores prognósticos como volume tumoral, invasão estromal e acometimento linfonodal. A ressonância magnética está sendo cada vez mais utilizada para este fim, pois nos estádios iniciais seu desempenho pode ser comparado aos achados intra-operatórios e nos estádios avançados se mostra superior em relação à avaliação clínica. A ressonância magnética apresenta excelente resolução para diversas densidades das estruturas pélvicas, não utiliza radiação ionizante, é confortável, melhora o estadiamento, permite a detecção precoce de recidiva e a identificação de fatores prognósticos fidedignos que contribuem na decisão e predição dos resultados terapêuticos, com excelente custo-efetividade.

 

Ferlay F, Bray F, Pisanni P, Parkin DM; Eifel PJ, Berek JS, Thigpen JT; Narayan K, Mckenzie AF, Hicks RJ, Fisher R, Bernshaw D, Bau S; Soutter WP, Hanoch J, D'Arcy T, Dina R, McIndoe G.A, deSouza N.M; Benedet JL, Bender H, Jones H, Ngan HY, Pecorelli, contextualizam que o carcinoma de colo uterino representa, atualmente, um importante problema de saúde pública. Apesar de as pacientes terem sobrevida mais longa devido ao diagnóstico mais precoce e ao tratamento mais eficaz, esta doença ainda é a principal causa de morte por câncer entre as mulheres na maioria dos países em desenvolvimento.  O carcinoma do colo apresenta evolução lenta e em geral invade a vagina e espaço paracervical, ao longo dos paramétrios e dos ligamentos útero-sacros. Pode invadir ainda a bexiga, o reto e os linfonodos pélvicos e paraaórticos.  O padrão de disseminação pélvica do carcinoma do colo uterino restringe o uso do tratamento cirúrgico para formas iniciais, uma vez que pode faltar margem de segurança na ressecção para os tumores que já comprometem o espaço paracervical. O estadiamento da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) é amplamente utilizado, tanto para o planejamento terapêutico quanto para o acompanhamento das mulheres após o tratamento, no entanto, tem-se mostrado falho para prever a verdadeira extensão da doença. Também não considera fatores prognósticos relevantes como o volume tumoral, a vascularização, o crescimento endofítico ou exofítico, a invasão estromal e o acometimento linfonodal. Ciente dessa falha, o Comitê de Oncologia da FIGO passa a recomendar que o estadiamento definitivo seja baseado nos achados do intra-operatório(Iconografia D-30), pelo cirurgião e pelo patologista.

 

Neste seguimento especializado é importante avaliar e conhecer  os aspectos da ressonância magnética mais importantes no estadiamento desta doença. Essa matéria será discutida em outra oportunidade.

 

Ainda em relação a  OPS, esta através da assessora em Prevenção e Controle de Câncer da OPS/OMS, Silvana Luciani, citada no documento, alerta: “O alto número de mortes por câncer de mama e colo de útero na América Latina e no Caribe é muito preocupante, sobretudo, porque o câncer cérvico-uterino é amplamente passível de prevenção, e o câncer de mama pode ser detectado no estágio inicial e ser tratado de maneira bem-sucedida”. O informe da OPS revela ainda deficiências na atenção pública da doença, à exceção de Canadá e EUA. Menos de um terço dos países cumpre os padrões internacionais mínimos de equipamentos de radioterapia e, na grande maioria, o acesso aos medicamentos, revelou o estudo.

 

Assim, para os profissionais de saúde, em particular o médico, no Brasil, por força da legalidade do exercício da medicina deve está atento, em particular os não Oncologistas, para os aspectos do estadiamento.

 

Estadiamento oncológico.

 

O principal propósito a ser conseguido pela concordância internacional na classificação dos casos de câncer pela extensão da doença é fornecer um método que permita comparações entre experiências clínicas sem ambigüidade. Assim, o pesquisador da especialização, mestrado ou e doutorado deve ter em mente que a pesquisa desenvolvida nas universidades e a trocas de informações com criações de PROTOCOLOS CIENTÍFICOS deve objetivar:

 

(1)            Ajudar o médico no planejamento do tratamento;

(2)            Dar alguma indicação do prognóstico;

(3)            Ajudar na avaliação dos resultados de tratamento;

(4)            Facilitar a troca de informações entre os centros de tratamento;

(5)            Contribuir para a pesquisa contínua sobre o câncer humano.

O  conhecimento do estadiamento oncológico  é importante porque o estágio no diagnóstico é um importante indicativo do prognóstico, planejamento do tratamentos mais adequados, previsão das possíveis complicações e, após o tratamento, avaliação dos resultados das terapias. A primeira tarefa do clínico é fazer uma avaliação do prognóstico e decidir qual o tratamento mais efetivo a ser realizado. Este julgamento e esta decisão requerem, entre outras coisas, uma avaliação objetiva da extensão anatômica da doença. Isto feito, a tendência é divergir do estadiamento, quanto a uma descrição significativa, com ou sem alguma forma de sumarização.

 

Sistema de Estadiamento TNM

 

A prática de se dividir os casos de câncer em grupos, de acordo com os chamados estádios, surgiu do fato de que as taxas de sobrevida eram maiores para os casos nos quais a doença era localizada do que para aqueles nos quais a doença tinha se estendido além do órgão de origem. Esses grupos eram freqüentemente referidos como casos iniciais e casos avançados, inferindo alguma progressão regular com o passar do tempo. Na verdade, o estádio da doença, na ocasião do diagnóstico, pode ser um reflexo não somente da taxa de crescimento e extensão da neoplasia, mas, também, do tipo de tumor e da relação tumor-hospedeiro.

 

Para o especialista, em particular nessa abordagem, é importante conhecer o TNM.

 

O Sistema TNM para a classificação dos tumores malignos foi desenvolvido por Pierre Denoix (França), entre os anos de 1943 e 1952. Em 1950, a UICC nomeou um Comitê de Nomenclatura e Estatística de Tumores e adotou, como base para seu trabalho na classificação do estádio clínico, as definições gerais de extensão local dos tumores malignos sugeridas pelo Sub-Comitê de Registros de Casos de Câncer e Apresentação Estatística, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Em 1953, o Comitê da UICC realizou um encontro conjunto com a Comissão Internacional de Estadiamento e de Apresentação de Resultados do Tratamento do Câncer, indicada pelo Congresso Internacional de Radiologia. Foi conseguido um acordo no que diz respeito à técnica geral de classificação pela extensão anatômica da doença, usando o Sistema TNM.  Em 1954, a Comissão de Pesquisa da UICC criou um Comitê Especial, o Comitê de Estadiamento Clínico e Estatística Aplicada, para 'prosseguir os estudos nesse campo e estender a técnica geral de classificação do câncer para todas as localizações anatômicas. Em 1958, o Comitê publicou suas primeiras recomendações para a classificação em estádios clínicos dos cânceres da mama e laringe e para a apresentação dos resultados. Uma segunda publicação, em 1959, apresentou propostas revisadas para o câncer de mama, para o uso clínico e avaliação em um período de 5 anos (1960-1964). Entre 1960 e 1967, o Comitê publicou nove brochuras descrevendo propostas de classificação para vinte e três localizações primárias. Foi recomendado que as propostas de classificação para cada localização anatômica fossem submetidas a ensaios clínicos prospectivos ou retrospectivos por um período de 5 anos.  Em 1968, essas brochuras foram reunidas em um livrete, o Livre de Poche (livro de bolso), e, um ano mais tarde, um livrete complementar foi publicado, pormenorizando recomendações para o estabelecimento de áreas de estudo, para a apresentação de resultados finais e para a determinação e expressão de taxas de sobrevida. O Livre de Poche foi, em seguida, traduzido para onze idiomas.  Em 1974 e 1978, foram publicadas a segunda e a terceira edições contendo classificações de novas localizações anatômicas e aperfeiçoamentos das classificações anteriormente publicadas. A terceira edição foi aumentada e revisada em 1982.  Ela continha novas classificações para alguns tumores da infância. Isso foi realizado em colaboração com La Société Internationale d'Oncologie Pédiatrique (Sociedade Internacional de Oncologia Pediátrica - SIOP). Em 1985, uma classificação dos tumores oculares foi publicada separadamente.  Com o passar dos anos, alguns usuários introduziram variações nas regras de classificação de certas localizações anatômicas. A fim de corrigir tal desenvolvimento, a antítese da padronização, os comitês nacionais do TNM, em 1982, concordaram em formular um único TNM. Vários encontros foram realizados para unificar e atualizar as classificações existentes, bem como desenvolver outras. O resultado foi a quarta edição do TNM. Em 1993, o Projeto publicou o Suplemento da Classificação TNM.10 O propósito deste trabalho foi promover o uso uniforme desta classificação através de explanações detalhadas das regras do sistema TNM com exemplos práticos.

 

Ele também incluiu propostas de novas classificações e expansões opcionais de categorias selecionadas. Uma segunda edição urgiu em 2001. Em 1995, o Projeto publicou Fatores Prognósticos do Câncer, uma compilação e discussão sobre os fatores prognósticos do câncer, anatômicos e não anatômicos, para cada localização anatômica. Uma segunda edição surgiu em 2001.

 

A (edição, 6ª) contém as regras de classificação e estadiamento que correspondem exatamente àquelas que aparecem na sexta edição do Manual para Estadiamento do Câncer, da AJCC (2002)14, e tem a aprovação de todos os comitês nacionais do TNM (ver lista), junto com os nomes dos membros dos comitês da UICC associados ao Sistema TNM.  A UICC reconhece que, para a estabilidade da Classificação TNM, há a necessidade de que sejam acumulados dados de uma maneira ordenada por um período razoável de tempo.

 

Da mesma forma, é intenção que as classificações publicadas neste livrete devam permanecer inalteradas até que grandes avanços no diagnóstico ou tratamento, relevantes para uma determinada localização anatômica, requeiram uma reconsideração da atual classificação.

 

Para desenvolver e sustentar um sistema de classificação aceitável para todos os usuários há a necessidade de uma ligação próxima de todos os comitês nacionais e internacionais. Somente dessa forma todos os oncologistas estarão aptos a usar uma 'linguagem comum' na comparação de seu material clínico e na avaliação dos resultados do tratamento.

 

O objetivo contínuo da UICC é alcançar o consenso numa classificação da extensão anatômica da doença.

Referência para o texto subscrito: Denoix, P.F.: Bull. Inst. Nat. Hyg (Paris) 1944;1:69. 1944;2:82. 1950;5:81. 1952; 7:743; World Health Organization Technical Report Series, nº 53, July 1952, pp. 47-48.; International Union Against Cancer (UICC), Committee on Clinical Stage Classification and Applied Statistics: Clinical stage classification and presentation of results, malignant tumours of the breast and larynx. Paris, 1958; International Union Against Cancer (UICC), Committee on Stage Classification and Applied Statistics: Clinical stage classification and presentation of results, malignant tumours of the breast. Paris, 1959; International Union Against Cancer (UICC): TNM Classification of malignant tumours. Geneva, 1968; International Union Against Cancer (UICC): TNM General Rules. Geneva, 1969; International Union Against Cancer (UICC): TNM Classification of malignant tumours. 2nd ed. Geneva, 1974; International Union Against Cancer (UICC): TNM Classification of malignant tumours. 3rd ed M.H. Harmer (editor). Geneva, 1978, ampliada e revisada em 1982; International Union Against Cancer (UICC): TNM Classification of malignant tumours. 4th ed. P. Hermanek, L.H. Sobin (editors). Springer, Berlin Heidelberg New York Toronto Tokyo, 1992; International Union Against Cancer (UICC): TNM Supplement 1993. A commentary on uniform use. P. Hermanek, D.E. Henson, R.V.P. Hutter, L.H. Sobin (editors). Springer, Berlin Heidelberg New York Tokyo, 1993; International Union Against Cancer (UICC): TNM Supplement. A commentary on uniform use. 2nd ed. Wittekind Ch, Henson DE, Hutter RVP, Sobin LH, eds. New York; 2001; International Union Against Cancer (UICC): Prognostic factors in cancer. P. Hermanek, M.K. Gospodarowicz, D.E. Henson, R.V.P. Hutter L.H., Sobin (editors). Springer, Berlin Heidelberg New York Tokyo, 1995; International Union Against Cancer (UICC): Prognostic factors in cancer. 2nd ed Gospodarowicz MK, Henson DE, Hutter RVP, O´Sullivan B, Sobin LH, Wittekind Ch, eds. New York: Wiley; 2001; Greene FL, Page D, Morrow M, Balch C, Haller D, Fritz A, Fleming I, eds. AJCC Cancer Staging Manual 6th ed. New York: Springer; 2002; Ferlay F, Bray F, Pisanni P, Parkin DM. Globocan 2002: Cancer incidence, mortality and prevalence worldwide. IARC CancerBase No. 5, version 2.0. Lyon: IARC Press, 2004; Eifel PJ, Berek JS, Thigpen JT. Cancer of cervix, vagina and vulva. In: DeVita VT Jr, Hellman S, Rosenberg SA, editors. Cancer: principles and practice of oncology. Philadelphia, PA: Lippincott, 1997;1433–1475; Narayan K, Mckenzie AF, Hicks RJ, Fisher R, Bernshaw D, Bau S. Relation between FIGO stage, primary tumor volume, and presence of lymph node metastases in cervical cancer patients referred for radiotherapy. Int J Gynecol Cancer 2003;13:657–663; Soutter WP, Hanoch J, D'Arcy T, Dina R, McIndoe G.A, deSouza N.M. Pretreatment tumor volume measurement on high-resolution magnetic resonance imaging as a predictor of survival in cervical cancer. Br J Obstet Gynaecol 2004;111:741–747; Benedet JL, Bender H, Jones H, Ngan HY, Pecorelli S. FIGO staging classifications and clinical practice guidelines in the management of gynecologic cancers. FIGO Committee on Gynecologic Oncology. Int J Gynaecol Obstet 2000;20: 209–262.).

 

 

TNM - Classification of Malignant Tumours.  Sistema de estadiamento TNM.

 

Para conseguir os objetivos estabelecidos, um sistema de classificação necessita que: os princípios básicos sejam aplicáveis a todas as localizações anatômicas, independentemente do tratamento. Possa ser complementado, mais tarde, por informações que se tornem disponíveis pela histopatologia e/ou cirurgia. Ao longo do tempo os cientistas sugerem e acreditam que o Sistema TNM preenche estes requisitos.

 

Regras Gerais do Sistema TNM.

 

O Sistema TNM para descrever a extensão anatômica da doença está baseado na avaliação de três componentes:  T - a extensão do tumor primário;  N - a ausência ou presença e a extensão de metástase em linfonodos regionais; M - a ausência ou presença de metástase à distância.

 

A classificação TNM de Tumores Malignos (TNM) é uma descrição do  estadiamento do câncer, é um sistema de notação que dá códigos para descrever a fase do desenvolvimento orgânico do câncer,  quando este se origina de um sólido tumor.

 

O estadiamento do câncer é consagrado por tradição, e para o propósito de análise de grupos de pacientes é freqüentemente necessário usar tal método. É é importante alcançar a concordância no registro da informação precisa da extensão da doença para cada localização anatômica, porque a descrição clínica precisa e a classificação histopatológica (quando possível) das neoplasias malignas pode representar a garantia de tratamento com perspectiva de manutenção da vida(Ver analises sobre iatrogenia x iatrogênica).

 

Existem muitas bases ou eixos de classificação dos tumores, por exemplo: a localização anatômica e a extensão clínica e patológica da doença, a duração dos sinais ou sintomas, o gênero e idade do paciente, o tipo e grau histológico. Todas essas bases ou eixos representam variáveis que, sabidamente, têm uma influência na evolução da doença.

 

O sistema TNM trabalha prioritariamente com a classificação por extensão anatômica da doença, determinada clínica e histopatologicamente (quando possível).

 

 

 

 

Vejamos uma exemplificação didática:

 

T descreve o tamanho do (primária) do tumor original e se invadiu tecidos vizinhos,

N  descreve próxima (regionais) gânglios linfáticos que estão envolvidos,

M  descreve distante metástase (disseminação do câncer a partir de uma parte do corpo para outro).

 

 

 

 

A adição de números a estes três componentes indica a extensão da doença maligna. 

 

Assim temos:

 

T0, T1, T2, T3, T4 | N0, N1, N2, N3 | M0, M1

 

 

Na verdade, o sistema é uma anotação taquigráfica criada para descrever a extensão clínica de um determinado tumor maligno.  As regras gerais aplicáveis a todos as localizações anatômicas são:

 

1) Todos os casos devem ser confirmados microscopicamente. Os casos que assim não forem comprovados devem ser relatados separadamente.

2) Duas classificações são descritas para cada localização anatômica, a saber:

a) A classificação clínica (classificação clínica pré-tratamento), designada TNM (ou cTNM), tem por base as evidências conseguidas antes do tratamento. Tais evidências surgem do exame físico, diagnóstico por imagem, endoscopia, biópsia, exploração cirúrgica e outros exames relevantes;

b) A classificação patológica (classificação histopatológica pós-cirúrgica), designada pTNM, tem por base as evidências conseguidas antes do tratamento, complementadas ou modificadas pela evidência adicional conseguida através da cirurgia e do exame histopatológico. A avaliação histopatológica do tumor primário (pT) exige a ressecção do tumor primário ou biópsia adequada para avaliar a maior categoria pT. A avaliação histopatológica dos linfonodos regionais (pN) exige a remoção representativa de nódulos para comprovar a ausência de metástase em linfonodos regionais (pN0) e suficiente para avaliar a maior categoria pN. A investigação histopatológica de metástase à distância (pM) exige o exame microscópico.

3) Após definir as categorias T, N e M ou pT, pN e pM, elas podem ser agrupadas em estádios. A classificação TNM e o grupamento por estádios, uma vez estabelecidos, devem permanecer inalterados no prontuário médico. O estádio clínico é essencial para selecionar e avaliar o tratamento, enquanto que o estádio histopatológico fornece dados mais precisos para avaliar o prognóstico e calcular os resultados finais.

4) Se houver dúvida no que concerne à correta categoria T, N ou M em que um determinado caso deva ser classificado, dever-se-á escolher a categoria inferior (menos avançada). Isso também será válido para o grupamento por estádios.

5)No caso de tumores múltiplos simultâneos em um órgão, o tumor com a maior categoria T deve ser classificado e a multiplicidade ou o número de tumores deve ser indicado entre parênteses, p. ex., T2(m) ou T2(5). Em cânceres bilaterais simultâneos de órgãos pares, cada tumor deve ser classificado independentemente. Em tumores de fígado, ovário e trompa de Falópio, a multiplicidade é um critério da classificação T.

6) As definições das categorias TNM e do grupamento por estádios podem ser adaptadas ou expandidas para fins clínicos ou de pesquisa, desde que as definições básicas recomendadas não sejam alteradas. Por exemplo, qualquer T, N ou M pode ser dividido em subgrupos.

 

 

As Regiões e Localizações Anatômicas.

 

As localizações anatômicas na classificação TNM estão listadas pelo código da Classificação Internacional de Doenças para Oncologia (CID-O, 3ª edição, Organização Mundial da Saúde, Genebra, 2000-15; Fritz A, Percy C, Jack A, Shanmugaratnam K, Sobin L, Parkin DM, Whelan S, eds. WHO International Classification of Diseases for Oncology ICD-O, 3rd ed. Geneva: WHO; 2000).

 

Cada localização anatômica é descrita sob os seguintes títulos:

 

Regras para classificação, com os procedimentos para avaliar as categorias T, N e M.

Localizações e sub-localizações anatômicas, quando apropriado.

Regiões anatômicas e sub-regiões, quando apropriado.

Definição dos linfonodos regionais.

TNM - Classificação clínica.

pTNM - Classificação patológica.

Graduação histopatológica (G).

Grupamento por estádios.

Resumo esquemático para a região ou localização anatômica.

 

TNM - Classificação Clínica.

 

As seguintes definições gerais são utilizadas:

T - Tumor Primário.

TX O tumor primário não pode ser avaliado.

T0 Não há evidência de tumor primário.

Tis Carcinoma in situ.

T1, T2, T3, T4 Tamanho crescente e/ou extensão local do tumor primário.

N - Linfonodos Regionais.

NX Os linfonodos regionais não podem ser avaliados.

N0 Ausência de metástase em linfonodos regionais.

N1, N2, N3 Comprometimento crescente dos linfonodos regionais.

Nota: A extensão direta do tumor primário para o linfonodo é classificada como metástase linfonodal. Metástase em qualquer linfonodo que não seja regional é classificada como metástase à distância.

M - Metástase à Distância.

MX A presença de metástase à distância não pode ser avaliada.

M0 Ausência de metástase à distância.

M1 Metástase à distância.

A categoria M1 pode ser ainda especificada de acordo com as seguintes notações:

Pulmonar PUL (C34)      Medula óssea MO (C42.1).

Óssea OSS (C40,41)         Pleural PLE (C38.4).

Hepática HEP (C22)        Peritoneal PER (C48.1,2).

Cerebral CER (C71)          Supra-renal ADR (C74).

Linfonodal LIN (C77)      Pele CUT (C44)

Outras OTH.

N.T.: * Para gua                                rdar fidelidade com o código internacional do sistema TNM, manteve-se entre colchetes a abreviatura em Inglês, correspondente a cada localização anatômica de metástase, o que se repetirá doravante.

 

Subdivisões do TNM.

 

As subdivisões de algumas categorias principais estão disponíveis para aqueles que necessitam de maior especificidade (p. ex.: Tla, 1b, ou N2a, 2b).

 

pTNM - Classificação Patológica.

 

As seguintes definições gerais são utilizadas:

 

pT - Tumor Primário.

pTX O tumor primário não pode ser avaliado histologicamente.

pT0 Não há evidência histológica de tumor primário.

pTis Carcinoma in situ.

pT1, pT2, pT3, pT4 Aumento crescente do tamanho e/ou extensão local do tumor primário, comprovado histologicamente.

pN - Linfonodos Regionais.

pNX Os linfonodos regionais não podem ser avaliados histologicamente.

pN0 Não há, histologicamente, metástase em linfonodos regionais.

pN1, pN2, pN3 Comprometimento crescente dos linfonodos regionais, comprovado histologicamente.

 

Observações em Notas a partir da Edição do TNM:

 

1. A extensão direta do tumor primário para os linfonodos é classificada como metástase linfonodal.

2. Um nódulo tumoral no tecido conjuntivo de uma área de drenagem linfática, sem evidência histológica de linfonodo residual, é classificado na categoria pN como uma metástase em linfonodo regional se o nódulo tem forma e contorno liso de um linfonodo. Um nódulo tumoral com contornos irregulares é classificado na categoria pT, isto é, extensão descontínua. Ele pode também ser classificado como invasão venosa (classificação V).

3. Quando o tamanho for um critério para classificação pN, medir-se-á a metástase e não todo o linfonodo.

4. Casos com micrometástases apenas, isto é, nenhuma metástase maior que 0,2 cm, podem ser identificados com a adição de (mi), p. ex., pN1 (mi) ou pN2 (mi).

 

Linfonodo sentinela.

 

O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo a receber a drenagem linfática do tumor primário. Se ele contém tumor metastático indica que outros linfonodos também podem conter tumor. Se ele contém metástase tumoral indica que outros linfonodos podem conter tumor. Se ele não contém tumor metastático, é improvável que os outros linfonodos contenham tumor. Ocasionalmente existe mais de um linfonodo sentinela. As designações que se seguem são aplicáveis quando se faz a avaliação do linfonodo sentinela:

 

pNX (sn) O linfonodo sentinela não pode ser avaliado

pN0 (sn) Ausência de metástase em linfonodo sentinela

pN1 (sn) Metástase em linfonodo sentinela

 

Conceitualmente é o 1º linfonodo (também conhecido por gânglio linfático) a receber células provenientes do tumor primário através da circulação dos vasos linfáticos. O exame do linfonodo sentinela é capaz de informar com alto grau de certeza o estado dos outros linfonodos da região linfática estudada (axilar, inguinal etc.).

 

Questionamento.

 

Assim, surge um questionamento. Em que tipos de câncer a pesquisa do linfonodo sentinela está indicada?

 

Nos casos de câncer de mama invasivo sem linfonodos supeitos na avaliação da axila, ou ainda nos carcinomas intra ductais (in situ) em que esteja indicada cirurgia que retira o complexo aréolo-mamilar ou a mastectomia (retirada da mama). Para pacientes com melanoma cutâneo com espessura de Breslow maior ou igual a 0,76 mm (exame microscópico patológico de peça  cirúrgica) ou com espessura menor porém com nível de Clark IV ou V ou ulceração ou regressão espontânea, sem linfonodos clinicamente suspeitos. Além destes, para os rarísssimos casos de carcinoma de células de Merkel da pele. Em outros tipos de câncer sua utilização ainda é experimental.

 

Identificando o linfonodo sentinela.

 

Através de um exame de medicina nuclear chamado linfocintigrafia pré-operatória. Uma substância radioativa (tecnécio 99 associado ao fitato) é injetada na derme horas antes da operação. Para os casos de câncer de mama, a injeção é periareolar e para os casos de melanoma, a injeção é feita ao redor do tumor ou da cicatriz resultante da retirada do mesmo. Este procedimento costuma ser indolor. O exame de imagem obtido é enviado com o paciente para o hospital onde será realizada a internação, permitindo a avaliação do exame pelo cirurgião.

Linfocintigrafia: técnica de determinação do gânglio sentinela. O gânglio sentinela é o primeiro gânglio linfático que drena uma neoplasia, e é o primeiro a receber células metastáticas. É essencial após descoberta de tumor maligno verificar se o gânglio sentinela está invadido, pois o inicio de matastização determina estratégias terapêuticas mais agressivas. São usados derivados da albumina com Tecnécio radioactivo em solução, que são injectados no tumor. Este radiofármaco é então drenado pelos vasos linfáticos até ao gânglio mais próximo. Indicações frequentes são o carcinoma da mama e o melanoma.

 

Orientações aos profissionais da saúde.

 

Linfocintilografia:  A presença de inchaço (edema) nas pernas e nos braços pode ter como causa algum problema de drenagem linfática.  A Linfocintilografia é um exame da medicina nuclear que tem a finalidade de diagnosticar áreas de obstrução da drenagem linfática nos membros superiores e inferiores.

Preparo para realizar o exame.

 

Não é necessário preparo especial para a linfocintilografia, ressalvando as orientações para evitar pânico em relação a perspectiva de um exame doloroso, etc.

 

Recomendar que o usuário vista roupas confortáveis, e evite excessos de botões e peças metálicas (fivelas, jóias, brincos e pulseiras). É ainda de bom parecer que o usuário traga exames relacionados ao seu caso.

 

Tempo de realização do exame.

 

O tempo do exame é bastante variável e depende da análise do médico nuclear. Na maioria dos casos são realizadas 3 imagens com intervalos de 1-2 horas entre elas e será necessário caminhar nos intervalos. Cada imagem dura em média 20 minutos.

 

Biosegurança: O exame normalmente tem riscos MÍNIMOS, relacionados apenas a probabilidade de reação adversa (alérgica) ao radiofármaco injetado na pele. Estudos médicos incluindo mais de 850.000 pacientes verificaram índices MÍNIMOS de reação, variando de 2 para cada 100.000 a 1,1 para cada 10.000 aplicações, ou seja, entre 0,002% a 0,01%. O tipo de reação mais verificado foi rubor cutâneo temporário (pele avermelhada), podendo ocorrer coceira e dor nos membros inferiores. Não se observou nenhuma reação grave que necessitou de hospitalização ou que tenha causado sequela para saúde.  Mesmo aqueles pacientes que apresentam antecedentes alérgicos podem realizar cintilografias sem riscos consideráveis. Apenas para comparação, o risco de reação adversa relacionada aos exames de medicina nuclear chega a ser até 1.000 vezes menor que o risco de reação aos contrastes iodados utilizados nas radiografias e tomografias contrastadas.

 

Porém o exame é contra-indicado para gestantes e para aquelas que estão amamentando.  Por medidas de proteção a equipe de enfermagem deve alertar e recomendar que o usuário não compareça acompanhado por mulheres grávidas ou crianças.

 

A cirurgia do linfonodo sentinela.

 

A operação é realizada geralmente sob anestesia geral até 18h após o exame de linfocintigrafia pré-operatória. Uma pequena incisão é realizada na pele exatamente sobre a área identificada como de maior sinal detectado por um equipamento (Probe) que capta a radiação emitida pela substância injetada previamente. O linfonodo sentinela é cuidadosamente dissecado para evitar lesões ao mesmo e retirado para exame por patologista experiente durante a operação.

 

Caso o linfonodo seja considerado livre de metástases (células tumorais provenientes do tumor primário) o procedimento pode ser encerrado, no entanto, caso seja considerado metastático os outros linfonodos da região devem ser removidos como parte do tratamento correto.

 

Linfocintilografia pré e intra-operatória (Linfonodo Sentinela): A pesquisa de linfonodo sentinela avalia a drenagem linfática de alguns tumores como de mama e o melanoma. O estudo identifica o primeiro linfonodo que recebe a drenagem linfática proveniente do tumor (linfonodo sentinela). A localização é realizada através de imagens (linfocintilografia) e durante o procedimento cirúrgico através de um equipamento chamado gama-probe. Durante a cirurgia o linfonodo é retirado e encaminhado para o patologista que informa o cirurgião se o linfonodo esta normal ou se existe a presença de células provenientes do tumor. Essa informação é útil para uma conduta terapêutica mais eficaz.

 

Preparo para realizar o exame: Especificamente para a linfocintilografia não é necessário jejum entretanto, dependendo do horário da cirurgia, o paciente já deverá estar em jejum. Procurar vestir roupas confortáveis, sem excessos de botões ou peças metálicas. Evitar excessos de jóias, brincos, pulseiras.  Trazer exames recentes relacionados com o caso (mamografia, ultra-som, biópsias, relatórios médicos).

 

Duração do  exame:   Linfocintilografia: Cerca de 2-3 horas. Durante a cirurgia: Cerca de 20 minutos. A linfocintilografia deve ser realizada poucas horas antes da cirurgia.  LEMBRANDO QUE  o exame é contra-indicado para gestantes e para aquelas que estão amamentando.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Equipamento (Probe). Gama Probe modelo DGC-II.

http://lktechnology.com.br/wp-content/uploads/2011/11/gama-probe-1-150x150.jpgGama Probe NuclearLab modelo DGC-II. Gama Probe é uma Sonda Gama para Cirurgia Rádio-Guiada, modelo DGC-II. O DGC-II é um sistema desenvolvido especificamente para identificar, intracirurgicamente, focos de alta captação de material radiativo, mais especificamente o TC-99m. O DGC-II consiste de uma sonda detectora, uma unidade de visualização e controle e um cabo que interconecta ambas. O DGC-II é capaz de detectar radiação gama proveniente de distintos isótopos e vem pré-ajustado de fábrica para a detecção de TC-99m, o isótopo mais utilizado para a aplicação de localização do Linfonodo de Sentinela. Entretanto, o equipamento também consegue captar I131 no modo janela aberta. DGC-II, 300% mais eficiente que a anterior, que foi descontinuada. A nova sonda consegue captar até mesmo uma atividade de 1µC sem comprometer a excelente resolução espacial que é um marco do DGC-II.

 

Uma sensibilidade significativamente superior, que coloca o equipamento no mais alto padrão de excelência.  O D GC-II está devidamente registrado na ANVISA pelo número 80550190001 e destinam-se a Médicos Nucleares, Mastologistas, Oncologistas, Hospitais e Clínicas.

 

Aula virtual. Sonda Gamma de uso Quirúrgico  Marca Nuclearlab modelo DGC-II.

https://www.youtube.com/watch?v=9di3oav8_zM#!

 

<iframe width="420" height="315" src="//www.youtube.com/embed/9di3oav8_zM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

 

Iatrogenia.

 

Deve-se ressaltar que pode haver falha em relação ao diagnóstico intra-operatório negativo para metástases do linfonodo sentinela. Isto se deve à possível existência de micrometástases. Atualmente tais falhas são pouco frequentes, sendo considerado um procedimento seguro.

 

Depois da cirurgia o linfonodo sentinela é submetido a exame muito mais detalhado, inclusive com uso de imuno-histoquímica para detecção de células metastáticas. Este fato pode implicar na necessidade de uma reoperação para tratamento definitivo, o que ocorre em uma porcentagem pequena de casos.

 

 

 

 

Farmacologia: Rádiofarmaco e Cancro: Cintilografias Oncológicas.

 

A cintilografia é um método diagnóstico que permite o estudo da fisiologia dos diversos órgãos.  Os exames são indolores, não invasivos e extremamente seguros.  A radiação que o paciente recebe para o exame é muito pequena e os radiofármacos, ao contrário dos contrastes, não causam reações adversas.   Pacientes idosos, recém-nascidos e pacientes com problemas renais também podem realizar cintilografias sem riscos.

 

http://www.cdmcdm.com.br/images/layout/cintilografias.jpg

Vejamos  a listagem de cintilografias:

Oncologia

Cintilografia Óssea

Pesquisa de corpo inteiro com Iodeto-131I

Pesquisa de corpo inteiro com gálio–67

Pesquisa de corpo inteiro com MIBG–131I

Pesquisa de corpo inteiro com tálio-201 ou sestamibi-99mTc)

Linfocintilografia pré e intra-operatória (Linfonodo Sentinela)

Cirurgia Radioguiada (ROLL)

Mamária com sestamibi–99mTc

Cardiologia/Cirurgia Vascular

Miocárdio repouso e estresse

Pesquisa de viabilidade miocárdica

Pesquisa de necrose miocárdica

Venografia

Linfocintilografia

Ortopedia / Reumatologia

Óssea

Neurologia

Perfusão Cerebral (SPECT Cerebral)

Cisternocintilografia

Pneumologia

Pulmonar de inalação e perfusão

Endocrinologia

Tireóide

Paratireóide

Nefro-urologia

Renal dinâmica com ou sem diurético (DTPA-99mTc)

Renal dinâmica para pesquisa de hipertensão renovascular

Renal Estática (DMSA-99mTc)

Pesquisa do Refluxo Vésico Ureteral

Testicular

Gastroenterologia

Glândulas Salivares

Pesquisa de Refluxo Gastro-Esofágico

Fígado e Vias Biliares

Hepato-Esplênica

Pesquisa de hemangiomas hepáticos

Esvaziamentos esofágico e gástrico

Pesquisa de sangramento digestivo ativo

Pesquisa de sangramento digestivo intermitente

Pesquisa de Divertículo de Meckel

Oftalmologia

Dacriocintilografia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cintigrafia com Gálio-67: o Gálio-67 comporta-se como o ião Ferro3+ e, portanto liga-se à transferrina plasmática. A maior vascularização das neoplasias e a sua maior necessidade de ferro leva à acumulação do radiofármaco nas células neoplásicas, associado à ferritina. É possível colher informações de muitos tipos de tumores com esta técnica mas ela é principalmente indicada para estadiamento de linfomas. Uma vez que o Gálio não se concentra em lesões necrosadas ou fibróticas ele permite detectar tumores ativos de forma superior À Tomografia computadorizada ou Ressonância Magnética.

Cintilografia com 123I-MIBG.

 

Pesquisa de corpo inteiro com gálio–67 - A cintilografia com gálio-67 é um estudo de corpo inteiro útil na avaliação de alguns tipos de câncer (por exemplo, os linfomas) e de doenças inflamatórias e infecciosas (pacientes com febre de origem incerta, miocardites, pacientes com próteses ortopédicas etc).

 

O preparo para realizar o exame: Após a injeção venosa do radiofármaco será necessário o uso de laxantes e de hidratação frequente. Procurar vestir roupas confortáveis, e evite excessos de botões e peças metálicas (fivelas, jóias, brincos e pulseiras). Trazer exames relacionados ao caso. A duração do exame: No dia da dose: Cerca de 15 minutos. No dia das imagens: Cerca de 40 minutos. As imagens são realizadas 2 dias após a dose. ATENÇÃO: o exame é contra-indicado para gestantes e para aquelas que estão amamentando. Por medidas de proteção radiológica, não estar acompanhado por mulheres grávidas ou crianças.

 

Cintilografia com 131I-Iodocolesterol ou NP-59.

 

Cintilografia dos Receptores da Somatostatina com 111In-Pentatreótido: o 111-Índio-Pentatreótido é um análogo radioativo da hormona somatostatina. Usado no estadiamento de tumores neuroendócrinos, como os do ilhéu do pâncreas hipófise e carcinóides.

Cintilografia com 99mTc-sestaMIBI: este radiofármaco concentra-se nas mitocôndrias, logo marca a viabilidade celular (a falta de integridade das membranas mitocondriais é indicativa de stress celular). É, no entanto usado como indicador da susceptibilidade à quimioterapia de uma neoplasia, porque ele é excretado da célula pelo mesmo transportador membranar que excreta os químicos citostáticos (quanto mais transportador, menos radioatividade e menos susceptibilidade à quimio).

 

Cintilografia Mamária: a primeira técnica de detecção de tumores mamários é a mamografia, uma forma de radiografia. A cintigrafia só é usada se houver dúvidas após mamografia. São usados o 99mTc-MIBI ou o 99mTc-Tetrofosmina.

 

 

 

 

 

 

Links Relacionados para pesquisas direcionadas.

Entidades Nacionais e Orgãos Públicos e Periódicos.

 

Sociedade Brasileira de Biologia e Medicina Nuclear

Associação Brasileira de Física Médica

Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN

Colégio Brasileiro de Radiologia

Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN

Sociedade Paulista de Radiologia

Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica

Sociedades Internacionais de Medicina Nuclear.

American College of Nuclear Medicine

American College of Nuclear Physicians

American Society of Nuclear Cardiology

Argentinian Association of Biology and Nuclear Medicine

Australian and New Zeland Society of Nuclear Medicine

British Nuclear Medicine Society

Chilean Society of Nuclear Medicine

Colombian Association of Nuclear Medicine

Czech Society of Nuclear Medicine

European Association of Nuclear Medicine

French Society of Biophysica and Nuclear Medicine

Hong Kong Society of Nuclear Medicine

International Atomic Energy Agency

International College of Nuclear Medicine Physicians

Italian Association of Nuclear Medicine

Japanese Society of Nuclear Medicine

Korean Society of Nuclear Medicine

Spanish Society of Nuclear Medicine

Portuguese Society of Nuclear Medicine

Society of Nuclear Medicine

Society of Nuclear Medicine, Taiwan

Uruguayan Society of Biology and Nuclear Medicine

World Federation of Nuclear Medicine and Biology.

Períodicos.

ALASBIMN Journal

Clinical Nuclear Medicine

European of Nuclear Medicine

Journal of Nuclear Medicine

Oncologia. Cancer Links

Instituto Nacional de Câncer - INCA

Memorial Sloan-Kettering Cancer Center

National Cancer Institute

OncoLink: System Cancers

Atlas

Interative Atlases- Digital Anatomist Project http://www9.biostr.washington.edu/da.html Interactive Atlases. Digital Anatomist Project. Structural Informatics Group. Department of Biological Structure. University of Washington. Seattle, Washington, USA.

Scintigraphy of the Paediatric Skeleton http://www.medical-atlas.org/

Residências em Medicina Nuclear

UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Hospital da Fac. de Medicina/Unesp/Botucatu

 

 

Bibliografia Recomendada.

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